por Escola Prisma | 26 set, 2018 | Família e Escola, Método Montessori |
Quais laços formam uma família? Quais relações são construídas no seio familiar?
Uma família é formada não apenas pela relação de sangue que os membros têm, mas sim pelos laços de amor, carinho que se estabelece entre eles.
As relações que são construídas pelas pessoas nesse ambiente devem ser pautadas na confiança, mais do que isso, devem ser estabelecidas por meio da conversa, do toque, do abraço, das demonstrações de afeto, da troca de experiências e da aprendizagem que se dá entre essas ligações.
É na família que surgem os primeiros aprendizados e é dela que recebemos os exemplos para nosso comportamento e atitudes.
Ela promove a educação das gerações mais novas, das suas tradições, cultura e valores, transmite posicionamentos, opiniões e reflexões sobre o mundo e a sociedade em que vive.
A personalidade de cada indivíduo recebe forte influência da sua família. Todos somos parte de uma família, e todos carregamos em nós não apenas o DNA dela, mas um pouco do que ela é.
A relação pais e filhos
Desenvolver relações saudáveis entre pais e filhos é essencial dentro do ambiente familiar.
A preocupação maior dos pais deve ser desenvolver relações de amizade com seus filhos, de tornarem-se amigos e com isso despertar a admiração entre ambos.
Pais que despertam encantamento em seus filhos conseguem estabelecer relação de respeito e deixar marca eterna em seu ser.
A família é como uma planta, necessita ser regada, nutrida constantemente. Invista em tempo diário para o convívio familiar.
A presença nos momentos importantes, o acompanhamento no cotidiano escolar, o auxílio nas lições de casa, o passeio no parque, as brincadeiras nos tempos livres são atitudes que nutrem a família e que são parte das tarefas diárias de pais ídolos de seus filhos.
Os erros e as experiências de vida são outros aspectos a serem compartilhados entre os membros da família. Pais não devem sentir-se envergonhados ao pedir desculpas pelos seus erros, ou mesmo assumi-los frente aos seus filhos.
Compartilhar as próprias experiências e incentivar que seus filhos façam o mesmo contribuem para o fortalecimento das crianças frente aos desafios que surgirão ao longo da vida.
A importância do legado familiar
O legado que pais devem deixar para seus filhos está longe das questões financeiras, de posses, valores, bens, mas próximo da educação que deixarão com eles.
Ensine seus filhos a desenvolver habilidades socioemocionais, a desenvolver as funções nobres da mente, a falar sobre seus medos e não viver na escuridão de si mesmo, a expor suas ideias e conviver em harmonia com o outro, a ser empático e carismático em suas relações, a pensar antes de agir, a enfrentar os desafios de forma inteligente e aprender com seus próprios erros.
A família é o berço do amor, da compreensão, do afeto, é o lugar onde as pessoas devem encontrar apoio, lições e aprendizados, mas que acima de tudo, as relações sejam saudáveis e de convivência harmônica.
Os filhos não precisam de pais gigantes, mas de seres humanos que falem a sua linguagem e sejam capazes de penetrar-lhes o coração.
Fonte: Escola da Inteligencia por Augusto Cury
por Escola Prisma | 23 abr, 2018 | Ecossistema Escola Prisma, Educação Infantil, Família e Escola, Método Montessori |
No título deste texto, usei aspas em Família Montessoriana, e ao longo do texto usarei itálico. Farei isso para repetidamente deixar claro: famílias montessorianas não existem. Assim como não existe método Montessori e não existem princípios montessorianos.
A lembrança importa
Chamamos de método Montessori um determinado conjunto de princípios filosóficos, psicológicos e pedagógicos, que tiveram seu início ao longo da primeira metade do século XX por ação direta de Maria Montessori.
Ela mesma, porém, não tomou para si o método que desenvolveu e nem o batizou com seu nome. Até o fim de sua vida, quando se referia ao método pelo seu nome, dizia algo como “aquilo que chamam de método Montessori”.
Pedagogia Científica
O nome preferido por Montessori para a ciência da infância à qual deu o passo inicial foi Pedagogia Científica.
A lembrança do nome original e da forma de pensar de Maria Montessori evita que nos confundamos e nós digamos montessorianos quando, de fato, admiramos Montessori e sua criação, mas não levamos à prática os postulados científicos que propôs.
A ideia deste texto é ajudar famílias que descobriram Montessori há pouco tempo em seus passos iniciais, e dar suporte às famílias que já buscam utilizar Montessori em casa tanto quanto possível. Além disso, esse texto tem a estrutura de uma lista, então você pode ler aos poucos.
1. Famílias Montessorianas preparam o ambiente das crianças
Um dos pilares da pedagogia desenvolvida por Maria Montessori é a preparação do ambiente da criança. Preparar um ambiente significa olhar para ele do ponto de vista dos pequenos e realizar as modificações necessárias para que as crianças possam ter liberdade e independência.
Com base nessa ideia, utilizamos uma cama que fica muito próxima do chão, para que a criança não precise escalar a cama na hora de dormir.
A partir disso, também, instalamos uma barra no quarto das crianças que estão aprendendo a andar, para que elas possam se tornar independentes de nós nessa ajuda e possam se exercitar sempre que quiserem com segurança. Colocamos um espelho, para que a criança se conheça.
Em outros cômodos também tornamos a vida da criança mais próxima de uma vida total e feliz: comida, água e bebidas apropriadas podem ficar ao seu alcance em pequenas quantidades, o banheiro pode ter um banquinho e um penico, para que a criança alcance a pia e possa utilizar o banheiro sem precisar do equilíbrio do encaixe no vaso sanitário e com o mesmo conforto que um adulto tem quando se senta para suas necessidades.
A sala pode ter um cantinho da criança e, pensando no exercício de sua liberdade e de sua independência, precisa permitir o movimento. Por isso, é importante ensinar a criança a segurar da forma certa tudo o que quebra ou, enquanto ela é nova demais, modificar a localização de alguns pertences, para que corramos todos menos riscos.
A ideia não é restringir a vida do adulto, como muito se coloca. Mas possibilitar a vida da criança, como faríamos, talvez, com um adulto que não enxergasse ou não pudesse caminhar. A criança é um habitante da casa, e deve ser respeitada.
Quando defendemos a preparação do ambiente da criança, não falamos de adaptação. Permita que repitamos: não falamos de adaptação. O ambiente da criança conforme a orientação de Montessori é o mais próximo possível do ambiente natural.
Ambientes naturais são, por natureza, essencialmente baixinhos. Há água disponível na altura do chão, arbustos com frutas, raízes comestíveis, abrigo, tudo. Há toda uma vida que não chega à cintura de um adulto. Então, quando preparamos o ambiente para a criança, nós não adaptamos.
Nós preparamos ou, no máximo, retornamos a aquilo que é natural para o desenvolvimento da criança pequena, e com o que convivemos por quase dez mil anos de civilização, sem contar os milhões de anos de evolução.
2. Famílias Montessorianas escutam, vêem e observam as crianças
Todos nós escutamos, vemos e observamos crianças, pode-se argumentar. E então, podemos pensar na frase de Saramago: Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara.
A ideia de escutar, ver e observar a criança não é a de conviver com ela, com o celular, com a refeição em preparo, com as tabelas numéricas e com as obrigações diversas ao mesmo tempo.
A ideia é, pelo menos durante alguns momentos (quem sabe, de forma otimista, períodos) do dia realmente viver junto, escutar com atenção, ver com amor, observar com cuidado.
Para termos clara ideia de quanto devemos escutar, ver e observar nossas crianças, podemos pensar em quanto escutamos, vemos e observamos aqueles a quem escolhemos amar, no início do relacionamento.
Uma infinidade de conflitos pode ser prevenida simplesmente por ouvirmos nossos pequenos e tentarmos compreender o que os está chateando. Às vezes, são mesmo coisas que não podemos remediar. Mas às vezes podemos e, nesses casos, vale a pena tentar – e só podemos tentar, se pudermos ouvir. Precisamos fazer isso entre adultos também, na verdade.
Precisamos ver nossas crianças. Prestar atenção nelas. Precisamos ver como estão seus olhos, por exemplo. Precisamos checar se brilham. Os olhos das crianças devem brilhar. De interesse, de alegria, de curiosidade, de criatividade, de suspense, de atenção, de concentração, de esforço, de contentamento, de tranquilidade, de afeto, de segurança, de amor.
Os olhos deles têm motivo para brilhar o tempo todo. Se não estiverem bem brilhantes (e como professor e palestrante, convivendo com muitas crianças de cada vez, eu infelizmente posso dizer com certeza que não são todas as crianças que têm olhos brilhantes), se não brilharem por tudo o que há na vida, então há algo muito errado.
Pode ser a televisão, que apaga a luz dos olhos na medida em que emite luz da tela. Pode ser a falta de independência, que pedra por pedra des-edifica o interesse da criança pelo mundo.
Pode ser o autoritarismo, que deixa tão pouco espaço para ação que não vale mais a pena achar graça na vida. Pode ser a escola, que age de forma a violentar a natureza da criança, e a violência apaga mesmo o brilho dos olhos.
Precisamos fazer de tudo para manter o brilho nos olhos de nossos filhos e alunos. E precisamos fazer de tudo para reavivá-los, se começam a esmorecer. Sobretudo, precisamos observar as crianças pequenas.
Precisamos ver o que querem fazer agora. Precisamos observar que tipo de independência estão tentando adquirir e tentar entender como podemos ajudar indiretamente – sem substituir a criança em seus esforços.
Precisamos registrar nossas observações de algum jeito, para que possamos compreender nossas crianças melhor, e ajudá-las com mais certeza, e mais cuidado. Observar, e registrar observações, é uma forma de garantir que estamos dando atenção às nossas crianças – o perigo de nos tornarmos famílias burocratas é tão pouco presente que não vale tratar dele.
O registro da observação precisa vir sempre depois da necessidade de atenção e amor, é claro. Mas é bom que exista.
3. Famílias Montessorianas amam, conhecem e exploram o universo com as crianças
Maria Montessori disse que não era suficiente amar a criança. “Antes, é necessário amar e conhecer o universo”.
Se desejamos que nossas crianças possam satisfazer o interesse que têm naturalmente pelo mundo, se esperamos que sua curiosidade seja a maior motivação para seu aprendizado, e se queremos que no presente e no futuro elas possam cumprir de forma exemplar seu papel no mundo, precisamos ter verdadeira paixão por esse mundo. Fascínio mesmo. E enxergar nele belezas quase indescritíveis.
É preciso, por exemplo, olhar para uma árvore e enxergá-la com uma incrível elo em uma sequência infindável de vida que faz o universo – pelo menos o Planeta Terra – funcionar em equilíbrio.
É preciso ver na lagarta que caminha pela casca um ser vivo cumprindo sua tarefa cósmica e próximo a se tornar uma borboleta, que irá polinizar flores e permitir que a Natureza se mantenha, assim.
É preciso ver beleza onde há vida, e onde não há. Perceber a imensidão da Terra sob nossos pés e a da atmosfera acima de nossas cabeças. É preciso reconhecer essa beleza que deixou há muito de ser óbvia, desde que nos desligamos da natureza e dos rituais que a celebravam. O caminho de retorno a esse encanto, hoje, para a maior parte de nós, acontece por meio da ciência.
O mundo humano, também, cheio de encantos, é tema de maior interesse para as crianças mais velhas. De seis ou sete anos em diante.
As culturas, os costumes, as línguas, as formas de viver, as festas, as religiões, as diferentes versões da(s) História(s) e as várias formas de retrato do humano, nas artes plásticas, na poesia, na música – e também na agricultura, no comércio, na construção de cidades.
Assim como os limites da compreensão e da exploração humana, à Lua, ao Everest, ao fundo do mar, às selvas mais escondidas. Da mesma forma que os testes máximos do humano, contra a fome, a sede, a luta pela sobrevivência e todo tipo de máximo e mínimo atingido pelo humano, tudo interessa, tudo deve nos interessar.
De tudo o que lermos, assistirmos, escutarmos podemos tirar pedacinhos de conhecimento que formarão verdadeiros universos em nossas conversas com nossas crianças, e nos permitirão ajudar os pequenos a desbravar a humanidade e o planeta que habita.
4. Famílias Montessorianas compreendem as necessidades do desenvolvimento
Não acima de tudo, mas sem dúvidas em posição de grande importância, se encontra o conhecer o desenvolvimento. Não é necessário ser um especialista em cada osso, órgão, nervo e estágio psicológico das crianças.
Mas é necessário conhecer um pouco do desenvolvimento motor, especialmente até os três anos, e encontrar uma linha com a qual você concorde, e que faça algum sentido cientificamente, no caso de Montessori, para explicar o desenvolvimento mental das crianças.
No caso de Montessori, o livro Mente Absorvente e o livro A Criança são os dois melhores locais para se encontrar esse tipo de informação. O primeiro explica o desenvolvimento das capacidades mentais da criança e os motivos psicológicos pelos quais nós podemos e devemos deixar a criança em liberdade, além de explicar o desenvolvimento da fala e o das mãos.
Já o segundo traz importantes observações sobre a saúde mental da criança pequena e o que chamamos de períodos sensíveis – intervalos ao longo do desenvolvimento durante os quais a criança está mais apta a determinados aprendizados ou à aquisição de determinadas habilidades.
Para isso é mesmo necessário estudar um pouco. Mas em pouco tempo você aprende o básico necessário para compreender melhor sua criança. Compreendendo-a, você será capaz de proporcionar a ela liberdade, experiências e objetos muito mais adequados ao estágio de desenvolvimento em que se encontra, e esse tripé tornará a vida de vocês muito mais tranquila e muito mais feliz.
5. Famílias Montessorianas vivem uma revolução
Esse tópico foi, na verdade, o que me motivou a escrever o texto inteiro. Utilizar os princípios descobertos por Montessori para auxiliar a vida da criança não é comum. Não é o que se faz em larga escala hoje. Não é o que se espera que seja feito.
Não é o que as prateleiras de livrarias sobre vida em família sugerem que se faça, e não é o que os programas de televisão sobre disciplina infantil pregam. Viver de acordo com as necessidades da criança, permitindo sua liberdade e favorecendo sua independência é um imenso serviço de compaixão, intenso e profundo, que modifica a forma como enxergamos a vida e como a vivemos.
Montessori disse, em Mente Absorvente, que o que nos trazia era uma revolução pacífica, que não deixaria intocado nada do que existe no mundo, e que se levada até o final, seria a última de todas as revoluções.
As famílias que hoje carregam Montessori para suas crianças, e as escolas que compreendem essas famílias, compreendem essas crianças, e levam Montessori verdadeiramente à sua prática também, são a linha de frente da revolução mais fundamental da humanidade. Aquela que terminará com o problema social mais universal que temos: a opressão da infância.
Se você pesquisou, leu, compreendeu e começa a aplicar Montessori agora, seja bem vindo. Se você já o faz há algum tempo, vamos juntos. Nossa revolução é universal, e ao mesmo tempo é muito, muito pequena.
É uma revolução de detalhes: uma jarra que caiba nas mãos de nossas crianças, uma cama alguns centímetros mais baixa e um sabonete que seja pequeno o suficiente para não escorregar das mãos de nossos filhos e alunos. Nossa revolução é bem pequena.
Mas tem a força do sorriso de seu filho. E o brilho de seus olhos. Nessa revolução, conte com amigos, colegas, pessoas que possam apoiar você em sua caminhada, e possam ajudar você sempre que necessário.
Você não deve e não precisa ser sozinho na aplicação de Montessori para ajudar a vida de sua criança. Nós todos queremos um mundo de paz. Nós todos queremos ajudar a vida.
Fonte: Lar Montessori por Gabriel Salomão
por Escola Prisma | 22 mar, 2017 | Datas Comemorativas, Dicas da Escola Prisma para os Pais, Ecossistema Escola Prisma, Educação Infantil, Esportes e Movimento |
A prática do jiu-jitsu desenvolve muitos benefícios nas crianças:
A prática dessa arte tão suave para crianças traz diversos benefícios que agregam na formação e desenvolvimento de uma criança sadia, focada, além do fato de conviver num ambiente que estimula a tomada de decisões.
A luta diária não é levada somente ao tatame, mas à vida destes pequenos que estão crescendo e buscando seu lugar ao sol.
As aulas de jiu-jitsu para crianças têm por objetivo melhorar a concentração, proporcionar auto-estima, disciplina e saúde com total segurança.
O Jiu-Jitsu para crianças fortalecer a relação de amizade
Muito mais do que apenas golpes e posições marciais, essa modalidade busca fortalecer a relação de amizade entre os pais e os filhos, formar o caráter e possibilitar que a criança atinja a adolescência com seus princípios morais muito bem formados.
Tendo em vista que a criança de hoje, é o formador de opinião de amanhã, um bom professor de Jiu Jitsu não tem como objetivo formar campeões e sim formar pessoas vitoriosas na vida.
Preparando as crianças para o futuro com responsabilidade e segurança
Em toda aula e atividade há sempre uma relação muito próxima com a realidade do dia-a-dia, preparando as crianças para o futuro com responsabilidade e segurança.
Todas as atividades dentro do tatame envolvem um clima de parceria, por conta das posições realizadas, o que desenvolve no aluno o espírito de equipe, valores de amizade e companheirismo.
Por as crianças estarem aprendendo como as coisas funcionam, os benefícios são enormes, pois elas não tem certos vícios que nós adultos temos.
E Os benefícios para as crianças não são apenas físicos, o grande diferencial do jiu jitsu para as crianças pode ainda ser o benefício psicológico que o jiu jitsu proporciona, o que ajuda muito na formação de adultos de bom caráter e de bons princípios.
Veja abaixo muitos dos Benefícios do jiu-jitsu para crianças
- Melhora a capacidade cardiovascular e respiratória;
- Desinibe os tímidos e acalma os agitados e ansiosos;
- Respeito aos companheiros;
- Respeito ao próximo e aos mais velhos;
- Aumento da coordenação motora;
- Reconhecimento dos erros e acertos;
- Harmonia mental;
- Disciplina;
- Concentração;
- Paciência;
- Controle muscular;
- Aperfeiçoamento do reflexo;
- Desenvolvimento do raciocínio;
- Equilíbrio mental;
- Reforço do caráter e da moral;
- Fortalecimento da auto-confiança;
- Senso de disciplina e hierarquia;
Lições do jiu jitsu para criança levar para toda a vida
- Não se ganha sempre, mas mesmo na dificuldade existe aprendizado;
- Os melhores não nasceram bons, eles suaram para conseguir o que queriam;
- Aprendendo a se defender as crianças melhoram o seu auto-controle;
- Companheirismo e amizade, os amigos verdadeiros são para vida toda;
- Criação do espírito de equipe;
- É de erro em erro que se atinge a perfeição;
- Olhar no olho das outras pessoas – não em sinal de desafio, e sim de respeito, compreensão, igualdade;
- Hábitos saudáveis, disciplinas e regras;
- Vencer (na vida ou nas artes marciais) não significa machucar nem pisar em cima de ninguém;
O jiu-jitsu infantil na pratica
As crianças aprendem na prática a competir com honestidade; Ser humilde, reconhecendo os erros e acertos; Cair, levantar e recomeçar; Desfrutar das amizades dos colegas.
Como um esporte de contato, o Jiu Jitsu brasileiro oferece um ambiente desafiador, porém seguro que permite a criança amadurecer para se tornar um adulto campeão da vida.
A prática do Jiu Jitsu infantil vai muito além das conquistas do tatame. A disciplina e excelência exigidos pelos instrutores muitas vezes reflete positivamente no comportamento da criança em casa e na escola.
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por Escola Prisma | 5 mar, 2017 | Ecossistema Escola Prisma, Educação Infantil, Esportes e Movimento, Uncategorized |
Jiu-jitsu brasileiro (em japonês: ブラジリアン柔術, Burajirian jūjutsu), Brazilian Jiu-Jitsu ou Gracie Jiu-jitsu.
Jiu-jitsu é uma arte marcial, estilo de judô, desenvolvido pela família Gracie, no início do século XX, que se tornou a forma mais difundida e praticada do jiu-jitsu (exceto o judô) no mundo, principalmente depois das primeiras edições dos torneios de artes marciais mistas (MMA), o UFC, nos idos da década de 1990.
Apesar do nome da modalidade ser jiu-jitsu, na verdade, a modalidade foi desenvolvida como especialização e ênfase das técnicas de controle e luta de solo, ne waza e katame waza, e com menos ênfase às técnicas de luta executadas de pé, tate waza, das técnicas de judô, de Mitsuyo Maeda, representante direto do Instituto Kodokan.
Por não serem o foco principal da modalidade, os golpes de até waza e kansetsu waza, acabam tendo papel coadjuvante e/ou intermédio para a execução de um golpe final de submissão do adversário.
O nome do estilo de luta da família Gracie permaneceu como jujutsu, porque na época em que os irmãos Carlos e Hélio Gracie, principalmente, finalizaram seu repertório, o nome “judô” ainda não era de uso comum mas Kodokan jujutsu.
O criador do estilo foi, em princípio, Carlos Gracie, que adaptou o judô com especial apreço à luta de solo, haja vista que seu porte físico punha-lhe em severa desvantagem contra adversários de maior porte.
Partindo do princípio de que numa luta de solo, quando projeções ou mesmo chutes e socos não são eficientes, mas alavancas, sim, o porte físico dos contendores torna-se de menor importância. Nessa situação, aquele que tiver mais técnica possuirá consequentemente a vantagem.
Se não foram originais em adaptar uma arte marcial provecta, haja vista que no Japão isso já há muito ocorrera com o aiquidô e o próprio judô, oriundos do Jiu-jitsu, com o caratê, oriundo do te-jutsu de Okinawa, ou mesmo no resto do mundo como o krav maga (Israel) ou a capoeira regional (Brasil), Carlos Gracie e depois Hélio Gracie foram originais em criar um paradigma que prima pela efetividade.
Comprovado o seu sucesso em competições, o Jiu-jitsu brasileiro serviu de cerne do que viria a ser a modalidade artes marciais mistas.
Graduação
Adotam-se as seguintes divisões de faixas no jiu-jitsu desportivo brasileiro para seus praticantes, conforme suas experiências e habilidades: e cada associação, federação ou demais tem seu edital particular, sancionado por uma Lei Federal nº. 9.615 de 24 de março de 1998, mais conhecida como Lei Pelé.
- Branca (iniciante, qualquer idade)
- Cinza (4 a 6 anos)Amarela (7 a 15 anos)
- Laranja (10 a 15 anos)
- Verde (13 a 15 anos)
- Azul (16 anos ou mais (até 4 grau)
- Roxa (16 anos ou mais (até 4 grau)
- Marrom (18 anos ou mais (até 4 grau))
- Preta (19 anos ou mais (até o sexto grau)
- Vermelha e Preta (sétimo grau -Título de mestre)
- Vermelha e Branca (oitavo grau) (Criada pela IBJJF em 2012)
- Vermelha (nono grau) Título de Grande mestre – Vários Mestres Brasileiros (somente alcançado por brasileiros).
- Vermelha décimo grau. O último grau foi dado somente aos criadores do Jiu-Jitsu brasileiro; somente os mestres Carlos Gracie, George Gracie, Oswaldo Gracie, Gastão Gracie, Julio Secco, Hélio Gracie, Armando Wriedt (ainda em vida).
- * Algumas Confederações e federações adotaram um meio de proteção contra a banalização do Jiu jitsu Brasileiro deixando os estrangeiros chegar até 4º grau de faixa preta.
Critérios de Graus
Os critérios de graus na faixa preta variam de acordo com suas respectivas ligas, associações, federações e Confederações por Edital desde a Leí de 1998:
- 1º ao 3º – dois a três anos cada,
- 4º ao 6º – três a cinco anos cada,
- 7º ao 8º – cinco a dez anos cada,(Mestre)
- 9º – Grau Alcançado Apenas por Brasileiros.(Grande Mestre)
- 10º – Reservado apenas aos criadores da modalidade
Técnicas, golpes e regras do Jiu-Jitsu
O jiu-jítsu brasileiro tradicionalmente é lutado com quimono trançado (embora haja a modalidade “jiu-jítsu sem quimono”) e as técnicas visam a levar o adversário a uma posição chamada de “finalização”, o que significa que, se levada adiante, causaria a fratura de um osso ou a morte por estrangulamento/esganamento. A posição de finalização pode ser:
- reconhecida intencionalmente e manifestamente pelo derrotado através de três tapas seguidos com a mão (ou, se as duas mãos estiverem presas, com o pé) no solo (tatame), no próprio corpo ou no do adversário; ou ainda por qualquer manifestação verbal que indique o desejo de parar a luta.
- reconhecida não intencionalmente pelo derrotado, através de gritos como “ai”.
- requerida pelo técnico ou treinador do derrotado.
- avaliada pelo árbitro (nocaute técnico).
Quando o tempo da luta se exaure sem que haja uma finalização, é declarado vencedor aquele que ganhou mais pontos ou, em caso de empate, mais vantagens. Se persistir o empate, há a contagem por punições e, sucessivamente, uma avaliação subjetiva da arbitragem.
São contados dois pontos para queda, dois pontos para raspagem (derrubada de adversário já no solo), três pontos para passagem de guarda (situação em que o lutador consegue transpor as pernas do adversário, chegando à posição lateral, terminando numa imobilização estabilizada em três segundos), quatro pontos para montada ou ataque pelas costas colocando os ganchos.
São contadas vantagens para passagens ou montadas não estabilizadas, bem como golpes encaixados que não resultem em finalização.
A punição pode ocorrer em várias situações, notadamente, em caso de pouca combatividade (“amarração”) de quem estiver em vantagem, aproveitando-se de tal situação para deixar o tempo passar sem risco de reversão, mesmo após três advertências ocorrerá a eliminação do atleta.
Alguns dos golpes mais conhecidos:
- De braço: arm-lock, chave americana, chave kimura (americana invertida), chave de bíceps, omoplata.
- De mão: mão de vaca.
- Estrangulamentos: mata-leão, triângulo, ezequiel.
Golpes proibidos (CBJJ)
De 4 a 12 anos
- Chave de bíceps
- Triângulo puxando a cabeça
- Mata leão
- Ezequiel
- Chave de panturrilha
- Gravata técnica de frente
- Kanibasami(tesoura)
- Chave de calcanhar
- Omoplata de mão
De 13 a 15 anos
- Chave de bíceps
- Triângulo puxando a cabeça
- Chave de pé (todas as formas)
- Cervical
- Mata leão de frente
- Ezequiel
- Chave de panturrilha
- Kanibasami(tesoura)
- Chave de calcanhar
De 16 a 17 anos e adulto faixa branca
- Cervical
- Chave de bíceps
- Mata leão no pé
- Kanibasami(tesoura)
- Chave de calcanhar
De adulto a sênior 5 (faixas azul e roxa)
- Mata leão no pé
- Bate estaca
- Cervical
- Chave de bíceps
- Chave de panturrilha
- Kanibasami(tesoura)
Adulto a sênior 5 (faixas marrom e preta)
- Cervical
- Kanibasami(tesoura)
- Chave de calcanhar
Associações de Jiu-Jitsu no Brasil
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por Escola Prisma | 28 set, 2016 | Datas Comemorativas, Desenvolvimento Integral, Dicas da Escola Prisma para os Pais, Ecossistema Escola Prisma, Educação Infantil |
Setembro vermelho, 29 de setembro, o Dia Mundial do Coração
Celebrado todo dia 29 de setembro, o Dia Mundial do Coração, o mês terá um esforço redobrado neste ano pelas ONGs e entidades médicas que apoiam o projeto “Setembro Vermelho” para espalhar informações sobre as cardiopatias, primeira causa de mortes no mundo.
Fatores de risco, estilo de vida e fatores genéticos são os principais responsáveis por esses óbitos em todo o mundo.
Um Alerta
Segundo o cardiologista Marcelo Sampaio, diretor clínico do Hospital Osvaldo Cruz, de São Paulo a prevenção é o caminho mais rápido para promover alguma mudança positiva no cenário atual.
“Países mais desenvolvidos, como França, EUA e Itália, conseguiram uma pequena redução na incidência da doença nos últimos 40 anos, entre europeus só Portugal teve aumento”.
Os hábitos alimentares dos EUA estão longe de ser os melhores, mas, ainda assim, segundo o cardiologista, ainda que mínimo, os estímulos à prática de atividades físicas e a mudança do estilo de vida têm surtido algum efeito positivo.
No Brasil, uma das maiores ações de prevenção é a Campanha Siga seu Coração, do Instituto Lado a Lado pela Vida.
Em sua terceira edição, o movimento que integra a agenda de eventos do “Setembro Vermelho” tem neste ano a participação de 22 Estados.
“Vamos realizar intervenções em mercados municipais, estradas, empresas e locais públicos, informando sobre a importância da boa alimentação e de um estilo de vida saudável”, diz Marlene Oliveira, presidente do instituto.
Entre as atividades programadas para a iniciativa, o Desafio Setembro Vermelho “Siga seu Coração”. A cada semana internautas serão convidados para um desafio nas redes sociais, como caminhar, comer uma salada antes da refeição, meditar e a semana para avaliar o IMC (Índice de Massa Corporal) e medir a pressão arterial.
O Instituto também disponibilizará em seu site a cartilha Diálogos do Coração, e convida as pessoas a usarem algo vermelho (pode ser uma peça de roupa, um batom) no dia 29 de setembro, Dia Mundial do Coração.
Veja algumas dicas de cuidados com o coração:
O tabagismo aumenta a pressão arterial, fazendo com o que os vasos sanguíneos sejam lesionados e desta forma tornam um risco de infarto do miocárdio e AVC, sem contar do risco de câncer do pulmão.
Cuide da sua alimentação, faça refeições com menos gorduras saturadas, para que suas artérias não sofram com aterosclerose, outro fato que leva ao infarto e o AVC.
Tente ao máximo manter o seu peso ideal, se estiver com sobrepeso ou obesidade, ou mesmo abaixo do peso é importante mudar os seus hábitos alimentares.
O peso ideal ajuda a evitar diversas doenças, entre elas a pressão arterial.
Sempre que puder faça algum tipo de exercício, se você não tem tempo ou ânimo para entrar na academia, pelo menos não fique sedentário, suba escadas, faça caminhadas, ande de bicicleta, faça tudo para exercitar os seus músculos, incluindo o coração.
Existem ainda outras dicas importantes, como evitar o consumo de álcool, evitar o estresse, beber muita água, dormir melhor, entre outros.
Fonte: RCM
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por Escola Prisma | 12 ago, 2016 | Datas Comemorativas, Ecossistema Escola Prisma, Família e Escola |
Antes de tudo, a origem do dia dos pais teve o intuito de incentivar o respeito pelos pais e fortalecimento dos laços familiares.
O Dia dos Pais é celebrado no Brasil todo segundo Domingo do mês de Agosto, o que faz com que cada ano caia em um dia diferente. Ao que tudo indica, o Dia dos Pais tem uma origem bem semelhante ao Dia das Mães, e em ambas as datas a ideia inicial foi praticamente a mesma: criar datas para fortalecer os laços familiares e o respeito por aqueles que nos deram a vida.
Conta a história que em 1909, em Washington, Estados Unidos, Sonora Louise Smart Dodd, filha do veterano da guerra civil, John Bruce Dodd, ao ouvir um sermão dedicado às mães, teve a ideia de celebrar o Dia dos Pais. Ela queria homenagear seu próprio pai, que viu sua esposa falecer em 1898 ao dar a luz ao sexto filho, e que teve de criar o recém-nascido e seus outros cinco filhos sozinho. Algumas fontes de pesquisa dizem que o nome do pai de Sonora era William Jackson Smart, ao invés de John Bruce Dodd.
Já adulta, Sonora sentia-se orgulhosa de seu pai ao vê-lo superar todas as dificuldades sem a ajuda de ninguém. Então, em 1910, Sonora enviou uma petição à Associação Ministerial de Spokane, cidade localizada em Washigton, Estados Unidos. E também pediu auxílio para uma Entidade de Jovens Cristãos da cidade. O primeiro Dia dos Pais norte-americano foi comemorado em 19 de junho daquele ano, aniversário do pai de Sonora. A rosa foi escolhida como símbolo do evento, sendo que as vermelhas eram dedicadas aos pais vivos e as brancas, aos falecidos.
A partir daí a comemoração difundiu-se da cidade de Spokane para todo o estado de Washington. Por fim, em 1924 o presidente Calvin Coolidge, apoiou a ideia de um Dia dos Pais nacional e, finalmente, em 1966, o presidente Lyndon Johnson assinou uma proclamação presidencial declarando o terceiro domingo de junho como o Dia dos Pais (alguns dizem que foi oficializada pelo presidente Richard Nixon em 1972).
No Brasil, a ideia de comemorar esta data partiu do publicitário Sylvio Bhering e foi festejada pela primeira vez no dia 14 de Agosto de 1953, dia de São Joaquim, patriarca da família.
Sua data foi alterada para o 2º domingo de agosto por motivos comerciais, ficando diferente da americana e europeia.
Em outros diversos países
Pelo menos onze países também comemoram o Dia dos Pais à sua maneira e tradição.
Na Itália, Espanha e Portugal, por exemplo, a festividade acontece no mesmo dia de São José, 19 de março. Apesar da ligação católica, essa data ganhou destaque por ser comercialmente interessante.
No Reino Unido, o Dia dos Pais é comemorado no terceiro domingo de junho, sem muita festividade. Os ingleses não costumam se reunir em família, como no Brasil. É comum os filhos agradarem os pais com cartões, e não com presentes.
A data na Argentina é festejada no terceiro domingo de junho com reuniões em família e presentes.
Na Grécia, essa comemoração é recente e surgiu do embalo do Dia das Mães. Lá se comemora o Dia dos Pais em 21 de junho.
A data é comemorada no dia 19 de março, mesmo dia que São José. Surgiu porque é comercialmente interessante. Os portugueses não dão muita importância para essa comemoração.
O Dia dos Pais canadense é comemorado no dia 17 de junho. Não há muitas reuniões familiares, porque ainda é considerada uma data mais comercial.
Na Alemanha não existe um dia oficial dos Pais. Os papais alemães comemoram seu dia no dia da Ascensão de Jesus (data variável conforme a Páscoa) . Eles costumam sair às ruas para andar de bicicleta e fazer piquenique.
A data é comemorada no segundo domingo de junho. Lá as festas são como no Brasil, reuniões em família e presentes.
O Dia dos Pais é comemorado no terceiro domingo de junho. Não é uma data muito especial para eles.
A data é comemorada no segundo domingo de setembro, com muita publicidade.
A comemoração acontece no mesmo dia do Brasil, mas não é nada tradicional.
Na Rússia não existe propriamente o Dia dos Pais. Lá os homens comemoram seu dia em 23 de fevereiro, chamada de “o dia do defensor da pátria” (Den Zaschitnika Otetchestva).
Independente do seu lado comercial, é uma data para ser muito bom comemorada, nem que seja para dizer um simples “Obrigado Papai” !