A Educação Montessori: Origem e Teoria

A Educação Montessori: Origem e Teoria

A Educação Montessori: Origem e Teoria por Trás do Método que Transforma Vidas na Escola Prisma | Descubra a origem e a teoria da Educação Montessori. Entenda como a visão de Maria Montessori sobre o desenvolvimento humano e as tendências naturais da criança moldam a prática pedagógica na Escola Prisma, em Juazeiro e Petrolina.

Em um mundo em constante e rápida transformação, onde o futuro é muitas vezes imprevisível, a pergunta que ecoa na mente de todos os pais é: “Como preparar meu filho para a vida?”. Na Escola Prisma, acreditamos que a resposta não está em métodos educacionais do passado, focados em memorização e competição, mas sim em uma abordagem que olha para o ser humano em sua totalidade.

Essa abordagem é a Educação Montessori. Mas de onde ela vem? Qual é a teoria que sustenta essa prática que encanta famílias ao redor do mundo há mais de um século?

Neste artigo, convidamos você a mergulhar na origem e teoria da Educação Montessori. Vamos explorar a visão revolucionária de Maria Montessori sobre o desenvolvimento infantil e entender por que esse método continua sendo a resposta mais atual e eficaz para formar adultos capazes, felizes e contribuintes para a sociedade.

Qual é a Visão de Educação no Método Montessori?

Diferente da educação tradicional, que muitas vezes fragmenta o aprendizado em disciplinas e séries isoladas, a visão de educação no método Montessori é holística. Para Maria Montessori, a educação e a criança são inseparáveis.

Não medimos o sucesso apenas por notas em provas. Nosso objetivo na Escola Prisma é auxiliar o desenvolvimento natural da criança desde a infância até a idade adulta, visando a formação de um ser humano completo. É um processo pessoal e único, que não se pauta pela idade cronológica, mas sim pelos estágios de desenvolvimento individuais de cada aluno.

Maria Montessori, através de décadas de observação científica de crianças em diversas culturas, identificou princípios universais do comportamento humano. Ela percebeu que a educação deve ser uma ajuda à vida, adaptando-se às necessidades de cada fase do crescimento, e não o contrário.

Como o Desenvolvimento Humano Ocorre na Interação com o Ambiente?

Uma das descobertas centrais de Montessori é que o desenvolvimento humano na interação com o ambiente é fundamental. A criança não é um recipiente vazio a ser preenchido com informações; ela é uma exploradora nata, construindo seu próprio conhecimento através da experiência sensorial.

Desde bebês, os humanos absorvem o mundo tocando, provando, ouvindo e observando. Na Escola Prisma, reconhecemos e valorizamos essa necessidade. É por isso que nosso ambiente é meticulosamente preparado.

A educação Montessori se baseia em três pilares essenciais:

  1. Um Ambiente Preparado: Rico em materiais que convidam à exploração e à descoberta independente.

  2. Um Adulto Preparado: O professor como um guia observador, que conecta a criança ao ambiente e sabe o momento certo de intervir ou de se afastar.

  3. Liberdade com Responsabilidade: A criança tem a liberdade de escolher seu trabalho e de repeti-lo quantas vezes forem necessárias, desenvolvendo foco e autodisciplina.

Quando a criança está livre para interagir com um ambiente preparado, sua energia se canaliza de forma produtiva e pacífica. A necessidade de intervenções comportamentais diminui drasticamente, pois ela está engajada em sua própria autoconstrução.

O Que São os Planos de Desenvolvimento e Por Que São Importantes?

Montessori observou que o crescimento não é uma linha reta e constante. Ele ocorre em ciclos, que ela chamou de Planos de Desenvolvimento. São quatro estágios distintos (0-6, 6-12, 12-18 e 18-24 anos), cada um com suas próprias características, necessidades e “períodos sensíveis” para aprendizados específicos.

Imagine cada plano como uma onda: começa com um renascimento, seguido por uma rápida progressão de desenvolvimento, atinge um pico e depois desacelera. A educação tradicional, linear e igual para todos, muitas vezes ignora esses fluxos naturais.

O currículo da Escola Prisma é desenhado para responder a essas necessidades únicas de cada plano. Acompanhamos a criança em seus ritmos naturais, oferecendo o suporte e os desafios adequados para cada fase, garantindo que ela atinja seu potencial máximo em cada etapa da vida.

Por Que a Educação que Olha as Tendências Humanas é Tão Eficaz?

Maria Montessori identificou que todos nós nascemos com certas tendências humanas universais. São impulsos naturais que nos guiaram ao longo da evolução e continuam a nos impulsionar hoje. Uma educação eficaz não luta contra essas tendências; ela as utiliza como ferramentas de aprendizado.

Na Escola Prisma, nosso ambiente e nossa prática pedagógica são desenhados para satisfazer e nutrir essas tendências:

  • Exploração: Alimentamos a curiosidade natural da criança com um ambiente rico e a liberdade para investigar.

  • Ordem e Orientação: Oferecemos um ambiente organizado e previsível, que dá segurança à criança para compreender o mundo ao seu redor.

  • Comunicação: Estimulamos a expressão oral, a escuta ativa, a leitura e a escrita criativa como formas de conexão.

  • Atividade e Movimento: Reconhecemos que o aprendizado envolve o corpo e a mente. Nossas salas de aula permitem a liberdade de movimento com propósito.

  • Manipulação e Trabalho: A criança aprende tocando e fazendo. Os materiais Montessori permitem que ela concretize conceitos abstratos através de suas próprias mãos.

  • Repetição e Exatidão: A liberdade para repetir uma atividade leva à mestria, à precisão e à alegria do controle sobre o próprio aprendizado.

  • Abstração: Partimos sempre do concreto para construir uma base sólida que permita o raciocínio abstrato e a generalização.

  • Autoaperfeiçoamento: O objetivo final é que a criança desenvolva o controle interno e a busca contínua pelo seu próprio crescimento.

Conclusão: Uma Educação para o Presente e o Futuro

A Educação Montessori: Origem e Teoria não é apenas um capítulo da história da pedagogia; é uma filosofia viva e pulsante que fundamenta cada dia na Escola Prisma. Ao compreendermos as raízes desse método, vemos que ele foi desenhado para o ser humano real, com todas as suas potencialidades e necessidades.

Na Escola Prisma, em Juazeiro ou em Petrolina, honramos o legado de Maria Montessori oferecendo uma educação que respeita o ritmo de cada criança, estimula sua autonomia e a prepara não apenas para os desafios acadêmicos, mas para a vida.

Se você busca uma escola que vê seu filho como um ser completo e capaz, e que oferece um ambiente onde ele pode florescer de verdade, a Escola Prisma é o seu lugar.

Agende uma visita e venha ver a teoria Montessori em ação! Clique aqui para falar conosco pelo WhatsApp: 74 3611 3189. Descubra como preparamos seu filho para um futuro brilhante, respeitando quem ele é hoje.

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Habilidades Socioemocionais

Habilidades Socioemocionais

O que são habilidades socioemocionais e qual sua importância?

As habilidades socioemocionais estão ganhando cada vez mais relevância no ambiente de trabalho. O profissional do futuro precisará saber lidar com os desafios, analisar dados, gerenciar suas emoções e trabalhar de forma colaborativa com outras pessoas.

E qual é o papel do educador nesse processo? O professor precisa entender que o processo de ensino-aprendizagem deve ir além de materiais básicos como Matemática e Português.

A escola do futuro já está modificando suas atividades para unir teoria e prática, desenvolver o ser humano como um todo e favorecer as relações interpessoais.

O que são as habilidades socioemocionais?

As habilidades socioemocionais envolvem aptidão para lidar com desafios, ter habilidade para dialogar com os outros e saber entender e administrar os próprios sentimentos. Dessa forma, o indivíduo aprende a gerenciar melhor as situações do cotidiano e a trazer resultados para o local em que atua.

Por isso, está cada vez mais em evidência a necessidade de ter habilidades socioemocionais no ambiente de trabalho. As empresas buscam profissionais com inteligência emocional para lidar com os problemas, gerenciar equipes e atender clientes.

O que fazer para chegar lá? Essa habilidade pode ser trabalhada ao longo da vida do indivíduo, no ambiente escolar e familiar. Por isso, é tão importante propiciar novas experiências, o trabalho colaborativo e a consciência sobre “quem eu sou” ao longo do percurso escolar.

Por que as habilidades socioemocionais são importantes?


Elas são necessárias no dia a dia do indivíduo, bem como no ambiente de trabalho. Afinal, é sempre importante ter um colaborador capaz de lidar consigo e compreender o outro para tomar decisões dentro da empresa. Portanto, ter habilidades socioemocionais torna-se imprescindível para que o professor as reconheça e também é uma inteligência importante de ser desenvolvida no aluno.

O novo profissional precisará ser capaz de se adaptar às mudanças do cotidiano cada vez mais rápido, gerir projetos e aliar conhecimento técnico ao conhecimento humano. Por tudo isso, faz-se necessário desenvolver as habilidades socioemocionais desde criança.

Qual é a diferença entre inteligência cognitiva e inteligência socioemocional?

A habilidade de lidar com as emoções se tornou um assunto em alta no mercado de trabalho após o lançamento do livro “Inteligência Emocional”, de Daniel Goleman. O psicólogo estudou as emoções e a capacidade de aprendizado das pessoas de acordo com os seus níveis de inteligência:

  • inteligência cognitiva, avaliada pelo quoeficiente de inteligência (Q.I.). Ela representa a intelectualidade e a capacidade de raciocínio lógico, que até então era considerada a característica mais importante dos indivíduos;
  • inteligência emocional, avaliada pelo quoeficiente emocional (Q.E). Ela considera diferentes habilidades do ser humano como o controle de suas emoções, automotivação, facilidade para se relacionar com as outras pessoas, entre outros.

Ter as duas inteligências bem desenvolvidas é essencial para um profissional ter sucesso. Afinal, fica muito difícil de ter uma vida intelectual plena se a pessoa apresenta um baixo nível de inteligência emocional.

Um exemplo bem simples dessa situação é quando um jovem realiza uma prova do vestibular. A pessoa estudou bastante a vida inteira, tem conhecimento em diferentes disciplinas, mas fica tão nervosa durante a prova que acaba tirando uma pontuação baixa porque não conseguiu pensar com clareza.

Isso pode ocorrer em diferentes situações da vida das pessoas, como em uma entrevista de emprego, concurso, rotina de trabalho, reuniões corporativas e atividade em sala de aula. Logo, ter habilidade para lidar com os sentimentos e com os outros também leva à inteligência da ação.

Portanto, é primordial a escola trabalhar com as duas áreas da inteligência: a cognitiva e a emocional. Dessa maneira, os alunos conseguem desenvolver todas as habilidades necessárias para o futuro e o bom relacionamento com os outros.

A primeira proporcionará o conhecimento técnico e do mundo ao seu redor, enquanto a outra desenvolverá o sentimento de empatia, compreensão em relação ao outro, facilidade de diálogo e compaixão pelas pessoas ao longo da vida.

Em breve, segundo os estudos, a educação também abordará a inteligência do fazer, da ação. Uma atenção especial será dirigida à qualidade da ação e da vontade das crianças.

Como ajudar as crianças a desenvolverem as habilidades socioemocionais?

É papel do educador trabalhar as duas formas de inteligência em sala de aula. Afinal, ambas são necessárias na boa formação do indivíduo.

Como isso pode ser feito? Os trabalhos em equipe, por exemplo, estimulam a criatividade, o relacionamento interpessoal e o desenvolvimento do sentimento de empatia, uma vez que é necessário saber ouvir e expor sua opinião para os outros.

Esse tipo de atividade também ajuda a desenvolver um raciocínio lógico e o poder da argumentação, além da habilidade de lidar com suas emoções e saber ser contrariado. Essa situação simples já está preparando o aluno para lidar com seu ambiente de trabalho no futuro.

Também é possível desenvolver as competências socioemocionais com atividades lúdicas, como música, artes, rodas de conversa e experimentação. Por isso, algumas faculdades de pedagogia também estão desenvolvendo essas atividades durante a formação de professores.

O trabalho para pedagogos não será apenas formar cidadãos prontos para entrar em uma faculdade e aprender mais técnicas e teorias. Ele envolverá a compreensão das dificuldades de seus alunos e criatividade para realizar projetos diferenciados.

Participação dos pais nesse processo

Os pais também são fundamentais no desenvolvimento dos dois tipos de inteligência em seus filhos. Isso porque eles também são exemplos a serem seguidos pelas crianças e podem complementar o trabalho da escola.

Como assim? Se o professor estimula a participação dos alunos, o pensamento crítico e o diálogo, os pais também precisam criar um ambiente propício para o diálogo e o questionamento.

Além disso, a família também pode estimular a proatividade e participação dos filhos nas atividades dentro de casa. Essa é uma maneira de criar empatia, formar um cidadão preocupado com os outros e interessado em colocar em prática o que aprendeu.

Logo, é necessário pensar em um modelo de educação humanizada para que os professores saibam promover um ambiente propício em sala de aula para desenvolver os dois tipos de inteligência. Para complementar, é fundamental criar uma relação harmoniosa com os pais dos alunos para estimular a continuidade desse aprendizado na família.

Fonte: Faculdade Rudolf Steiner

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Escolha o Método Montessori

Escolha o Método Montessori

Escolha o Método Montessori, saiba por que

Você provavelmente já ouviu falar do método Montessori de ensino. Apesar de existir há um século, o modelo pedagógico se tornou conhecido nos últimos anos. Se você não sabe direito do que estamos falando, calma. Abaixo vamos explicar o que é o método Montessori, como funciona e quais as vantagens de matricular sua criança em uma escola montessoriana como a nosso, a Escola Prisma de Educação Infantil, e Ensino Fundamental!

Ao matricular seu filho numa escola montessoriana, a família escolhe, também, uma prática educativa norteada pelo Sistema Montessori de Ensino, criado pela Dra Maria Montessori. Então, escolha o Método Montessori.

O Sistema Montessori de Ensino reúne diferentes aspectos para uma prática pedagógica que se apoia em ambientes estruturados para estimular a ação da criança e proporcionar um processo de auto educação, atividades manipulativas de livre escolha que respeitam a manifestação dos diferentes tipos de inteligência, classes de idades mistas com possibilidades de vivências sistemáticas que levam à construção da segurança, da autonomia, da cooperação mútua e da vivencia do verdadeiro espirito de uma comunidade, que sedimenta o surgimento do cidadão competente e ético.

A primeira infância (0 a 5 anos)

A primeira infância (0 a 5 anos) são os mais importantes anos na vida de uma pessoa. É neste período que todos os tipos de habilidades – físicas, cognitivas, emocionais, sociais e artísticas – se desenvolvem mais facilmente, o que servirá como base para a vida futura do indivíduo. A Dra. Maria Montessori sempre enfatizou a importância e a necessidade da educação precoce. Ela defendeu a existência de Períodos Sensíveis do Desenvolvimento, que são períodos que determinam o desenvolvimento da maioria de nossas habilidades.

Se a criança não for exposta a estímulos e experiências adequadas durante tais períodos, o desenvolvimento das respectivas habilidades pode ficar seriamente comprometido ou pode não acontecer. Para saber mais sobre os Períodos Sensíveis do Desenvolvimento, Além de possibilitar às crianças o desenvolvimento de suas habilidades, talentos e aptidões inatas, o Método Montessori apresenta muitas outras vantagens em comparação com o sistema de ensino tradicional.

Educação Tradicional

A educação tradicional é baseada na transmissão de informações do professor para a criança, que “aprende” de forma passiva, através de estratégias como a repetição, conteúdos sem qualquer conexão com sua realidade. Existe um único método de ensino que não respeita a individualidade das crianças e ao qual todas devem se adaptar. Os diálogos, o movimento e toda a espontaneidade das crianças são desencorajados e exigir das crianças uma atitude passiva, imóvel e silenciosa significa, basicamente, contradizer os princípios da natureza sobre como os processos de aprendizagem e desenvolvimento ocorrem.

Tudo isso frequentemente torna a escola e a aprendizagem desinteressantes e enfadonhas para as crianças. Essa percepção, em alguns casos, pode levar à evasão escolar e/ou ao desencantamento sobre o próprio processo de aprendizagem. A razão pela qual muitas pessoas desistem da educação é porque ela não alimenta o seu espírito e não desperta paixão. O ser humano tem, naturalmente, uma ânsia por conhecer e o desencantamento sobre a aprendizagem é uma das mais graves consequências do modelo tradicional de educação. Aprender pode e deve ser divertido e prazeroso!

O Método Montessori

Já o método Montessori não impõe aprendizados, atividades ou conteúdos sobre a criança. Ao contrário, ele permite que a natureza da criança siga o seu curso ao desenvolver-se espontaneamente, a partir de interações com o ambiente. É dado à criança um ambiente rico em possibilidades de aprendizagem e liberdade, para que ela escolha aquilo que deseja aprender, em seu próprio ritmo. O papel do professor é apenas observar a criança, preparar o ambiente e guia-la em seu processo de aprendizagem, de modo que ela possa encontrar tudo o que precisa para se desenvolver em cada estágio.

Outro aspecto importante do método Montessori é que o método montessori visa preparar a criança para a vida. Para isso, as atividades visam o desenvolvimento da autonomia e devem, o tanto quanto possível, retratar a vida. A aprendizagem social e emocional é também um aspecto muito importante do método Montessori. Diferente do ensino tradicional que utiliza métodos coercivos – como ameaças, punições e recompensas – o método Montessori, por sua vez, utiliza o diálogo e bom relacionamento entre professor e aluno. Acredita-se que a criança tem dentro de si uma pulsão por aprender e se desenvolver e isso é uma motivação suficiente, não sendo necessária a utilização de métodos coercivos.

Criatividade e o Talento

A Dra. Montessori também verificou através de muitos anos de observação que quando a criança tem suas necessidades de desenvolvimento atendidas, ela naturalmente apresenta um comportamento pacífico, amoroso e cooperativo. Há algumas décadas, o maior diferencial para o sucesso profissional e social era ter um curso superior. No entanto, segundo projeções da UNESCO, nos próximos trinta anos mais pessoas terão formação superior do que em toda a história da humanidade. Isso nos força a rever nossos conceitos sobre o que é a educação ideal, visto que o diploma universitário pode não mais ser um diferencial e, então, outras qualidades podem ser consideradas essenciais, como a criatividade e o talento.

O talento humano é extremamente diverso e as pessoas têm diferentes aptidões. Deve ser o papel da escola propiciar oportunidades para que os talentos se revelem. Um aspecto fundamental do método Montessori é que ele possibilita à criança o desenvolvimento de importantes habilidades para a vida, assim como o desenvolvimento de seus talentos e aptidões inatas, no momento mais adequado para que este desenvolvimento ocorra, aproveitando os períodos sensíveis durante a primeira infância.

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Profissional Híbrido

Profissional Híbrido

O que é (e como ser) um profissional híbrido

Segundo especialistas, uma das competências dos profissionais híbridos é valiosa e frequente em líderes, como CEOs. Por esse e outros motivos, o perfil está em alta demanda no mercado. Entenda como se desenvolver como um!

portal Draft continua a série que explica as principais palavras do vocabulário dos empreendedores da nova economia. São termos e expressões que você precisa saber, seja para conhecer as novas ferramentas que vão impulsionar seus negócios ou para te ajudar a falar a mesma língua de mentores e investidores. O verbete de hoje é profissional híbrido.

O que acham que é profissional híbrido

O mesmo que profissional multitarefas ou multipotencial.

O que é realmente

Profissional híbrido é o termo usado para designar o profissional que aplica, na área na qual é especialista, conhecimentos de outras áreas correlatas ou afins nas quais tenha entendimento, mas não necessariamente formação. Dessa forma, é um profissional que tem uma visão sistêmica do negócio, característica geralmente atribuída a CEOs.

A busca pelo conhecimento pode ser feita por meio de aprendizagem por conta própria, cursos livres, EAD, especializações, MBA etc. Mas pode envolver também o comparecimento a eventos, palestras e workshops, por exemplo.

O profissional híbrido parte da capacidade comportamental

Segundo Ludymila Pimenta, fundadora do RHlab, laboratório de inovação em novas tendências e metodologias para a área de Recursos Humanos, esse tipo de profissional integra múltiplas perspectivas na função ou na atividade que exerce e tem real potencial para conectar pontos de outras áreas de maneira que uma nova surja. “O profissional híbrido parte da capacidade comportamental de combinar vários elementos. Nesse mesmo sentido, as funções híbridas são pontos de interseção de conhecimentos”, diz ela.

Para Lincoln Firoozmand, coordenador da pós-graduação da FAAP em Gestão de Pessoas: desenvolvimento estratégico do capital humano, o conhecimento plural do profissional híbrido permite que sua visão do negócio seja mais completa, beneficiando tanto sua área de atuação quanto as demais.

“Assim, ele contribui, inclusive, no crescimento da empresa como um todo.” Vale frisar que o profissional multitarefa é aquele que exerce mais de uma função em uma empresa. Já o profissional multipotencial, de acordo com Pimenta, atua em diferentes profissões ou tem carreiras distintas. “É o caso, por exemplo, do goleiro da Islândia Hannes Þór Halldórsson, que também é diretor profissional de cinema.

Quem inventou

Não há. É uma demanda do mercado.

Quando foi inventado

Não há uma data, mas a prática vem ganhando força nos últimos anos.

Para que serve

Para o profissional, é uma forma de crescer na carreira, especialmente se o interesse é tornar-se um CEO ou adquirir conteúdo e experiência que o permitam empreender por conta própria. Para a empresa, os ganhos se refletem em produtividade, inovação e competitividade.

Pimenta diz que o profissional híbrido torna-se um conector de perspectivas internas e externas, principalmente pela habilidade de aprender. “Ele consegue propor soluções mais aderentes, uma vez que possui visão sob o ponto de vista de diversas áreas e conhecimentos.

Um outro benefício é que consegue fazer ‘as peças se encaixarem’ e inter-relacionar o trabalho com equipes diferentes”, fala a fundadora do RHlab. Para Firoozmand, o profissional híbrido tem exercido um papel fundamental no planejamento e na execução das decisões do mundo corporativo: “Ele consegue agilizar os processos da empresa, otimizando tempo e produtividade”.

Quem usa

Formalmente, não existem tipos específicos de empresas que buscam por profissionais híbridos, embora esse tipo de profissional tenha mais espaço para desenvolver seu potencial em ambientes que acreditam em inovação.

Efeitos colaterais

Falta de especialização em mais de um assunto, caso haja essa demanda, e deixar em segundo lado a atualização na área em que é especialista. Para Pimenta, a falta de expertise, caso solicitada, pode impactar negativamente o desempenho do profissional. “Um outro ponto negativo é que o profissional híbrido deixe de lado a especialização e se torne um generalista”, afirma. Na mesma linha, Firoozmand fala que o profissional híbrido precisa estar atento para que tenha muito conhecimento, mas apenas de forma superficial. “Ou seja, sabe-se e conhece-se de tudo, mas de maneira muito rasa.”

Quem é contra

Organizações muito hierarquizadas, nas quais as funções precisam se manter tradicionalmente estanques.

Para saber mais

1) Assista, no canal do YouTube da Exame, ao vídeo Você sabe o que é um profissional híbrido? Ele está na moda, com a Denise Bojikian, especialista do Vagas.com.
2) Leia, no Portal AdministradoresCaracterísticas do profissional híbrido. O post elenca algumas características comuns a esse tipo de profissional.

Fonte: Este artigo foi originalmente publicado em DRAFT  Por Por Portal DRAFT

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Modelo de Trabalho Híbrido

Modelo de Trabalho Híbrido

pandemia causada pelo novo coronavírus tem levantado algumas questões sobre como as empresas devem trabalhar daqui para a frente. E se o home office foi a solução imediata encontrada para driblar as limitações impostas pela crise, saiba que o modelo de trabalho híbrido ganha cada vez mais força no médio e longo prazo. E não é à toa.

Para Ricardo Silva Garcia, professor e coordenador do curso superior de tecnologia em Gestão de Recursos Humanos da Unijorge, “a adoção do modelo de trabalho híbrido (que mistura o virtual e o presencial) tende a ter mais espaço no mercado empresarial a partir de agora. O isolamento social e a ampliação das atividades laborais via home office, em seu processo acelerado por conta da pandemia, proporcionou para as organizações uma curva de experiência no que diz respeito ao trabalho remoto e à sua relação com a produtividade. ”

Mas, por outro lado, o modelo presencial também tem vantagens que precisam ser consideradas, como a possibilidade de colocar as equipes em contato, sustentando o espírito colaborativo e o famoso “olho no olho”, assim como de realizar reuniões e eventos corporativos.

Por isso, gigantes empresariais já veem nos resultados de algumas pesquisas realizadas que o trabalho híbrido é uma tendência que não pode ser ignorada. A Ambev, por exemplo, constatou que 90% de seu quadro global de funcionários deseja operar dessa forma. Afinal, o modelo parece unir o melhor dos dois mundos, sem perder produtividade, segurança, engajamento, entre outros índices positivos.

O professor Ricardo Silva Garcia destaca, ainda, outros benefícios relacionados a esse formato, como:

  • Otimização das atividades;
  • Diminuição dos atrasos dos colaboradores por causa do trânsito;
  • Descentralização e aumento do trabalho em equipe;
  • Redução de custos;
  • Melhor gestão do tempo para realização de atividades com familiares e amigos.

Mas como se preparar para implementar o modelo de trabalho híbrido com segurança e eficiência?

Assim como qualquer novidade, o trabalho híbrido precisa ser implementado por meio de uma política que leve em consideração uma série de fatores importantes para que empresas e colaboradores saiam ganhando.

“Esta nova realidade exigirá das organizações o investimento em treinamento (capacitação) de seus funcionários, aquisição de softwares específicos, adequação da ergonomia dos espaços em home office e a revisão do modelo organizacional com valores mais orgânicos e flexíveis”, ressalta.

Além disso, o RH deve estar atento aos aspectos relacionados à gestão das pessoas e à organização do trabalho no modelo híbrido. “Será preciso ter cuidado com a capacitação constante dos colaboradores, o mapeamento dos indicadores de produtividade, a formação de lideranças voltadas às competências e habilidades necessárias para a gestão de equipes neste formato, além, é claro, do cuidado com a a qualidade de vida no trabalho, o atendimento à legislação trabalhista e a manutenção dos direitos dos funcionários. Penso que esta é a tendência do mundo corporativo, muito por conta dos avanços tecnológicos atuais”, analisa Garcia.

No que diz respeito ao trabalho remoto, também é importante garantir que os gestores das empresas acompanhem e orientem de forma adequada suas equipes, criando proximidade e engajamento por meio de ferramentas que as áreas de Recursos Humanos e de Infraestrutura podem disponibilizar.

Já em relação ao trabalho presencial, vale lembrar que os escritórios devem seguir ainda por muito tempo os protocolos específicos de higiene e segurança estabelecidos pelos órgãos de saúde municipais, estaduais e federais. Nesse sentido, totens de higienização com álcool em gel, o uso permanente de máscaras por todos os funcionários no ambiente interno, o distanciamento de, pelo menos, 1,5m (um metro e meio) entre os postos de trabalho e/ou a instalação de placas de acrílico entre as baias são algumas das medidas mais recomendadas.

Também vale revisar o modelo organizacional e torná-lo mais flexível

Trabalhar de forma mais flexível, principalmente pensando no momento delicado de saúde pública e economia pelo qual estamos passando, é essencial a partir de agora.

Flexibilidade, tanto na questão de horários e resultados, quanto na forma de lidar com os colaboradores no dia a dia, deve ser uma pauta prioritária para as empresas daqui para frente. Justamente por isso, cabe aos gestores desenvolverem uma relação cada vez mais humanizada com suas equipes, mostrando-se dispostos a ouvir o que os profissionais têm a dizer e procurando trabalhar suas habilidades interpessoais em prol do bem-estar corporativo.

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Como falar com crianças sobre o novo coronavírus (Covid-19)

Como falar com crianças sobre o novo coronavírus (Covid-19)

Oito dicas para ajudar a confortar e proteger as crianças

É fácil sentir-se desnorteado(a) por tudo o que você está ouvindo sobre a doença do coronavírus 2019 (Covid-19) no momento. Também é compreensível que suas crianças também estejam ansiosas. É possível que as crianças achem difícil entender o que estão vendo online ou na TV – ou ouvindo de outras pessoas –, então, elas podem estar particularmente vulneráveis a sentimentos de ansiedade, estresse e tristeza. Mas ter uma conversa aberta e cuidadosa com suas crianças pode ajudá-las a entender, lidar e até dar uma contribuição positiva para os outros.

Faça perguntas abertamente e ouça a criança

Comece convidando a criança a falar sobre o assunto. Descubra o quanto ela já sabe e siga a partir daí. Se ela é muito nova e ainda não ouviu falar sobre o surto, talvez você não precise levantar a questão – apenas aproveite a oportunidade para lembrá-la sobre boas práticas de higiene sem introduzir novos medos.

Verifique se você está em um ambiente seguro e permita que ela fale livremente. Desenhos, histórias e outras atividades podem ajudar a começar uma conversa.

Mais importante ainda, não minimize ou se esquive das preocupações da criança. Assegure-se de reconhecer os sentimentos dela e lhe garantir que é natural sentir medo dessas coisas. Demonstre que está ouvindo, prestando toda a atenção ao que ela fala e tenha certeza de que ela entende que pode conversar com você e seus professores sempre que quiser.

Seja honesto(a): explique a verdade de uma forma que a criança entenda

As crianças têm direito a informações verdadeiras sobre o que está acontecendo no mundo, mas os adultos também têm a responsabilidade de mantê-las protegidas dos problemas. Use uma linguagem apropriada para a idade, observe suas reações e seja sensível ao seu nível de ansiedade.

Se você não sabe responder às perguntas delas, não invente. Use isso como uma oportunidade para explorar as respostas juntos. Sites de organizações internacionais como o UNICEF e a Organização Mundial da Saúde são ótimas fontes de informação. Explique que algumas informações online não são precisas e que é melhor confiar nos especialistas.

Mostre à criança como proteger ela mesma e seus amigos

Uma das melhores maneiras de manter as crianças protegidas contra o coronavírus e outras doenças é simplesmente incentivar a lavagem regular das mãos. Não precisa ser uma conversa assustadora. Cante junto com a Galinha Pintadinha ou com o Palavra Cantada, ou siga esta dança para tornar o aprendizado divertido:

https://www.facebook.com/watch/?v=613356772555691

Você também pode mostrar às crianças como cobrir o nariz e a boca com o cotovelo flexionado ao tossir ou espirrar, explicar que é melhor não ficar muito perto das pessoas que apresentem esses sintomas. E pedir, ainda, para que digam a você se começarem a sentir mal-estar, como dores no corpo, corpo quente, fraqueza, tremedeira, podem ser sintomas de febre, e se estiverem com tosse ou dificuldade em respirar.

Ofereça segurança

Quando vemos muitas imagens perturbadoras na TV ou online, às vezes pode parecer que a crise está ao nosso redor. As crianças podem não distinguir entre imagens na tela e sua própria realidade pessoal, e podem acreditar que estão em perigo iminente. Você pode ajudar sua criança a lidar com o estresse, criando oportunidades para ela brincar e relaxar, quando possível. Mantenha rotinas e agendas regulares o máximo possível, principalmente antes da hora de dormir, ou ajude a criar novas rotinas em um novo ambiente.

Se você estiver enfrentando um surto na sua região, lembre a suas crianças de que elas não estão propensas a contrair a doença, que a maioria das pessoas que têm coronavírus não fica muito doente e que muitos adultos estão trabalhando duro para manter sua família segura .

Se sua criança ficar doente, explique que ela deve ficar em casa (ou no hospital, se for o caso), porque é mais seguro tanto para ela quanto para seus amigos. Tranquilize-a dizendo que você sabe que é difícil (talvez assustador ou até um tédio) algumas vezes, mas que seguir as regras ajudará a manter todos em segurança.

Verifique se elas estão sendo estigmatizadas ou espalhando estigmas

O surto de coronavírus trouxe numerosos relatos de discriminação racial em todo o mundo, por isso é importante verificar se suas crianças não estão enfrentando nem contribuindo para o bullying.

Explique que o coronavírus não tem nada a ver com a aparência de alguém, sua origem ou o idioma que falam. Se elas sofreram bullying na escola, devem se sentir à vontade para contar a um adulto em quem confiam.

Lembre a suas crianças que todos merecem estar seguros na escola. O bullying está sempre errado e cada um de nós deve fazer a nossa parte para espalhar a gentileza e apoiar um ao outro.

Procure quem pode ajudar

É importante para a criança saber que as pessoas estão ajudando umas às outras com atos de bondade e generosidade.

Compartilhe histórias de profissionais da saúde, cientistas e jovens, entre outros, que estão trabalhando para interromper o surto e manter a comunidade segura. Pode ser um grande conforto saber que pessoas compassivas estão agindo.

Cuide de você

Você poderá ajudar melhor suas crianças pelo seu próprio exemplo. As crianças assimilarão a sua resposta às notícias, o que as ajudará a saber que você está calmo(a) e no controle.

Se você estiver ansioso(a) ou chateado(a), reserve um tempo para si mesmo(a) e procure outras famílias, amigos e pessoas de confiança em sua comunidade. Reserve algum tempo para fazer coisas que o(a) ajudem a relaxar e se recuperar.

Encerre as conversas com cuidado

É importante saber que não estamos deixando as crianças em perigo. À medida que a conversa termina, tente avaliar o nível de ansiedade observando a linguagem corporal, considerando se elas estão usando o tom de voz habitual e prestando à sua respiração.

Lembre a suas crianças que elas podem ter outras conversas difíceis com você a qualquer momento. Lembre-as de que você se importa, está ouvindo e está disponível sempre que elas se sentirem preocupadas.

Fonte: UNICEF

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