Entendendo a Importância da Educação Infantil: Como a Escola Prisma Está Moldando o Futuro das Crianças em Juazeiro-BA e Petrolina-PE

Entendendo a Importância da Educação Infantil: Como a Escola Prisma Está Moldando o Futuro das Crianças em Juazeiro-BA e Petrolina-PE

Entendendo a Importância da Educação Infantil: Como a Escola Prisma Está Moldando o Futuro das Crianças em Juazeiro-BA e Petrolina-PE | A Educação Infantil desempenha um papel fundamental no desenvolvimento das crianças, moldando suas habilidades cognitivas, sociais, emocionais e físicas desde os primeiros anos de vida. Neste artigo, vamos explorar a importância dessa fase crucial da educação e como a Escola Prisma está se adaptando às novas tendências educacionais para oferecer uma experiência enriquecedora e significativa para os alunos em Juazeiro-BA e Petrolina-PE.

1. Educação Infantil: A Base para o Sucesso Acadêmico e Social

A Educação Infantil é o alicerce sobre o qual o sucesso acadêmico e social das crianças é construído. Durante esses primeiros anos, as crianças desenvolvem habilidades essenciais, como linguagem, raciocínio lógico, habilidades motoras e competências socioemocionais, que são fundamentais para o aprendizado futuro. Na Escola Prisma, reconhecemos a importância desses primeiros anos e nos dedicamos a proporcionar um ambiente acolhedor e estimulante que promova o desenvolvimento integral de cada criança.

2. Abordagens Inovadoras na Educação Infantil

Para atender às necessidades em constante evolução das crianças e famílias, a Escola Prisma adota abordagens inovadoras na Educação Infantil. Com base nos princípios da pedagogia Montessori, incentivamos a autonomia, a autoeducação e o respeito pelo ritmo individual de aprendizado de cada criança. Além disso, integramos tecnologias educacionais e atividades lúdicas para estimular a curiosidade, a criatividade e o pensamento crítico desde os primeiros anos.

3. Diversificação e Inclusão

A Escola Prisma está comprometida em promover a diversidade e a inclusão em seu ambiente escolar. Através de programas e atividades que celebram as diferentes culturas, origens e habilidades dos alunos, buscamos criar um ambiente acolhedor e inclusivo onde todas as crianças se sintam valorizadas e respeitadas. Nosso objetivo é preparar os alunos para viverem em uma sociedade diversificada e globalizada, onde a empatia, o respeito e a compreensão são fundamentais.

4. Destaque da Escola Prisma na Região

Como uma instituição de referência na região de Juazeiro-BA e Petrolina-PE, a Escola Prisma se destaca por sua excelência acadêmica, compromisso com o desenvolvimento integral das crianças e ambiente acolhedor e inclusivo. Nossos programas de Educação Infantil e Ensino Fundamental são projetados para cultivar habilidades essenciais, promover valores éticos e preparar os alunos para os desafios do futuro. Estamos empenhados em proporcionar uma educação de qualidade que prepare as crianças para se tornarem cidadãos responsáveis e bem-sucedidos em um mundo em constante mudança.

Em resumo, a Educação Infantil desempenha um papel crucial no desenvolvimento das crianças e é a base para o sucesso futuro. Na Escola Prisma, estamos comprometidos em oferecer uma educação de qualidade que promova o crescimento e o desenvolvimento integral de cada criança, preparando-as para enfrentar os desafios do mundo moderno com confiança e competência.

 

A Escola Prisma e a Educação Infantil

Uma fase determinante para que a criança adquira o gosto pelo conhecimento. A Educação Infantil é a porta de entrada para o universo escolar. Ciente dessa importância, a Escola Prisma, por meio da metodologia criada pela pedagoga Italiana, Maria Montessori, realiza uma série de atividades ao longo do ano. Todas as instalações da Escola Prisma foram projetados ou adaptados para facilitar ainda mais o aprendizado.

Uma fase determinante para que a criança adquira o gosto pelo conhecimento.

Em nossa escola, desde cedo, estimulamos cada criança a buscar suas referências, aprendendo e desenvolvendo sua autonomia e consciência crítica, sendo protagonista do seu processo de aprendizagem durante a educação infantil. A Educação Infantil é a porta de entrada para o universo escolar. Ciente dessa importância, a Escola Prisma, por meio da metodologia criada pela pedagoga Italiana, Maria Montessori, realiza uma série de atividades ao longo do ano.

Dentro das amplas salas de aula, os alunos podem escolher o que querem estudar; de português à matemática. O professor acompanha a evolução dos trabalhos de perto e interfere somente quando percebe a necessidade ou é requisitado. Com essa liberdade, os pequenos aprendem a se autodesenvolver e se tornam responsáveis por suas decisões.

Um dos segredos do sucesso

No trabalho com cada material que escolhe, e aí reside um dos segredos do sucesso: quando a criança escolhe o que tem vontade de conhecer, sua curiosidade natural é aguçada e nutrida e são inicialmente estes aspectos que evocam a concentração; que vai se instalando, para que gradativamente possa realizar trabalhos maiores e maiores e maiores…

A livre escolha das atividades pela criança é um aspecto fundamental para que exista a concentração e para que a atividade seja formadora e criativa. Todas as instalações da Escola Prisma foram projetados ou adaptados para facilitar ainda mais o aprendizado. No laboratórios de informática, cozinha experimental a teoria e a prática caminham lado a lado.

As áreas externas são palco de uma variada programação recreativa, religiosa, cultural, cívica e de consciência ambiental. Alguns desses eventos são abertos às famílias. Assim, os pais participam intensamente do ambiente escolar, enquanto os filhos se sentem mais acolhidos e, consequentemente, aprendem e interagem mais.

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Escola Infantil em Juazeiro-BA: Garantindo o Melhor Futuro para seu Filho

Escola Infantil em Juazeiro-BA: Garantindo o Melhor Futuro para seu Filho

Escola Infantil em Juazeiro-BA: Garantindo o Melhor Futuro para seu Filho | Bem-vindo ao Blog Escola Prisma! Neste artigo, exploraremos o mundo da educação infantil em Juazeiro-BA, onde priorizamos o desenvolvimento do seu filho com segurança, acolhimento e amor. Nossa equipe de professores pós-graduados no Método Montessori está pronta para oferecer a melhor experiência educacional para o seu pequeno. Descubra como a Escola Prisma de educação Infantil e ensino Fundamental é a escolha ideal para garantir o futuro brilhante do seu filho.

A Importância da Escola Infantil

A escola infantil é um ambiente crucial para o desenvolvimento inicial da criança. Nessa fase, os pequenos absorvem conhecimento como uma esponja, e é essencial fornecer um ambiente estimulante e adequado para que eles possam crescer e aprender com plenitude.

A Escola Infantil em Juazeiro-BA

Em Juazeiro-BA, nossa escola infantil destaca-se como uma instituição comprometida com a excelência educacional. Nossos professores, com formação pós-graduada no Método Montessori, estão preparados para acompanhar o desenvolvimento individual de cada criança, promovendo uma aprendizagem significativa e autônoma.

Segurança e Acolhimento em Nossa Escola

Na Escola Prisma, a segurança e o acolhimento são nossas principais prioridades. Nossas instalações são projetadas para garantir um ambiente seguro e agradável, onde as crianças se sentem à vontade para explorar e aprender. Além disso, nossa equipe de educadores altamente qualificados está sempre pronta para dar suporte e carinho aos pequenos.

Método Montessori: Aprendizado com Amor

O Método Montessori é uma abordagem educacional reconhecida mundialmente por sua eficácia e empatia. Em nossa escola infantil, aplicamos esse método para estimular o aprendizado através de atividades práticas e sensoriais, incentivando a criatividade e a autonomia da criança desde cedo. Dessa forma, garantimos um ambiente acolhedor e amoroso para o crescimento saudável de cada aluno.

O Melhor Futuro para Seu Filho

Investir na educação infantil é proporcionar o melhor futuro para o seu filho. Os primeiros anos de vida são fundamentais para o desenvolvimento de habilidades cognitivas, emocionais e sociais que irão moldar o indivíduo no futuro. Na Escola Prisma, estamos empenhados em preparar as crianças para enfrentar os desafios da vida, estimulando seu potencial máximo e construindo bases sólidas para o sucesso acadêmico e pessoal.

Conclusão

Em suma, a Escola Prisma em Juazeiro-BA oferece uma educação infantil de excelência, baseada no amor, acolhimento e segurança. Com professores pós-graduados no Método Montessori, estamos comprometidos em proporcionar um ambiente propício para o crescimento e aprendizado de cada criança. Invista no futuro do seu filho conosco e dê a ele a melhor educação possível desde o início da jornada educacional.

Lembre-se, o futuro começa aqui na Escola Prisma, onde cada criança é guiada com cuidado e carinho para alcançar todo o seu potencial. Venha nos conhecer e faça parte dessa jornada de aprendizado e descobertas!

 

Educação Tecnológica na Escola Prisma

Educação Tecnológica na Escola Prisma


A educação tecnológica e sua importância na aprendizagem do aluno na Escola Prisma

A Educação Tecnológica na Escola Prisma: Melhorando a aprendizagem do aluno

A educação tecnológica tem se tornado cada vez mais importante na formação dos alunos da Escola Prisma. Vivemos em um mundo cada vez mais digital e conectado, e é fundamental que os alunos saibam lidar com as tecnologias de forma crítica e criativa. Neste post, vamos enfatizar a importância da educação tecnológica na aprendizagem dos alunos da Escola Prisma e dar algumas dicas de estratégias para melhorar o ensino nessa área.

A importância da Educação Tecnológica na Escola Prisma

Na Escola Prisma, a educação tecnológica é uma área importante e que deve ser trabalhada de forma integrada ao currículo escolar. Isso porque ela ajuda os alunos a desenvolverem habilidades essenciais para o mundo atual, como a capacidade de usar as tecnologias de forma produtiva e criativa. Além disso, a educação tecnológica pode ajudar a melhorar a aprendizagem em outras áreas do conhecimento, uma vez que as tecnologias podem ser utilizadas como ferramentas de ensino e aprendizagem.

Estratégias para melhorar a Educação Tecnológica na Escola Prisma

  1. Incentivar a curiosidade

Na Escola Prisma, é importante incentivar a curiosidade dos alunos em relação às tecnologias e estimulá-los a explorar as diferentes ferramentas de forma autônoma. Para isso, pode-se desenvolver desafios e projetos que estimulem a criatividade e a experimentação.

  1. Utilizar ferramentas digitais como recursos de ensino

As ferramentas digitais podem ser utilizadas como recursos de ensino na Escola Prisma, em diversas áreas do conhecimento. Por exemplo, é possível utilizar softwares de simulação para ensinar conceitos de física, ou utilizar jogos educativos para ensinar matemática. Além disso, as ferramentas digitais podem ser utilizadas para desenvolver atividades interativas que engajem os alunos.

  1. Ensinar habilidades digitais essenciais

Na Escola Prisma, é importante ensinar aos alunos as habilidades digitais essenciais, que são necessárias para o mundo atual. Algumas delas incluem a capacidade de buscar e avaliar informações na internet, a habilidade de se comunicar por meio de diferentes plataformas digitais e a capacidade de criar conteúdo digital.

  1. Utilizar a tecnologia para promover a colaboração

A tecnologia pode ser utilizada como ferramenta para promover a colaboração entre os alunos da Escola Prisma. Por exemplo, é possível utilizar plataformas de trabalho colaborativo para desenvolver projetos em equipe, ou utilizar fóruns de discussão para promover a troca de ideias entre os alunos.

Por que desenvolver uma educação tecnológica?

Desenvolver uma educação tecnológica é fundamental para preparar os estudantes para o mundo atual e futuro, que é altamente influenciado pela tecnologia. A educação tecnológica ajuda os estudantes a desenvolver habilidades importantes, como pensamento crítico, resolução de problemas, colaboração, comunicação e criatividade, que são essenciais para ter sucesso em qualquer carreira atualmente.

Além disso, a tecnologia está presente em todas as áreas da sociedade, desde a comunicação até a medicina, passando pela indústria e pelo entretenimento. Por isso, é importante que os estudantes aprendam a usar a tecnologia de maneira responsável e ética, compreendam como ela funciona e saibam como se adaptar às mudanças constantes.

A educação tecnológica também pode ajudar a reduzir a desigualdade social e econômica, oferecendo aos estudantes oportunidades de aprendizado e acesso a recursos que, de outra forma, estariam indisponíveis para eles. Isso pode abrir portas para carreiras bem-sucedidas e melhorar a qualidade de vida das pessoas.

Por fim, uma educação tecnológica pode ajudar a construir uma sociedade mais inovadora, capaz de enfrentar os desafios atuais e criar soluções para os problemas do mundo. Portanto, é essencial que as escolas e outras instituições educacionais se dediquem a desenvolver uma educação tecnológica robusta e inclusiva.

Como utilizar a tecnologia a meu favor?

A tecnologia pode ser uma grande aliada em nossas vidas, permitindo-nos realizar diversas atividades de forma mais eficiente e eficaz. Aqui estão algumas dicas sobre como utilizar a tecnologia a seu favor:

  1. Defina objetivos claros: antes de começar a utilizar a tecnologia, é importante ter em mente o que você quer alcançar. Defina seus objetivos e identifique as ferramentas e recursos tecnológicos que podem ajudá-lo a alcançá-los.
  2. Mantenha-se atualizado: a tecnologia está em constante evolução, por isso é importante manter-se atualizado sobre as novas ferramentas e recursos disponíveis. Acompanhe as notícias e as tendências tecnológicas para não ficar para trás.
  3. Use a tecnologia para aumentar sua produtividade: existem diversas ferramentas e aplicativos que podem ajudá-lo a gerenciar melhor seu tempo e tarefas diárias. Encontre aqueles que funcionam melhor para você e use-os para aumentar sua produtividade.
  4. Aproveite as oportunidades de aprendizado: a tecnologia oferece muitas oportunidades de aprendizado, desde cursos online até aplicativos de idiomas. Aproveite essas oportunidades para expandir seus conhecimentos e habilidades.
  5. Mantenha-se conectado: a tecnologia pode ser uma ótima ferramenta para manter contato com amigos e familiares que estão distantes. Use as redes sociais e aplicativos de mensagens para se conectar com pessoas importantes em sua vida.

Em resumo, a tecnologia pode ser uma ferramenta poderosa para melhorar diversos aspectos de nossa vida, desde a produtividade até o aprendizado e a conexão com outras pessoas. Basta utilizá-la de forma consciente e estratégica para obter os melhores resultados.

Jogos educacionais

Os jogos educacionais são uma ótima forma de aprendizagem, pois permitem que os alunos aprendam de forma mais divertida e interativa. Eles são especialmente úteis para o ensino de conceitos abstratos, como matemática e ciências, e para o desenvolvimento de habilidades importantes, como resolução de problemas e pensamento crítico.

Existem muitos tipos diferentes de jogos educacionais, desde jogos de tabuleiro até jogos eletrônicos. Alguns exemplos incluem jogos de quebra-cabeça, jogos de simulação, jogos de estratégia e jogos de trivia.

Os jogos educacionais podem ser usados em sala de aula ou em casa, e muitos deles são gratuitos ou de baixo custo. Além disso, eles podem ser adaptados para diferentes faixas etárias e níveis de habilidade, tornando-os acessíveis para todos os alunos.

Ao utilizar jogos educacionais, é importante ter em mente que eles devem ser usados como complemento ao ensino tradicional, e não como substituto. É importante que os alunos ainda recebam uma instrução formal e que os jogos sejam usados para reforçar os conceitos aprendidos em sala de aula.

Em resumo, os jogos educacionais são uma ferramenta valiosa para a aprendizagem, proporcionando aos alunos uma forma divertida e interativa de adquirir conhecimentos e desenvolver habilidades importantes.

Conclusão

Na Escola Prisma, a educação tecnológica é uma área fundamental para preparar os alunos para o mundo digital em que vivemos. Ao utilizar as estratégias corretas, é possível melhorar o ensino nessa área e desenvolver as habilidades digitais essenciais dos alunos. É importante lembrar que a educação tecnológica deve ser vista como uma área transversal, que pode ser utilizada como ferramenta de ensino em diversas áreas do conhecimento.

Como o Barulho Prejudica o Cérebro das Crianças

Como o Barulho Prejudica o Cérebro das Crianças

Nós vivemos em um mundo de ruído. Quase o tempo todo temos barulho: os carros nas ruas, as máquinas em casa, as telas na intimidade dos quartos e das camas.

Nossas crianças não escapam, e afogam-se constantemente na poluição sonora das cidades, das escolas e de nossas casas. Isso produz uma destruição silenciosa da saúde das crianças e afeta várias de suas capacidades cerebrais.

Os números são claríssimos. Para a Associação Brasileira de Normas Técnicas, uma casa ou uma escola não podem ter ruídos acima de 50 decibéis – o equivalente ao ruído de duas pessoas conversando, ou uma biblioteca em funcionamento. Este número não é aleatório. Acima daí, começamos a sentir stress.

Se o volume sobe mais um pouco, podemos ter liberação de hormônios relativos ao stress no corpo, e passamos logo a apresentar alterações na pressão sanguínea. Se o barulho for duradouro e rotineiro, perdas cognitivas importantes começam a ocorrer, na concentração e na memória, principalmente.

Eu sempre gostei do silêncio. Então, quando visitei uma escola montessoriana bastante ruidosa, anos atrás, fiquei preocupado e decidi medir o volume da sala. Na média, 65 decibéis. Algo entre o barulho de um escritório e o de um liquidificador. Em alguns picos, a sala produzia mais ruído do que um liquidificador (acima de 75 decibéis).

As crianças, é claro, apresentavam todos os sintomas de uma vida interior inquieta: não se concentravam, derrubavam coisas o tempo todo, vez por outra brigavam entre si, falavam muito alto e gritavam. As professoras, em desespero porque eram igualmente afetadas pelo stress decorrente do barulho, também estavam inquietas, ansiosas e adicionavam à poluição sonora a sua própria voz, alta e onipresente.

Eu também fiquei desesperado, e descobri o volume da sala porque usei um decibelímetro no celular. Então, usamos algumas estratégias para diminuir o volume da sala, sem pedir silêncio às crianças: reorganizamos os ambientes para favorecer grupos menores por toda a sala, em vez de grupos grandes em áreas concentradas; criamos núcleos de trabalho fechados, onde as crianças pudessem entrar e se concentrar sem serem incomodadas por colegas, e treinamos, entre os adultos, movimentos mais lentos, uma fala mais baixa e mais essencial, e técnicas de respiração atenta. Na manhã seguinte, a sala parecia outra, mas eu me dei seis meses antes de acreditar.

Seis meses depois, sem nenhuma outra alteração na escola:

  • O desempenho acadêmico das crianças havia aumentado consideravelmente;
  • As crianças apresentavam um humor melhor e mais tranquilidade;
  • Os conflitos haviam diminuído até quase desaparecerem da sala;
  • As professoras, antes cansadas, agora conseguiam observar e criar;
  • E, bom, os materiais não caíam mais o tempo todo.

Esses são os benefícios de pouco ruído, que evidenciam com transparência os malefícios do excesso de barulho.

Crianças que vivem ou estudam em ambientes barulhentos por anos a fio podem apresentar dificuldades no desenvolvimento da fala e da escrita, advindas de um processamento ruim daquilo que se escuta. Além disso, os batimentos cardíacos de crianças em ambientes barulhentos são significativamente mais acelerados.

Nós mal percebemos quanto ruído há à nossa volta, até fazermos silêncio. Em Montessori, fazemos o Jogo do Silêncio, que consiste em parar todos os movimentos voluntários do corpo, ficar imóvel, e fazer silêncio por um período, que varia de alguns segundos a um minuto.

Para adultos, podemos chegar a dois, três, quinze minutos de cada vez. Quando silenciamos, descobrimos quanto ruído existe no mundo à nossa volta, e compreendemos a importância de criar nossas crianças com mais silêncio e tranquilidade.

Não é difícil fazer com que nossas casas sejam mais silenciosas. Nós ainda podemos ouvir música e ver televisão, e ainda podemos falar alto. Mas algumas coisas ajudam:

  • Desligar a televisão quando nãoestamos assistindo, nem ouvindo com atenção, e deixar de lado a televisão como companhia.
  • Ter períodos do dia sem áudios: tv, música ou qualquer tela.
  • Perceber quando nossas crianças estão concentradas, ou tentando ficar, e diminuir o volume de nossas vozes e dos ruídos ambientais.
  • Em locais muito barulhentos, janelas anti-ruído merecem ser consideradas.
  • Mudanças para vizinhanças menos afetadas podem ser consideradas, quando possível.
  • Se o problema for fora de sua casa, há legislação para proteger você. Pesquise qual o volume máximo permitido em sua cidade, e quem pode produzir tanto barulho, mesmo durante o dia. Poluição sonora é poluição. Aja como você agiria se um escapamento soltasse fumaça dentro de sua sala dia e noite.

Promover uma cultura do silêncio é um favor que fazemos às nossas crianças. Isso não quer dizer inibir sua expressão, mas justamente o contrário: inibir a produção excessiva de ruído precisamente para que a expressão daquilo que é importante possa sempre ter espaço para acontecer.

Se nós pudermos reduzir a presença excessiva do ruído na vida de nossos filhos, iniciaremos uma revolução, uma resistência pacífica à cultura do barulho, abrindo espaço para a criação de um novo mundo, onde todos possam ouvir – e não precisem ouvir de tudo, o tempo todo.

Fonte: Lar Montessori por Gabriel Salomão

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Robótica educacional e os ganhos para o aprendizado

Robótica educacional e os ganhos para o aprendizado

O que é a robótica educacional e quais são os ganhos para o aprendizado | Além de facilitar a compreensão de conteúdos curriculares, a robótica possibilita o desenvolvimento de diferentes habilidades, como o trabalho colaborativo, o raciocínio lógico e a criatividade

No início dos anos 1960, a ideia de ter um computador pessoal a um preço acessível não passava de ficção científica. Não é de espantar, portanto, que as pessoas tenham rido quando, naquela época, o matemático americano Seymour Papert sugeriu que os computadores fossem utilizados como ferramenta para potencializar a aprendizagem e a criatividade das crianças.

Influenciado pelas ideias de Jean Piaget, com quem trabalhou na Universidade de Genebra, Papert desenvolveu nos anos seguintes, como professor do Massachusetts Institute of Technology (MIT), o construcionismo.

Assim como o construtivismo de Piaget, a teoria vê o aluno como construtor de seu conhecimento por meio de descobertas, mas no caso do construcionismo o processo de aprendizagem ocorre por meio da realização de uma ação concreta, que resulta em um produto palpável.

Foi assim que, na década de 1980, Papert criou a tartaruga de solo, um robô programado pela linguagem Logo – também criada por ele de forma acessível a crianças –, que por meio do uso do computador pelos alunos era capaz de desenhar diferentes figuras geométricas.

No Liceu Franco-Brasileiro, no Rio de Janeiro, os alunos têm a robótica como curso extracurricular a partir do 6º ano do ensino fundamental e como disciplina curricular no 8º e 9º anos. Um dos objetivos da matéria é introduzir conceitos de física já no ensino fundamental e facilitar a compreensão de conteúdos que serão abordados no ensino médio.

“Os alunos veem a teoria em sala de aula e depois vão ao laboratório construir um protótipo que a explicará na prática. Ao construir um carro com a missão de fazê-lo andar em diferentes velocidades, os estudantes terão de aplicar a fórmula de velocidade média”, exemplifica Rosângela Leri, professora de robótica do Liceu Franco-Brasileiro.

Apesar de a robótica ser trabalhada principalmente com as disciplinas de física e matemática, a docente afirma que ela é uma ciência multidisciplinar com potencial para desenvolver uma série de habilidades. “Eles aprendem a organizar o raciocínio lógico, lidam com questões do trabalho em grupo e estão sempre voltados a resolver um problema atual. São pequenos inventores”, analisa.

No Dia Mundial da Limpeza de Praias e Rios (20 de setembro), por exemplo, os alunos do Liceu participaram de uma gincana ao lado de outras escolas cariocas, cuja meta era recolher a maior quantidade de lixo deixado por banhistas.

A solução encontrada pelos alunos mostrou como a robótica pode servir aos mais diferentes propósitos, inclusive à preservação do meio ambiente. Foram criados quatro robôs com peças de Lego, todos automatizados.

“Levamos para o evento uma esteira seletora para a separação do lixo, uma compactadora de copinhos, um carro coletor de lixo com mecanismo de varredura, separação e sucção de lixo para depósito em caçamba e uma garra para coleta de sacos plásticos e latas”, conta a docente.

Com a compreensão da versatilidade dessa ciência, Flávio Rodrigues Campos, doutor em educação e pesquisador do uso da tecnologia e da robótica na educação, confirma que os educadores já não a utilizam mais apenas com um único e exclusivo fim.

“No início, as escolas criavam laboratórios para o ensino de determinada matéria, mas nos últimos anos começaram a perceber que a robótica é muito mais do que isso e criaram uma disciplina curricular para ela.

O que se discute é: por que devemos ficar focados apenas no ensino da área de ciências se a robótica é uma área interdisciplinar? Por que não ensinamos tecnologia dentro do currículo, explicando, por exemplo, como funciona um sensor, de que forma ele se comunica com a placa?

Focar apenas um saber reduz o alcance da aprendizagem e a possibilidade de investigação do aluno, uma vez que com a robótica eu posso trabalhar matemática, engenharia, mecânica, artes, questões sociais, entre outros temas”, ressalta.

 

Além do currículo

Sentados em roda, quatro adolescentes se debruçam sobre a bancada de um laboratório e, em meio a fios, conectores, leds e sensores, pesquisam e debatem entre si como dar o passo seguinte no projeto em que estão trabalhando.

A cena acontece na escola Stance Dual, em São Paulo, onde alunos do 9º ano do ensino fundamental desenvolvem um par de óculos com sensor de distância, a ser doado para uma criança com deficiência visual. A ideia surgiu após os alunos participarem de um projeto social promovido pela escola em parceria com uma instituição de assistência a deficientes visuais.

“Quisemos fazer algo diferente e que pudesse ajudar alguém. No começo, pensamos que seria impossível, mas fomos pesquisando e descobrimos que era viável. Montamos um grupo com pessoas que gostam de diferentes partes do trabalho, um que prefere montar, outro resolver problemas, outro pesquisar”, conta Thiago Gava, um dos integrantes do grupo.

Na Stance Dual, o ensino de programação e dos princípios da robótica já é trabalhado no ensino fundamental II há alguns anos, mas em 2015, com a reformulação do currículo de Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC), as duas áreas foram unidas em projetos complementares e que, juntos, atuam como ferramenta para a resolução de problemas.

Os projetos de robótica não estão atrelados a nenhuma disciplina específica, mas se relacionam com o currículo de maneira informal. “A integração das áreas acontece naturalmente, uma vez que os alunos têm liberdade para traçar a resolução do problema proposto. O aluno mesmo começa a perceber a transdisciplinaridade”, aponta Juliana Caetano, professora de desenvolvimento de jogos.

Em uma viagem de estudo do meio, por exemplo, os alunos visitaram uma comunidade quilombola que luta contra a instalação de uma usina hidrelétrica nas redondezas.

Além de estudarem a produção de energia e criarem um protótipo de uma usina hidrelétrica, os estudantes quiseram discutir seu impacto no meio ambiente e para isso pesquisaram características geográficas da região, a história da comunidade quilombola e apresentaram um vídeo sobre o tema. “Não dá para encarar um problema sem esse olhar mais amplo”, acrescenta Juliana.

Na opinião de Rui Correa, professor de robótica, os alunos encontram na escola um espaço para resolver problemas e conflitos, mas falta o momento de colocar a mão na massa. “Essa é uma geração que consome muito, mas que não sabe modificar nada porque nunca lhe ensinaram como as coisas funcionam.

A partir do momento em que começo a questioná-los sobre como as tecnologias funcionam, eles se interessam e passam de consumidores a produtores”, defende. Correa destaca ainda que as necessidades básicas que o mercado de trabalho exige dessa nova geração são outras e que há vagas na área de tecnologia que não são preenchidas por falta de pessoas qualificadas.

 

Autonomia e investigação

Outro ponto que professor acredita ser fundamental em suas aulas é a autonomia dada aos alunos. “Eles se organizam em grupo para exercitar o trabalho colaborativo e nós os incentivamos a, quando surgir uma dúvida ou problema, conversar antes com os colegas, buscar tutoriais e informações na internet, construir juntos.

O professor entra como mediador entre os alunos e a ferramenta. Até porque muitas vezes eu também não sei e aprendo com eles. O formato tradicional de aula não propicia isso”, ressalta.

Para Renata Violante, gerente de formação e monitoramento da Zoom Education for Life, distribuidora exclusiva da Lego Education no Brasil, a robótica coloca o aluno no centro do aprendizado.

As atividades propostas no programa Zoom Educação Tecnológica buscam sempre considerar os conhecimentos prévios dos alunos, propor situações-problema, estabelecer relação entre os conteúdos trabalhados e a vida cotidiana e estimular reflexão. Já atendeu mais de 2 milhões de alunos e está presente em mais de 5 mil escolas.

“A metodologia que concretiza e articula todo esse processo tem como foco o aprender fazendo, ou melhor, o aprender investigando a partir da manipulação de objetos concretos, que é estruturada em quatro momentos”, explica.

Esses momentos são: o conectar, quando os alunos relacionam o tema da aula com exemplos reais do cotidiano de modo a atribuir sentido ao que será construído; o construir, que diz respeito à etapa da prototipagem; o analisar, quando os alunos analisam o que foi feito, e eles observam, comparam, argumentam e aprofundam seus conhecimentos a fim de se tornarem capazes de explicar o funcionamento do modelo e evidenciar a aprendizagem dos conteúdos; e o continuar, etapa em que testam suas hipóteses, apresentando opiniões e ideias de soluções para o desafio proposto.

“Mais do que aprender nomes e definições, os estudantes de hoje necessitam desenvolver competências e aprender a fazer; precisam adquirir habilidades que lhes possibilitem trabalhar em equipe, planejar e executar projetos de trabalho, além de saber utilizar tecnologias de informação para realizar registros e interpretar dados”, defende Renata.

Na visão do educador e pesquisador Flávio Rodrigues Campos, o papel do professor dentro de uma metodologia como essa, de fato, não é o mesmo, uma vez que o docente não deve ser apenas alguém que vai instruir.

“O papel de facilitador e mediador é imperativo e isso não faz do educador alguém menor, pois é ele quem vai poder regular a aprendizagem. O professor vai mediar conflitos e dar o caminho do currículo que está sendo desenvolvido, mas ele não pode ir para essa aula com a mente de quem detém o conhecimento, senão só vai reforçar que o aluno não é ativo no processo de aprendizagem”, alerta.

 

Aprendizagem significativa

Para que o ensino da robótica seja de fato um diferencial na aprendizagem do aluno e não apenas um discurso vazio sobre o uso da tecnologia no ambiente escolar, Flávio ressalta que a escola tem de ter objetivos muito claros do que quer com essa metodologia.

“O gestor deve em primeiro lugar entender o que é a robótica e pesquisar que tipo de recursos pode adquirir. Muitas vezes a tecnologia é vista como um otimizador do tempo, mas é necessário pensar em uma carga horária que seja suficiente para o aluno construir e refletir.

A tecnologia não pode ser uma ferramenta para fazer o aluno aprender mais rápido; ela serve para dar autonomia, emancipação e estimular a criatividade”, aponta.

Em relação ao material necessário, o educador explica que existem no mercado diversos kits prontos de robótica, mas também é possível trabalhar com outros materiais, como a sucata, e montar kits próprios para privilegiar a construção de projetos em que os alunos comecem a produção do zero. “Mas, para isso, o professor deve ter conhecimento técnico e saber com quais materiais deve trabalhar”, lembra.

Apesar da importância da formação técnica, Flávio ressalta que a formação pedagógica é essencial para o professor refletir sobre o verdadeiro papel do ambiente escolar. “Não adianta adotar a tecnologia sem uma mudança de postura pedagógica”, acredita.

O educador argumenta também que não adianta ter apenas um professor que entenda sobre robótica e tecnologia. “Assim ele vai trabalhar isolado e é importante que os docentes tenham contato para explorar a interdisciplinaridade e trocar experiências”, defende.

Renata Violante, da Zoom, concorda que o processo formativo do professor deve ser constante, pois é ele que possibilita a apropriação das concepções e propostas didáticas desenvolvidas, o crescimento profissional, bem como a contextualização da disciplina no projeto educativo de cada escola.

“A formação de professores envolve muitos aspectos, portanto é necessário considerar o educador no contexto de sua atuação, com possibilidades e dificuldades que lhe são próprias. Diante dessa realidade, é necessário também respeitar suas aprendizagens e sua autonomia.”

Para o professor Rui Correa, da Stance Dual, essa proposta deve estar inserida dentro da cultura escolar. “Essa nova estrutura é orgânica e a cada ano tentamos nos integrar mais”, diz. Diante disso, Flávio lembra que muitas escolas optam por oferecer a robótica apenas como curso extracurricular, mas, em sua opinião essa decisão acaba segregando os alunos e tirando daqueles que não têm um interesse prévio pela área a oportunidade de aprender diferentes saberes.

“A robótica foi feita para todos. Se for oferecida no currículo e todos entrarem em contato com a área, aqueles que tiverem mais afinidade poderão se aprofundar em um curso extracurricular”, sugere. Por isso, o educador acredita que o segredo é olhar mais para o aluno. “Se não fizer isso, a robótica pode apenas reforçar o modelo de aula tradicional”, opina.

Para o matemático, também um dos fundadores do Laboratório de Inteligência Artificial do MIT, a máquina é capaz de mudar a forma de aprender das crianças, considerando que ela se dá por meio da criação, reflexão e depuração das ideias.

Essa visão tem influenciado diversas escolas no Brasil e incentivado a adoção de metodologias e disciplinas que trabalham esse processo de aprendizado, como é o caso da robótica, ora tratada como meio de ensino, ora como um objeto de aprendizagem.

Fonte: Revista Educação

 

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