Cadeiras de Segurança para Crianças

Cadeiras de Segurança para Crianças

O cinto de segurança foi desenvolvido para o adulto, com no mínimo 1,45m de altura, portanto não são dispositivos de segurança para as crianças, daí a existência das cadeiras de segurança cujo objetivo é mantê-las seguramente fixas no banco do veículo, e reduzir a incidência e gravidade que a força do impacto gera no corpo humano em colisões, freadas bruscas e violentas, capotamentos, etc.

Educação para o Trânsito, Cadeiras de segurança para crianças

A eficiência está na qualidade das cadeirinhas, que devem ser aferidas de acordo com as normas técnicas regidas em nosso país, possuírem selo de qualidade do INMETRO – Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial, e estarem corretamente presas ao banco do veículo pelo cinto de segurança, seguindo as instruções do manual da cadeira de segurança.

Quando importadas, o manual de instruções deve ser traduzido para o nosso idioma, isto é lei.

Importante saber também que não é seguro utilizar uma cadeira de segurança que já tenha sido envolvida em um acidente.

cadeiras de segurança para criançasA criança deve ser atada ao sistema de fitas de contenção da cadeira, sem estar envolvida por mantas, cobertores, roupas grossas nem em cima de almofadas. Se estiver frio devemos colocar mantas ou cobertores por cima, depois que ela estiver corretamente atada a cadeira.

Se o veículo for dotado de air-bag para os passageiros do banco de trás, entre em contato com o fabricante do veículo a fim de obter informações seguras para desativar este dispositivo onde a cadeira for ser instalada, e faça isto na concessionária ou com um profissional com reconhecido conhecimento específico. Não se faz liquidação de segurança e desconfie de quem faz isto ou promete serviços baratos.

  • Tipos de assentos de segurança, como Cadeiras de Segurança para Crianças

Bebê-conforto: Desde o nascimento até 13 quilos ou 1 ano de idade conforme recomendação do fabricante, constituem a forma adequada à anatomia dos pequenos, mantendo-os na posição semi-ereta, impedindo fraturas de coluna e crânio por possuírem anteparos de proteção para a cabeça e pescoço, para que os bebês permaneçam confortavelmente seguros e fixos nas freadas, turbulências provocadas por buracos ou outras irregularidades na pista e é claro, nos acidentes.

Seguindo o manual de instruções, a Cadeiras de Segurança para Crianças pode ser fixado no centro do banco traseiro, ou no lado direito do passageiro preferencialmente no cinto de três pontos, de costas para o movimento.

Assentos conversíveis: São adaptados para o uso desde os primeiros anos de vida até a fase pré-escolar, porque ela é readaptada a altura na medida que a criança cresce. Devem ser fixados conforme a indicação do bebê-conforto (vide instrução acima), depois, devem ser convertidos para a cadeirinha, sentados de frente para o movimento, fixando-as no banco de trás, com as alças ajustadas aos ombros.

Estes assentos devem ser utilizados até que a altura das orelhas da criança atinjam o topo das costas do assento ou os ombros se tornem muito largos para o encosto, ou quando ainda as tiras de contenção estiverem totalmente estendidas.

Cadeiras de Segurança para Crianças: Entre 1 e 4 anos de idade, (mais ou menos entre treze e dezoito quilos) devem estar fixos pelo cinto de segurança do banco traseiro e de frente para o painel, protegem a cabeça e o tronco, podem possuir fitas de contenção de cinco pontos ou anteparos em forma de T ou de concha. Não é seguro para crianças com menos de um ano de idade.

Assento de elevação ou booster: Para crianças entre 4 e 7 anos e meio, são utilizados quando a criança ultrapassa os limites de tamanho para a utilização dos assentos de segurança, mas ainda não possuem altura para utilizarem a cinta do ombro do cinto de três pontos do veículo. Quando o veículo possuir cinto de três pontos no banco de trás, dar preferência para este modelo.

  • Considerações para o uso do assento tipo Cadeiras de Segurança para Crianças

Bebês e crianças jamais devem ser transportadas no colo. Além de ser projetada para frente numa colisão, sofrerá esmagamento pelo peso do corpo do adulto, pois, no momento do acidente, a força com que a criança e o adulto são projetados é muito grande, impossível para uma pessoa segurá-la.

  • Numa colisão a 50 km/h, uma criança de 4,5 kg equivale a uma força de 150 kg contra os braços que a seguram.

Mesmo em curtos trajetos é comum que as crianças durmam, se fizerem isto deitadas no banco, elas não estão seguras. Alguns adultos instruem a criança para que ela deite presa ao cinto com as tiras esticadas, fazendo isto este dispositivo deixará de ser seguro e mesmo em impactos as freadas pequenas mas bruscas ela sofrerá lesões e mesmo morte.

O cinto somente é seguro quando utilizado corretamente, e voltando ao soninho das crianças, elas dormirão seguras e com muito mais conforto sentadas nas cadeiras especiais.

É muito perigoso levar crianças no bagageiro interno, esse compartimento é projetado visando absorver choques decorrentes da força do impacto, que deforma facilmente a parte de trás da carroceria, não oferecendo proteção alguma para quem estiver lá, além do que, podem ser projetadas para fora do veículo durante o acidente.

  • Cadeiras de segurança para crianças, velocidade e desaceleração dos órgãos

O uso das cadeiras de segurança para crianças não impede que o acidente ocorra, elas apenas amenizam as consequências dele nas crianças. Portanto, não conduza em alta velocidade, mantenha distância do veículo da frente, somente mude de faixa e ultrapasse se a sinalização permitir e faça isto após certificar-se que é realmente seguro, sem esquecer de sinalizar antecipadamente estas intenções, se adapte as condições adversas.

Também, mesmo que a sinalização der a preferência em cruzamentos, antecipadamente sinalize com a luz de freio para avisar o condutor de trás e reduza levemente a velocidade e certifique-se da segurança para seguir em frente ou realizar conversões para a direita ou esquerda. O motivo deste alerta é a desaceleração dos órgãos humanos, que veremos em detalhes a seguir.

Inércia: propriedade Física da matéria que determina: se um corpo está no movimento estático (parado, repouso), permanece neste estado de movimento. Se está em movimento dinâmico (movimento), permanece neste estado no sentido reto, se não for submetido a nenhuma ação.

Ou seja, esta lei da Física determina que os corpos permaneçam no estado de movimento que estão, a não ser que uma força exerça uma ação modificando (“princípio formulado por Galileu, posteriormente confirmado por Newton, chamado: 1ª lei de Newton ou Princípio da Inércia. “Todo corpo permanece em seu estado de repouso ou de movimento uniforme em linha reta, a menos que seja obrigado a mudar seu estado por forças impressas a ele.”).

Podemos observar isto quando estamos em pé dentro de um ônibus, assim que o motorista coloca o veículo em movimento, os passageiros tendem a deslocar-se para trás, o corpo quer permanecer no estado de movimento estático. Quando o motorista pára ou freia, os passageiros deslocam-se para frente.

Quando o condutor faz uma curva ele e os passageiros têm a impressão de estarem sendo jogados para fora da curva. Na realidade os corpos estão tentando manter-se em sua trajetória em linha reta, e o veículo tentando-os virar, mas quem está sob a ação da inércia é o veículo.

Desaceleração dos órgãos humanos: também chamadas lesões ocultas ou potenciais, isto acontece nos acidentes de trânsito quando o veículo está em alta velocidade e colide, nosso corpo é parado abruptamente e os órgãos continuam em inércia, rompendo suas estruturas de fixação e eles mesmos.

Por exemplo: num impacto o cérebro, olhos, coração, pulmões, fígado, baço, rins, bexiga, etc., continuam o deslocamento para o sentido que o corpo foi projetado, até colidirem com as partes internas das cavidades em que se situam, gerando destruição de seus tecidos.

Outra maneira de esclarecer este aspecto é a Cinemática do Trauma, ou seja, uma colisão na realidade representa três colisões. A primeira do veículo com o objeto. A segunda é a pessoa com o interior do veículo. A terceira é a colisão dos órgãos com as paredes internas do nosso corpo. Em nossos olhos ocorre o deslocamento da retina.

Com isto concluímos que os dispositivos de segurança que usamos quando estamos dentro do veículo e o capacete, são potenciais aliados para depois de um acidente continuarmos vivos e com o menor número de lesões possíveis. Mas isto não vai acontecer só quando o impacto ocorrer em altas velocidades e desobediência das regras de circulação.

Fonte:

DELIBERADOR, Ana Maria Ribeiro. Humanização no trânsito. Curitiba: DETRAN-PR, 1990.

JORNAL ASSOCIAÇÃO MÉDICA. A mulher e o cinto de segurança. autora Ana Maria K. S. Szymanski. Cascavel – Paraná, ano V, n.º 39, abril 1995, p 11.

Lei 9.503, de 23/09/1997 – CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO.

MANUAL DO MOTORISTA, Editora Trânsito e Veículos Ltda, Belo Horizonte – MG. 1998.

MANUAL PARA PORTADORES DE DEFICIÊNCIAS. Programa: Sem Barreiras. Governo do Estado do Mato Grosso do Sul. DETRAN-MS, outubro de 1997.

Revista da ABRAMET – Associação Brasileira de Acidentes e Medicina de Tráfego. Air bag, características, vantagens e cuidados. Dra. Ana Maria Ker Saraiva Szymanski, n.º 17/18/19, maio-dezembro de 1996, p 15-18.

Traumatismos de crianças no tráfego. Epidemiologia e Prevenção, n.º 35, maio-junho de 2000, p 9-30.

Revista QUATRO RODAS, ano 37, n.º 449, editora Abril, São Paulo, dezembro de 1997. p 69-77.

A Educação para o Trânsito. Eliane David. Curitiba-PR, março 2003.

criancasegura.org.br

wikipedia.org

feiradeciencias.com.br

connecmed.com.br

estudmed.com

uro.com.br

bombeirosemergencia.com.br

fem.unicamp.br

drashirleydecampos.com.br


Escola Prisma Por um Mundo Melhor | Onde a auto-descoberta acontece.

Dia da MulherArtigos para os Pais | Método MontessoriReserva de Matrícula

8 de março é o Dia Internacional da Mulher | Sabe por quê?

8 de março é o Dia Internacional da Mulher | Sabe por quê?

As histórias que remetem à criação do Dia Internacional da Mulher alimentam o imaginário de que a data teria surgido a partir de um incêndio em uma fábrica têxtil de Nova York em 1911, quando cerca de 130 operárias morreram carbonizadas.

Sem dúvida, o incidente ocorrido em 25 de março daquele ano marcou a trajetória das lutas feministas ao longo do século 20, mas os eventos que levaram à criação da data são bem anteriores a este acontecimento.

Dia Internacional da Mulher

dia Internacional da mulher

Funcionárias do Instituto de Resseguros do Brasil, primeira empresa no Brasil a ter uma creche para filhos das funcionárias. Foto: Divulgação.

Desde o final do século 19, organizações femininas oriundas de movimentos operários protestavam em vários países da Europa e nos Estados Unidos.

As jornadas de trabalho de aproximadamente 15 horas diárias e os salários medíocres introduzidos pela Revolução Industrial levaram as mulheres a greves para reivindicar melhores condições de trabalho e o fim do trabalho infantil, comum nas fábricas durante o período.

O primeiro Dia Nacional da Mulher foi celebrado em maio de 1908 nos Estados Unidos, quando cerca de 1500 mulheres aderiram a uma manifestação em prol da igualdade econômica e política no país.

No ano seguinte, o Partido Socialista dos EUA oficializou a data como sendo 28 de fevereiro, com um protesto que reuniu mais de 3 mil pessoas no centro de Nova York e culminou, em novembro de 1909, em uma longa greve têxtil que fechou quase 500 fábricas americanas.

Em 1910, durante a II Conferência Internacional de Mulheres Socialistas na Dinamarca, uma resolução para a criação de uma data anual para a celebração dos direitos da mulher foi aprovada por mais de cem representantes de 17 países.

O objetivo era honrar as lutas femininas e, assim, obter suporte para instituir o sufrágio universal em diversas nações.

Com a Primeira Guerra Mundial (1914-1918) eclodiram ainda mais protestos em todo o mundo. Mas foi em 8 de março de 1917 (23 de fevereiro no calendário Juliano, adotado pela Rússia até então), quando aproximadamente 90 mil operárias manifestaram-se contra o Czar Nicolau II, as más condições de trabalho, a fome e a participação russa na guerra – em um protesto conhecido como “Pão e Paz” – que a data consagrou-se, embora tenha sido oficializada como Dia Internacional da Mulher, apenas em 1921.

Dia Internacional da Mulher 20 depois

Somente mais de 20 anos depois, em 1945, a Organização das Nações Unidas (ONU) assinou o primeiro acordo internacional que afirmava princípios de igualdade entre homens e mulheres. Nos anos 1960, o movimento feminista ganhou corpo, em 1975 comemorou-se oficialmente o Ano Internacional da Mulher e em 1977 o “8 de março” foi reconhecido oficialmente pelas Nações Unidas.

“O 8 de março deve ser visto como momento de mobilização para a conquista de direitos e para discutir as discriminações e violências morais, físicas e sexuais ainda sofridas pelas mulheres, impedindo que retrocessos ameacem o que já foi alcançado em diversos países”, explica a professora Maria Célia Orlato Selem, mestre em Estudos Feministas pela Universidade de Brasília e doutoranda em História Cultural pela Universidade de Campinas (Unicamp).

No Brasil, as movimentações em prol dos direitos da mulher surgiram em meio aos grupos anarquistas do início do século 20, que buscavam, assim como nos demais países, melhores condições de trabalho e qualidade de vida.

A luta feminina ganhou força com o movimento das sufragistas, nas décadas de 1920 e 30, que conseguiram o direito ao voto em 1932, na Constituição promulgada por Getúlio Vargas. A partir dos anos 1970 emergiram no país organizações que passaram a incluir na pauta das discussões a igualdade entre os gêneros, a sexualidade e a saúde da mulher.

Em 1982, o feminismo passou a manter um diálogo importante com o Estado, com a criação do Conselho Estadual da Condição Feminina em São Paulo, e em 1985, com o aparecimento da primeira Delegacia Especializada da Mulher.

Quer saber mais?

CIMCentro de Informação da Mulher. (11) 3151-3660

Bibliografia

As origens e a comemoração do Dia Internacional das Mulheres. Ana Isabel Álvarez Gonzalez, 208 págs., Ed. SOF/Expressão Popular, tel. (11) 3105-9500, 15 reais

Fonte: Nova Escola Abril

Escola Prisma Por um Mundo Melhor | Onde a auto-descoberta acontece. | Pote da Calma, Veja como Fazer | Tios e Sobrinhos | Cuidados com a diabetes | Início | Método Montessori | Educação Infantil | Ensino Fundamental | Artigos para os Pais | Blog | Alunos Famosos | Maria Montessori | Proposta da Escola | Maria Montessori valoriza o aluno | Dia do Coração | Edu. Infantil e o papel Social | Os Benefícios do Ballet

Gostou? Compartilhe em sua redes sociais que você mais gosta!

POTE DA CALMA | Inspirado no método Montessori, ‘pote da calma’ tranquiliza as crianças

POTE DA CALMA | Inspirado no método Montessori, ‘pote da calma’ tranquiliza as crianças

MÉTODO MONTESSORI: COMO FAZER O POTE DA CALMA (CALMING JAR)

Pote da calma: um objeto que pode tranquilizar seu filho (e pode ser feito em casa facilmente!)

Inspirado no método Montessori, que propõe a criação de um ambiente de aprendizado mais criativo, o “pote da calma” (calming jar, em inglês) é usado para acalmar crianças pequenas depois de uma situação de briga ou choro.

Em especial o instrumento ajudaria as crianças a ficarem tranquilas para conseguirem escutar o que os pais ou os professores têm a dizer. O pote da calma é utilizado nos momentos em que as crianças precisam de alguns minutos para se acalmarem.

O vidro da calma tem glitter colorido e basta agitá-lo para criar um pouco de “magia”. O efeito chamaria a atenção da criança que, atraída pelo brilho, se volta para o momento presente.

É como ensinar as crianças a respirarem fundo nos momentos em que elas precisam ficar calmas para tentarem explicar suas tristezas, frustrações ou raivas, o que é muito difícil para elas.

Há muitas variações para a preparação do Calming Jar e nós escolhemos uma versão bem simples:

Veja como fácil de fazer uma série de potes com cores e efeitos variados.

Siga o passo a passo e alguns potes para se inspirar

Você vai precisar de:

  • Um pote de vidro, de plástico (ou uma garrafa pet) com tampa;
  • Uma ou duas colheres de sopa de cola glitter;
  • Três ou quatro colheres de chá de purpurina;
  • Uma gota de corante alimentar;
  • Água quente.

Como fazer:

A quantidade de água a ser utilizada varia de acordo com a capacidade do pote. Leve em consideração que você deve deixar um espaço vazio na parte superior do vidro, para agitar o seu conteúdo.

Despeje no vidro a água quente e a cola glitter. Mexa bastante para que o glitter da cola se desmanche na água. Adicione a purpurina e misture novamente. Adicione uma gota de corante alimentar e feche bem a tampa do pote.

Azul é a cor que mais inspira a calma.

pote da calma escola prisma 5

A Escola Prisma adota o Método Montessoriano, Veja sobre a Escola Prisma e o Método Montessori.


Escola Prisma Por um Mundo Melhor | Onde a auto-descoberta acontece.

Início | Método Montessori | Educação Infantil | Ensino Fundamental | Artigos para os Pais | Blog | Alunos Famosos | Maria Montessori | Proposta da Escola | Como oprimir crianças | Tios e Sobrinhos | Cuidados com a diabetes

Ops…, Compartilhe essas nas suas redes sociais que você mais gosta, é só clicar nos botões abaixo!

COMO ENSINAR AS CRIANÇAS A AMARRAREM OS SAPATOS E PORQUE ISSO É IMPORTANTE

COMO ENSINAR AS CRIANÇAS A AMARRAREM OS SAPATOS E PORQUE ISSO É IMPORTANTE

ensinar as crianças a amarrarem os sapatos

COMO ENSINAR AS CRIANÇAS A AMARRAREM OS SAPATOS E PORQUE ISSO É IMPORTANTE

Estamos falando sobre amarrar os sapatos. Um especialista britânico explica o quanto é importante para as crianças conseguirem amarrar seus próprios calçados. Então veremos como ensinar as crianças a amarrarem os sapatos e porque isso é importante!

De acordo com Ian Fieggen, conhecido carinhosamente e não a toa como Professor Laço, os pais por conveniência ou preguiça evitam ensinar a seus filhos a amarrar os sapatos, dificultando o desenvolvimento das crianças.

Para nós adultos é um gesto simples e banal, mas para as crianças pode ser um verdadeiro problema.

Este simples gesto, na verdade, faz parte das coisas essenciais que as crianças deveriam aprender, e de acordo com o especialista, este seria inclusive um marco do desenvolvimento infantil.

Como Fieggen explicou ao Telegraph, o problema não é apenas as crianças não saberem amarrar seus sapatos, mas não terem a oportunidade de lutarem com algo difícil e não aprenderem que, às vezes, é preciso mesmo muito esforço para saber fazer algo novo.

Dito isso, devem ser evitados os sapatos fechados com velcro, uma maneira muito simples para as crianças que, desta forma se acostumam mal e aprendem tarde demais a usar os sapatos com laços para amarrar.

Fieggen escreveu um livro sobre o assunto (Laces) e tem um site dedicado à arte de amarrar os sapatos no qual ele descreve 35 maneiras diferentes de amarrar seus sapatos (apenas com laços) e 4 maneiras diferentes com laços de duas cores.

Assista ao vídeo em que ele dá alguns dos bons exemplos.

Diferentes técnicas podem ser adaptadas aos casos individuais pois, cada criança pode de fato achar mais fácil um e mais difícil outro método de amarrar. É você quem irá descobrir.

Dois conselhos de Fieggen para os pais que lutam com este ensinamento e ensinar as crianças a amarrarem os sapatos:

Use laços de cores diferentes para ajudar as crianças que têm dificuldade em distinguir direita e esquerda e faça marcas nos amarrilhos de modo que os pequenos entendam quais são os pontos em que devem manter as mãos e as partes dos laços que devem ser alineadas.

Fonte: greenme.com.br

Leia também: Quarto Montessoriano: Crie um ambiente que estimula o aprendizado de seus filhinhos!

Interessante, não é mesmo? Compartilhe com seus amigos em suas redes sociais!

 Escola Prisma Por um Mundo Melhor | Onde a auto-descoberta acontece. | Como oprimir crianças | Quarto montessoriano | Cuidados com a diabetes

Sete Maneiras de Oprimir Crianças

Sete Maneiras de Oprimir Crianças

Nenhum problema social é mais universal do que a opressão da criança. Para não errar nenhuma palavra desta frase, olho para cima, onde a citação de Montessori está pendurada, em minha lousa de estudo. Ela fica lá, para me lembrar todos os dias: hoje, você vai encontrar crianças, e hoje você vai encontrar adultos que ainda não pararam para pensar nas crianças. Liberte-as, permita que se libertem.

Nós, Montessorianos, vivemos em uma posição privilegiada e de grande responsabilidade:

por um lado, temos um conhecimento raro, compartilhado por poucos, que nos permite entender a vida, a civilização, a história e o ser humano de uma forma especial, que beira ou transborda o encanto e a magia.oprimir crianças

Por outro lado, está em nossas mãos e em nossas vozes fazer o século da criança. Montessori acreditou que o século da criança seria o XX. Mas não foi. O XX foi o século da Guerra. Está mesmo em nossas mãos cuidar para que este século termine com a libertação das crianças. Felizmente, isso parece provável.

Hoje, mais do que em qualquer momento da história, percebemos as diversas formas de opressão: a mulher, o negro, o pobre, o portador de deficiências ou necessidades especiais, todos estão sendo mais e mais notados, melhor e melhor vistos por si e pelos seus outros.

As lutas sociais ganham cada vez mais corpo e a compaixão ganha cada vez mais espaço no mundo, como valor pessoal, filosófico e político. Nosso tempo é um tempo de sorte para quem luta pela paz – segundo Montessori, é isso que fazemos.

É claro que nosso papel, portanto, é o absurdo. Nosso papel é o extremo e o inaceitável. Montessori disse que todo o seu método começou com uma heresia. Em retrospecto, podemos contar várias: crianças com Necessidades Educacionais Especiais podiam aprender; crianças podiam aprender sozinhas; crianças podiam ser respeitadas; crianças podiam ser deixadas em liberdade; a ajuda que pensamos dar é em verdade obstáculo ao desenvolvimento; o adulto é um tirano.

Não podemos, hoje, ter medo das heresias de Montessori.

Elas são urgentes como eram em 1907. E hoje, especialmente nas partes do mundo mais ligadas às lutas sociais, essas heresias, com algum esforço, podem encontrar espaço para crescer, florescer e frutificar. Assim, é uma série de heresias que quero propor aqui, listando maneiras por meio das quais oprimimos crianças. Como qualquer lista, ela será incompleta, e como qualquer lista, será mais absoluta, talvez, do que devesse.

Assim mesmo, desejo a propor.

Em nossa luta para libertar a criança do adulto precisamos pensar e repensar coisas, atitudes. Com a humildade (Montessori disse a humilhação mesmo) de aceitarmos quando estamos errados, e quando aquilo que nos parecia natural, até mesmo necessário, se mostra potencialmente errado, potencialmente desrespeitoso e opressor.

Então, à lista. Ela será pequena, mas eu sei que nos comentários ela poderá ficar muito maior, com a contribuição de todos vocês.

1. Nós tocamos crianças sem o convite delas.

Isso nos é vetado pelo primeiro princípio para educadores montessorianos, listado pela própria Maria Montessori. Mas nem sempre é um princípio que respeitamos, e nós tocamos crianças na escola, na rua, nas casas de outras pessoas sem que elas nos convidem de nenhuma forma.

Isso reforça a crença de que o corpo de um ser humano pertence a quem quiser tocá-lo. Nós sabemos as trágicas consequências desse tipo de crença.

2. Nós proibimos crianças de desempenharem ações perfeitamente razoáveis.

O motivo pelo qual fazemos isso geralmente é que estamos cansados ou que tememos que elas façam um estrago quando tentarem fazer o que querem. Nosso medo da incompetência alheia não deveria inibir o trabalho das crianças.

Novamente aqui, sabemos que a desconfiança sobre a competência de alguém que é diferente de mim só porque esse alguém é diferente de mim pode ter consequências muito ruins.

3. Nós rimos das contribuições sérias das crianças.

Sob o pretexto da fofura, nós gargalhamos frente à argumentação infantil séria. Qualquer adjetivo é cultural (o que não quer dizer que suas consequências sejam todas ruins ou que as consequências da crença não sejam neurológicas): achar crianças fofas, engraçadinhas, divertidas ou incríveis é cultural.

Nós podemos achar qualquer coisa. Mas não podemos rir diante de uma criança que, seriamente, busca conversar conosco ou contribuir para uma discussão.

4. Nós falamos com as crianças de formas que jamais falaríamos com adultos.

Damos ordens a nosso bel prazer, chamamos as crianças por adjetivos diversos, gritamos, perdemos a calma com rapidez, somos estúpidos, humilhamos e ofendemos. De acordo com os últimos capítulos de Mente Absorvente, as notas escolares entrariam no grupo das humilhações.

Nós não falaríamos com adultos assim (eu espero que não) e não podemos falar com crianças assim. Esse item também vai contra o décimo princípio de Montessori.

5. Nós não consideramos crianças como seres humanos normais.

Não existem (ainda bem!!!) programas de televisão sobre técnicas opressivas para fazer adultos comerem pratos com cinco ingredientes, sem ver TV, até o final. Existem dicas, conselhos, e eles têm como foco a saúde, simplesmente, não o ser inteiro.

Programas de TV sobre alimentação e disciplina infantil diminuem a criança a um animal de estimação e fazem com seres humanos o que Dr. Pet faz com cães.

6. Nós rimos das dores das crianças e as minimizamos.

Rir das falhas das crianças é rir das falhas de um ser humano que se esforça e não consegue. É rir de alguém que dá o máximo de si e erra. É rir de alguém que aposta tudo o que tem e perde.

Dizer que não foi nada quando uma criança se machucou, se chateou ou foi ofendida é dizer que não foi nada para um ser humano que sofre, que sofreu abusos, opressões, perdas. A compaixão pede de nós que superemos a tentativa de nos livrarmos rapidamente do problema e, aceitando que foi alguma coisa lidemos com ele.

7. Nós fazemos piadas sobre crianças entre adultos e usamos adjetivos ligados à infância como ofensa.

Memes, figuras, frases, tweets e posts sobre crianças que tenham como objetivo sua ridicularização são erros graves. É diferente de rir de uma situação, como rimos de situações entre adultos. A distinção é assim: se a piada diminui a criança pelo fato de ela ser criança, está errado e é opressão.

Também está errado usar “infantil”, “criancice”, “criança”, “bebezão” e outros termos ligados à infância como termos pejorativos para humilhar adultos.

Eu não planejei quantas formas de opressão colocaria na lista. Há muitas mais do que aparecem aí. Eu escrevi quantas couberam em uma página A4 com letra e espaçamento padrão. Quando descubro uma nova forma de opressão contra a criança, fico envergonhado e pensativo. Confuso também seria um termo adequado.

É minha esperança que todos fiquemos um pouco assim, e essa pequena lista nos faça (re)pensar. Nós não precisamos concluir. Alguém disse que a revolução não é um evento de um dia só. Mas nós não podemos parar de lutar.

Disse Montessori: continuamos porque precisamos, porque é assim que é e é assim que deve ser. Continuemos.
Fonte: http://www.metodomontessori.com.br

banner rodapé 002

Escola Prisma Por um Mundo Melhor | Onde a auto-descoberta acontece. | Alunos Montessori Famosos no Mundo Inteiro | Quarto montessoriano | Cuidados com a diabetes

Gostou? | Use os ícones abaixo para compartilhar nas redes sociais que você mais gosta!

Pin It on Pinterest