por Escola Prisma | 1 set, 2018 | Dicas da Escola Prisma para os Pais, Maria Montessori, Método Montessori |
Maria Montessori foi uma importantíssima educadora do século XX que, com toda certeza, deu o melhor de si para a educação das crianças. Tendo sido a primeira mulher a se formar em medicina na Itália, Montessori usou seu conhecimento científico no campo da educação.
Como uma médica se tornou uma das figuras mais ilustres da educação? Na realidade, ela começou a trabalhar com crianças com problemas mentais; e após criar um ambiente saudável para essas crianças especiais, notou-se uma melhora em seu comportamento e desenvolvimento.
As crianças deficientes mentais educadas/estudadas por Montessori participaram de uma espécie de concurso junto com crianças normais, porém sem que ninguém soubesse que eram crianças com deficiência mental; e, para espanto da própria Montessori, as suas crianças deficientes se saíram melhores que as crianças normais.
Obviamente ficou feliz pelo desenvolvimento de suas crianças, mas, por outro lado, ela ficou a se questionar o motivo de crianças normais terem rendimento menor do que crianças deficientes. Aquilo atormentou a doutora, que então passou a trabalhar com crianças normais.
Em suma, o que Montessori fez com aquelas crianças deficientes foi preparar um ambiente sadio e, a partir disso, educa-las a partir das suas necessidades próprias.
Quando foi trabalhar com crianças normais, ela pôde perceber com mais clareza que as crianças normais não eram educadas de acordo com suas necessidades, mas sim num ambiente de repressão e dor, que acabava por inibir o seu desenvolvimento pleno (moral, da personalidade, e não apenas intelectual).
Preciso confessar que tenho um questionamento semelhante ao de Montessori: por que crianças normais estão tendo desempenho tão ruins no Brasil? Por que o índice de analfabetismo funcional aumenta? Por que mesmo tendo mais escolas do que havia há cinquenta anos atrás, o Brasil ainda aparenta estar tão atrasado?
Talvez a educação de 20 ou 30 anos atrás era de nível elevadíssimo em comparação com o nível atual. O que podemos fazer? Afinal, a maioria das nossas crianças e jovens são absolutamente normais. O que está acontecendo no processo educacional brasileiro?
Bom, acredito que nós podemos responder há alguns destes questionamentos se estudarmos o próprio método Montessori, assim como também as novas pesquisas de neurociência que vem nos ajudar a entender o funcionamento do cérebro e a forma que aprendemos.
Mas de maneira especial, acredito que Maria Montessori, mesmo tendo falecido na metade do século XX, tem muito a nos ensinar no século XXI. Obviamente, boa parte dos seus escritos se referem a educação infantil, ou seja, pré escola (ou, especificamente, de crianças de 0 à 6 anos de idade).
Se focarmos na questão CRIANÇA PEQUENA, o método em questão é fascinante! Quando li no livro A formação do homem Montessori afirmando que havia crianças de 4 anos de idade sendo alfabetizada, fiquei extremamente encantado e desejoso de conhecer o método.
Quem quiser compreender o método Montessori de maneira ampla, e os exercícios sensoriais para auxiliar a criança na alfabetização espontânea, pode ler o livro Pedagogia Científica. Com certeza este livro auxiliará bastante quem deseja realmente fazer uma mudança positiva na educação brasileira.
O construtivismo distorcido e mal aplicado aqui no Brasil faz com que professores protelem o tempo de alfabetização das crianças, afirmando que “quando ela se sentir pronta, ela aprende”, e, não poucas vezes, a criança chega no Fundamental II com uma enorme deficiência na leitura e escrita.
E com a idade de 9-10 anos é bem mais maçante para a criança aprender. Mas, já com 4-6 anos de idade, segundo Montessori, a criança está no tempo da Mente absorvente, ou seja, ela tem uma energia interior que a faz aprender com grande facilidade e espontaneidade.
Portanto, os professores estão perdendo o tempo certo da alfabetização, deixando para depois, que, pelo funcionamento do cérebro da criança, será mais difícil fixar na mente.
Mas mesmo para o Ensino Fundamental II e Médio os ensinamentos de Montessori são úteis. Obviamente, por ter se dedicado quase que exclusivamente as crianças, a contribuição do método dela para crianças e adolescentes devem ser uma adaptação do método.
Falo isso justamente para evitar confusões; afinal, alguém poderia dizer que o aluno vai aprender só sem o auxílio dos professores, enquanto, na verdade, Montessori fala coisas semelhantes para crianças nos exercícios sensoriais, e não para adolescentes em aula de química.
Existem três princípios do Método Montessori que, adaptados de maneira correta nas demais etapas da educação, poderá contribuir significativamente para uma melhora na educação brasileira. No livro A Criança ela, usando a figura de um embrião vertebrado, faz a seguinte comparação:
- […] poder-se-ia distinguir um todo dividido em três partes: cabeça, região torácica e região abdominal. E, depois, muitos pontos especiais que se vão definindo ordenadamente, pouco a pouco, terminando por solidificar-se: as vértebras.
Assim, no primeiro esboço de um método educativo existe um todo, uma linha básica, onde se destacam três fatores principais: o ambiente, o professor e o material; além disso, muitas particularidades que se vão definindo, justamente com as vértebras. (Montessori, M. A Criança. 1936. Grifo meu)
Esta é, portanto, a vértebra do Método Montessori: o ambiente, o professor e o material. Se queremos transformar a educação no Brasil, devemos, a exemplo de Montessori, trabalhar nestes três pontos. O ambiente escolar, o professor e o material devem ser a vértebra do sistema educacional brasileiro.
No decorrer de A Criança ela explica muito bem como se faz isso na educação infantil, porém, estes princípios podem ser adaptados para os outros níveis. Façamos uma breve análise de como podemos construir essa vértebra educacional no Brasil.
Ambiente
Qual o ambiente escolar hoje? Bom, podemos encontrar de tudo nas escolas brasileiras. Tudo mesmo: cadernos, lápis, bola, pino de cocaína, maconha…
Mas o problema não fica somente na questão da criminalidade; o ambiente “normal” que as escolas têm não promove o aprendizado dos alunos.
Na educação infantil, Montessori criou um espaço preparado de acordo com as necessidades que a criança tem naturalmente. Falando de crianças maiores, 10 anos, ou mesmo adolescentes no ensino médio, como o ambiente pode influenciar no aprendizado? Nós não temos na maioria das escolas um ambiente que leve o estudante a… estudar!
Em suma, nós não temos muitos locais apropriados para a leitura, nem mesmo um real incentivo a leitura. Se um aluno não conseguir estudar em casa por x motivos, ele poderá estudar na escola após a aula? Dificilmente, nossas escolas são tão barulhentas quanto as ruas.
Talvez você diga que é natural de crianças e jovens serem barulhentos. Então, caríssimo, aí é que eu recomendo que você conheça o Método Montessori e descubra como ela colocava turmas lotadas de crianças fazerem silencia de maneira espontânea. A criança gosta de silêncio – e os jovens também; o problema é que nós não os exercitamos no silencio nem lhes preparamos um ambiente propício.
Muito se fala da polêmica da quase retirada da Educação Física das disciplinas obrigatórias do Ensino Médio. Mas, cara para nós: o ambiente para as atividades físicas não é o adequado na maioria das escolas – principalmente para quem estuda a tarde em regiões quentes. Quadras descobertas, falta de material adequado, etc.
Além do mais, a Ed. Física resume-se em duas ou três aulas por semana, onde uma parte é em sala, outra na quadra; muito pouco para fazer alguém ficar em forma. Ela torna-se, na verdade, uma espécie de confraternização dos jovens.
Resultado: saem da Ed. Física cansados, suados, agitados, e não conseguem prestar atenção na aula de Química, Física, Matemática ou qualquer outra disciplina. Afinal, estão agitados…Portanto, nosso “ambiente escolar” é todo bagunçado e não propicia um aprendizado eficaz nos jovens.
Professor
Várias pesquisas mostram que a quantidade de professores sem nível superior é enorme. É bem verdade que nem sempre um diploma resolve as coisas, afinal, ter nível superior não é o mesmo que ter didática. Há muitos mestres e doutores que não conseguem transmitir com eficácia 10% do que ensinam. Porém, é preciso reconhecer que o professor é muito mal formado no Brasil.
Eu sou estudante de Pedagogia, e posso constatar isso. É incrível como nos direcionam para sermos construtivistas, embora citando algumas outras abordagens, porém, sempre somos bombardeados com os pensamentos de Paulo Freire.
Porém, se formos analisar os ensinamentos do próprio Piaget (um dos principais teóricos do construtivismo), podemos contatar que o Construtivismo piagetiano original é bem diferente do que nos ensinam na faculdade. O resultado disso é que formamos milhares de professores todos os anos despreparados, doutrinados sob uma verdadeira ideologia, que tem afetado negativamente várias crianças.
Outro dia mesmo encontrei um colega que cursava Letras, e fiquei surpreso ao saber que ele havia trancado. Um dos motivos relatados por ele, é que não levava jeito para essa coisa de professor, afinal, o que ele aprendia na faculdade, quando ia dar aula nos estágios, não funcionava nada. Eis o problema: a formação do professor é ruim, porque se reza a cartilha de Paulo Freire, enquanto educadores sérios – e a própria neurociência é deixada de lado.
Mas Maria Montessori fala algo importantíssimo sobre o professor em sua obra que fiquei impactado. Segundo a educação montessoriana, o professor não deve buscar corrigir a criança, mas sim os seus próprios defeitos.
Afinal, a criança age por imitação. Qual é o adulto que ela está imitando? Na própria escola – falando em educação infantil -, quando se vai alfabetizar a criança, ela irá escrever como escuta. Se eu não corrijo a maneira que eu falo, a criança vai falar e escrever errado. Eu preciso me corrigir.
Este princípio de corrigir os próprios defeitos, de buscar a própria perfeição, de buscar ser o melhor que pode – não para se exaltar, mas para ser o melhor para os outros, deve estar marcado com fogo no coração do professor. O professor é mal remunerado, mal reconhecido, mas é movido pelo amor.
E porque amamos as crianças e jovens, porque amamos esta VOCAÇÃO que DEUS nos deu, nós, mesmo sem os recursos que queríamos ter, devemos buscar ser os melhores professores que nossos alunos podem ter. Não é questão de remuneração, mas sim de que se nós não nos qualificarmos para contribuir na educação plena das crianças e jovens, teremos um futuro danificado pela ignorância.
- O professor precisa entender essa sua vocação singular na sociedade atual. É preciso buscar a sadia perfeição por amor as crianças e jovens.
Mas, se queremos mudar o sistema, devemos clamar a Deus que realize o milagre de o Estado se importar com a educação. Aliás, não só no Estado, mas também nas próprias universidades que só sugam as mensalidades, mas nem sempre devolvem um ensino de qualidade.
É preciso que se dê formações sólidas, principalmente na área da neurociência (isso é importante, até porque Maria Montessori dizia que sua educação era científica, ou seja, usando que a ciência lhe dava na época. Hoje a ciência tem muito mais a contribuir, mas, no entanto, passamos mais tempo estudando Paulo Freire do que pesquisas da psicologia infantil, neurociência, etc).
É de suma importância que o Estado e a iniciativa privada invista em pesquisa científica, afinal, a universidade é um local de pesquisas (ou deveria ser).
Por fim, caríssimos, entendamos que o professor é uma peça fundamental para vencermos o jogo da educação no Brasil. Sem professores de qualidade, estaremos destruídos. Afinal, quem ensinará a verdade as crianças?
Um meio para salvar as crianças é o homeschooling, também conhecido como educação familiar. Mas os próprios pais precisam lutar contra seus próprios defeitos, e buscar dar duro para ensinar com eficácia aos filhos e/ou aprender junto com eles.
Material
Você já leu os livros didáticos dos teus filhos? Pois é, muitas vezes nós temos um material escolar que imbeciliza o aluno (principalmente em história, filosofia e sociologia). Além do bombardeamento da ideologia de gênero, muitas vezes o material em si traz o problemas de ser fraco mesmo.
Porém, fazendo uma adaptação do método montessoriano para crianças maiores e adolescentes, poderemos ganhar bastante. Montessori usava o sentido das crianças para ensiná-las (ou deixa-las aprender “sozinhas”). Só para servir de exemplo, a alfabetização se dava assim (de maneira bem resumida): a criança está na época de formar enriquecer a linguagem, tudo fixa muito rápido.
Como as línguas latinas são vocais, ou seja, cada letra representa um som, Montessori usava letras soltas onde as crianças podiam tocá-las, sentir o formato, as curvas, enquanto a metra dizia o som da letra, e uma palavra que começava com aquela letra.
Enfim, este alfabeto solto era um material sensorial, que, para esta idade, facilitava o aprendizado espontâneo da criança. Falando em ensino fundamental II e ensino médio, que materiais podemos utilizar?
O que precisamos entender é que passado o período da mente absorvente (por volta dos 6 anos), a criança precisará de um maior esforço para aprender as coisas. Portanto, ela precisará ouvir explicações e ter seu próprio esforço pessoal para fixar determinado conteúdo na mente.
Como bem explicava o Professor Pier, após a aula, o estudante precisa escrever no seu caderno, pois, lendo e escrevendo os pontos principais da aula, usará uma parte maior do seu cérebro e aprenderá com maior eficácia.
Portanto, embora a tecnologia tenha avançado bastante, livro, caderno e lápis ou caneta continuam sendo materiais essenciais para o estudante.
Quando se fala de materiais para auxiliar no ensino-aprendizagem, as pessoas logo vem com a ideia de tablets, computadores, aplicativos, etc. Mas isso não quer dizer eficácia no aprendizado. Tablets não podem substituir caderno e lápis nas escolas – e o professor Pier explica muito bem o porquê (usando a neurociência) (Clique aqui e assista a palestra).
Quando eu penso em materiais para auxiliar no ensino-aprendizagem do Fundamental II e Ensino Médio, me vem à mente, por exemplo, laboratórios de ciências. Qual escola pública tem laboratórios? Raríssimas! Os únicos laboratórios em que os alunos têm algum acesso é o de informática.
Além de não ter eficácia comprovada, parece que os computadores servem apenas para prender os alunos naquela sala com ar condicionado. Não, não gastemos dinheiro à toa. Precisamos gastar conscientemente. Precisamos equipar nas escolas verdadeiros laboratórios, onde o aluno não fique na teoria, mas, auxiliados pelo professor, possam ver na prática.
Isso sem contar a necessidade de se ter boas bibliotecas. Mas infelizmente onde se tem, pouco é usada. É necessário trabalhar inteligentemente nisso para fazer o aluno se interessar pela leitura.
Conclusão
No mais, caríssimos, a principal contribuição que Montessori nos dá é o exemplo de dedicação para educar as crianças. Ela deu o melhor de si em prol das crianças. Ela sabia perfeitamente que das crianças depende o futuro da humanidade.
Se as crianças eram educadas em ambientes que deformavam sua personalidade, teríamos (como temos) adultos cheios de transtornos, neuroses, doentes. Se queres salvar o mundo, salve as crianças. E se seu método educativo buscava a verdade e elevar todos à verdade, busquemos também isso.
Montessori foi inspiradíssima por Deus ao pegar os ensinamentos da medicina e aplicar a educação. Obteve grande êxito. Nós estamos na segunda década do século XXI, temos uma gama de pesquisas científicas nos mostrando como as crianças e jovens aprendem melhor e mais eficazmente. Que tal fazermos da nossa educação também uma Educação científica. Garanto que obteremos resultados positivos e pararemos de passar vergonha no PISA e demais avaliações internacionais.

Fonte: Círios de Nazaré
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por Escola Prisma | 29 maio, 2018 | Dicas da Escola Prisma para os Pais, Método Montessori |
Seu filho passa dez minutos brincando no banho, e isso o faz dormir melhor. Você decide deixar que ele brinque com as panelas, e fica mais fácil estudar depois. Crianças que têm mais liberdade para brincar também são crianças de convivência suave.
Crianças de qualquer temperamento e personalidade, uma vez concentradas, são mais felizes, têm mais iniciativa, mais sucesso no que fazem, lidam melhor com frustração e compreendem melhor orientações. Por quê? E como ajudar a criança a se concentrar?
A criança que se concentra é imensamente feliz.
A frase é de Maria Montessori, mas poderia ser de qualquer grande universidade contemporânea. A concentração é uma das características-chave do desenvolvimento infantil, e embora isso tenha sido descoberto pela primeira vez no começo do século XX, recentemente a concentração foi relacionada a um grupo de funções cerebrais chamadas funções executivas e diretamente relacionada a um desenvolvimento emocional positivo, a melhor desempenho acadêmico e a uma socialização mais saudável. Por que isso acontece?
Quando a criança se concentra, penetra em uma realidade interior que não é acessada sem concentração. Sem concentração, a criança precisa só fazer coisas. Precisa dar conta de tarefas, cumprir ordens, obedecer, controlar-se. Mas não entra em contato com o que acontece dentro dela mesma. Está ocupada demais fora.
Quando se concentra, acontece o contrário. O mundo exterior só existe até as mãos dela. O interior aparece. Ela lida com a sua resiliência, com frustrações, com novos desafios, com a sensação de sucesso e vitória, e a sensação de fracasso, lida com pensamentos, emoções, com seu discurso interior… E na medida em que compreende melhor o que acontece dentro dela, consegue viver melhor fora.
A concentração está mesmo relacionada à felicidade. Mas é mais que isso. Ela está relacionada a propósito. Quando a criança se concentra, não faz as coisas por fazer. Faz porque as coisas fazem sentido. E isso é raro nas vidas das crianças e dos adultos. Num mundo em que na maior parte do tempo se faz coisas porque elas têm que ser feitas, ou porque queremos nos distrair, a concentração é um portal. Para um mundo diferente. Para um desenvolvimento saudável.
A criança sabe de tudo isso. Intuitivamente. Lá dentro. Porque nasceu para se concentrar e se desenvolver da melhor maneira que puder. Por isso ela busca as panelas. Por isso ela tira as calças assim que consegue colocá-las. Por isso ela demora com os brinquedos no banho.
Nós podemos ajudar a criança a se concentrar. Em um texto sobre o assunto, explicamos como:
Como nasce a concentração? A concentração nasce do trabalho. Um trabalho muito especial, que envolva as mãos, a mente e o coração. Que seja interessante, agradável e envolva movimento. De todos os tipos possíveis de trabalho, os que conduzem mais facilmente à concentração são as atividades de independência – que em Montessori nós chamamos de atividades de Vida Prática.
As atividades de Vida Prática são as que permitem à criança se tornar independente do adulto. A criança sempre quer fazer coisas. Nos primeiros seis anos de vida o que mais quer é aprender a fazer as coisas sozinha. Para isso, precisa de nossa ajuda. Nós podemos:
Abaixar ítens da casa para que fiquem acessíveis para a criança.
- Bandejas, travessas, utensílios de cozinha. Livros, roupas, sapatos. Vassouras, rodos, panos. Regadores para plantas, esponjas de banho, sabonete em pedaços.
Demonstrar como se usa cada um desses ítens.
- Atividades de cortar, regar, lavar, limpar…
- Podemos demonstrar em silêncio, para que a criança não se distraia com nossa voz, ou podemos falar sobre o que vamos fazer, com poucas palavras, e então fazer em silêncio.
- Devemos demonstrar devagar, como se alguém estivesse nos ensinando a fazer algo muito, muito complexo.
- E aí devemos convidar a criança para fazer.
As coisas que a criança já sabe usar devem ficar disponíveis para ela, enquanto houver interesse.
- O interesse depende do desafio. Quando não houver mais desafio, o interesse desaparece.
- Isso é um sinal de que podemos oferecer um desafio mais complexo naquela direção.
Depois que a criança estiver trabalhando, não interrompa.
- “Nunca interrompa uma criança em alguma coisa que ela acha que pode fazer sozinha” – Montessori
- “Nunca interrompa uma criança que progride, não importa quão lentamente” – Montessori
A criança não vai se concentrar de uma vez.
No começo pode ser um desafio entender que a criança deseja de verdade se concentrar, e pode ser um desafio maior ainda achar atividades que promovam a concentração. Não se intimide. A criança não vai se concentrar de uma vez.
Primeiro ela vai se interessar, depois se tranquilizar, aí começar a ter algum foco, e só então se concentrar de verdade. A tranquilidade já é um presente precioso.
Para ajudar você, escolhi alguns vídeos do incrível Voila Montessori, que estão numa playlist abaixo. Não se limite às ideias dos vídeos. Siga sua criança e os interesses dela.
Fonte: Lar Montessori por Gabriel Salomão
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por Escola Prisma | 28 abr, 2018 | Dicas da Escola Prisma para os Pais, Método Montessori |
Todas as famílias já se perguntaram em algum momento: por que meu filho não me obedece? Às vezes, a criança obedece a professora, mas não aos pais, às vezes, só a um dos pais e não ao outro, e em alguns casos as crianças obedecem de vez em quando, mas não sempre.
Existe uma explicação para isso, e um jeito de mudar. Maria Montessori respondeu essas perguntas e explicou como o adulto pode se tornar digno da obediência da criança, em seu melhor livro, Mente Absorvente.
No livro, Montessori explica que a obediência se desenvolve em três níveis, e que só no terceiro a criança consegue obedecer de verdade. Vamos conhecer os três níveis agora, e entender como ajudar a criança em cada um deles.
1. Primeiro Nível da Obediência
As crianças que estão no primeiro nível da obediência obedecem de vez em quando, mas não obedecem sempre. A obediência exige que a criança abra mão do que ela gostaria de fazer, para executar o que outra pessoa pediu.
No primeiro nível, a criança obedece quando a sua vontade e a da pessoa que pediu são iguais, ou, mais raramente, quando tem sucesso em suplantar a sua vontade pela do outro.
É muito fácil para um adulto se incomodar com a falta de constância na obediência da criança. “Se ela consegue me obedecer de vez em quando, por que não sempre? Ela só faz as coisas quando quer!“, é o que pensa o adulto.
E ele não sabe que está correto, mas que sua raiva está mal colocada. Por enquanto, a criança ainda não amadureceu o suficiente para abrir mão de sua vontade pela vontade do outro. Nesse período, precisamos ter paciência e continuar a oferecer para ela um excelente ambiente, um comportamento adulto paciente e útil, e escolhas.
2. Segundo Nível da Obediência
O segundo nível da obediência me parece ser o mais crítico de todos. Nele, a criança tem muito mais sucesso em suprimir a sua vontade e executar a vontade do outro. Ela está suficientemente desenvolvida para obedecer com muita frequência. Mesmo assim, de vez em quando falha, porque afinal de contas ela tem vontades, e por vezes vai se opor à nossa vontade.
Nesse período, quase todos os adultos param, e vivem uma disputa eterna com as crianças, que pode durar muitos anos. Como sabem que a criança é capaz de obedecer, os adultos usam todas as ferramentas que têm para chegar à obediência.
Castigos e prêmios surgem com força aqui, e não desaparecem mais. Recompensas, chantagens, barganhas, tudo aparece nesse período, para conquistar a obediência da criança. Geralmente não funciona. Mas mesmo quando funciona, tudo o que essas ferramentas fazem é impedir a criança de chegar ao terceiro nível.
3. Terceiro Nível da Obediência
No terceiro nível da obediência acontece a mágica de Montessori. A criança deixa de obedecer porque é capaz, e passa a obedecer porque deseja e sente prazer. No terceiro nível, a criança se mostra quase ansiosa para receber orientações e seguí-las com o máximo de perfeição.
Mas não são todos os adultos que chegam a esse ponto com suas crianças. Existe um adulto que a criança gosta de obedecer.
A criança obedece com prazer os adultos que ela admira. A obediência que a maioria dos adultos conseguem vem da opressão, do medo, da recompensa, ou da troca. Mas a obediência que traz felicidade à criança não é essa. Ela obedece feliz quando obedece porque admira. Quem a criança admira?
O Adulto Admirável
O adulto que consegue compreender as necessidades da criança, organizar para ela um excelente ambiente, ter com ela um comportamento elegante, cuidadoso, amoroso e firme, que a ajuda a conquistar a própria independência e que respeita sua necessidade de trabalhar sozinha sem ser interrompida… Esse é o adulto admirável.
A criança olha para esse adulto e pensa: “Ele é sábio. Ele me vê por dentro. Se eu seguir o que ele pede, posso me tornar alguém assim”, e a criança obedece não porque ela é menor e nós maiores, mas porque nós somos fascinantes e ela deseja se transformar em um adulto fascinante também.
Parar no segundo nível da obediência, como quase todo mundo faz, leva a um mundo de pessoas obedientes em excesso, que questionam pouco as regras absurdas de nosso mundo, e estão dispostas até mesmo a matar e morrer por obediência cega a líderes ruins.
Pela felicidade de nossos filhos e pelo bem da humanidade, devemos saltar para o terceiro nível da obediência, em que a criança escolhe obedecer as pessoas que ela admira, quando as ordens são razoáveis.
Nem toda ordem deve ser obedecida. Nem todo adulto merece obediência, e a criança sabe disso. Se abrirmos mão dos castigos e dos prêmios, descobriremos de novo nossas crianças, e então, nos tornando adultos admiráveis, conquistaremos sua confiança, admiração e, se for bom para todos, sua obediência feliz.
Em Montessori não defendemos crianças disciplinadas, mas autodisciplinadas, não as que obedecem cegamente, mas as que podem escolher obedecer quando a vontade do outro é melhor que a sua, e vale a pena abrir mão da sua para seguir uma que é melhor e, sobretudo, admirável.
Fonte: Lar Montessori por Gabriel Salomão
por Escola Prisma | 23 abr, 2018 | Ecossistema Escola Prisma, Educação Infantil, Família e Escola, Método Montessori |
No título deste texto, usei aspas em Família Montessoriana, e ao longo do texto usarei itálico. Farei isso para repetidamente deixar claro: famílias montessorianas não existem. Assim como não existe método Montessori e não existem princípios montessorianos.
A lembrança importa
Chamamos de método Montessori um determinado conjunto de princípios filosóficos, psicológicos e pedagógicos, que tiveram seu início ao longo da primeira metade do século XX por ação direta de Maria Montessori.
Ela mesma, porém, não tomou para si o método que desenvolveu e nem o batizou com seu nome. Até o fim de sua vida, quando se referia ao método pelo seu nome, dizia algo como “aquilo que chamam de método Montessori”.
Pedagogia Científica
O nome preferido por Montessori para a ciência da infância à qual deu o passo inicial foi Pedagogia Científica.
A lembrança do nome original e da forma de pensar de Maria Montessori evita que nos confundamos e nós digamos montessorianos quando, de fato, admiramos Montessori e sua criação, mas não levamos à prática os postulados científicos que propôs.
A ideia deste texto é ajudar famílias que descobriram Montessori há pouco tempo em seus passos iniciais, e dar suporte às famílias que já buscam utilizar Montessori em casa tanto quanto possível. Além disso, esse texto tem a estrutura de uma lista, então você pode ler aos poucos.
1. Famílias Montessorianas preparam o ambiente das crianças
Um dos pilares da pedagogia desenvolvida por Maria Montessori é a preparação do ambiente da criança. Preparar um ambiente significa olhar para ele do ponto de vista dos pequenos e realizar as modificações necessárias para que as crianças possam ter liberdade e independência.
Com base nessa ideia, utilizamos uma cama que fica muito próxima do chão, para que a criança não precise escalar a cama na hora de dormir.
A partir disso, também, instalamos uma barra no quarto das crianças que estão aprendendo a andar, para que elas possam se tornar independentes de nós nessa ajuda e possam se exercitar sempre que quiserem com segurança. Colocamos um espelho, para que a criança se conheça.
Em outros cômodos também tornamos a vida da criança mais próxima de uma vida total e feliz: comida, água e bebidas apropriadas podem ficar ao seu alcance em pequenas quantidades, o banheiro pode ter um banquinho e um penico, para que a criança alcance a pia e possa utilizar o banheiro sem precisar do equilíbrio do encaixe no vaso sanitário e com o mesmo conforto que um adulto tem quando se senta para suas necessidades.
A sala pode ter um cantinho da criança e, pensando no exercício de sua liberdade e de sua independência, precisa permitir o movimento. Por isso, é importante ensinar a criança a segurar da forma certa tudo o que quebra ou, enquanto ela é nova demais, modificar a localização de alguns pertences, para que corramos todos menos riscos.
A ideia não é restringir a vida do adulto, como muito se coloca. Mas possibilitar a vida da criança, como faríamos, talvez, com um adulto que não enxergasse ou não pudesse caminhar. A criança é um habitante da casa, e deve ser respeitada.
Quando defendemos a preparação do ambiente da criança, não falamos de adaptação. Permita que repitamos: não falamos de adaptação. O ambiente da criança conforme a orientação de Montessori é o mais próximo possível do ambiente natural.
Ambientes naturais são, por natureza, essencialmente baixinhos. Há água disponível na altura do chão, arbustos com frutas, raízes comestíveis, abrigo, tudo. Há toda uma vida que não chega à cintura de um adulto. Então, quando preparamos o ambiente para a criança, nós não adaptamos.
Nós preparamos ou, no máximo, retornamos a aquilo que é natural para o desenvolvimento da criança pequena, e com o que convivemos por quase dez mil anos de civilização, sem contar os milhões de anos de evolução.
2. Famílias Montessorianas escutam, vêem e observam as crianças
Todos nós escutamos, vemos e observamos crianças, pode-se argumentar. E então, podemos pensar na frase de Saramago: Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara.
A ideia de escutar, ver e observar a criança não é a de conviver com ela, com o celular, com a refeição em preparo, com as tabelas numéricas e com as obrigações diversas ao mesmo tempo.
A ideia é, pelo menos durante alguns momentos (quem sabe, de forma otimista, períodos) do dia realmente viver junto, escutar com atenção, ver com amor, observar com cuidado.
Para termos clara ideia de quanto devemos escutar, ver e observar nossas crianças, podemos pensar em quanto escutamos, vemos e observamos aqueles a quem escolhemos amar, no início do relacionamento.
Uma infinidade de conflitos pode ser prevenida simplesmente por ouvirmos nossos pequenos e tentarmos compreender o que os está chateando. Às vezes, são mesmo coisas que não podemos remediar. Mas às vezes podemos e, nesses casos, vale a pena tentar – e só podemos tentar, se pudermos ouvir. Precisamos fazer isso entre adultos também, na verdade.
Precisamos ver nossas crianças. Prestar atenção nelas. Precisamos ver como estão seus olhos, por exemplo. Precisamos checar se brilham. Os olhos das crianças devem brilhar. De interesse, de alegria, de curiosidade, de criatividade, de suspense, de atenção, de concentração, de esforço, de contentamento, de tranquilidade, de afeto, de segurança, de amor.
Os olhos deles têm motivo para brilhar o tempo todo. Se não estiverem bem brilhantes (e como professor e palestrante, convivendo com muitas crianças de cada vez, eu infelizmente posso dizer com certeza que não são todas as crianças que têm olhos brilhantes), se não brilharem por tudo o que há na vida, então há algo muito errado.
Pode ser a televisão, que apaga a luz dos olhos na medida em que emite luz da tela. Pode ser a falta de independência, que pedra por pedra des-edifica o interesse da criança pelo mundo.
Pode ser o autoritarismo, que deixa tão pouco espaço para ação que não vale mais a pena achar graça na vida. Pode ser a escola, que age de forma a violentar a natureza da criança, e a violência apaga mesmo o brilho dos olhos.
Precisamos fazer de tudo para manter o brilho nos olhos de nossos filhos e alunos. E precisamos fazer de tudo para reavivá-los, se começam a esmorecer. Sobretudo, precisamos observar as crianças pequenas.
Precisamos ver o que querem fazer agora. Precisamos observar que tipo de independência estão tentando adquirir e tentar entender como podemos ajudar indiretamente – sem substituir a criança em seus esforços.
Precisamos registrar nossas observações de algum jeito, para que possamos compreender nossas crianças melhor, e ajudá-las com mais certeza, e mais cuidado. Observar, e registrar observações, é uma forma de garantir que estamos dando atenção às nossas crianças – o perigo de nos tornarmos famílias burocratas é tão pouco presente que não vale tratar dele.
O registro da observação precisa vir sempre depois da necessidade de atenção e amor, é claro. Mas é bom que exista.
3. Famílias Montessorianas amam, conhecem e exploram o universo com as crianças
Maria Montessori disse que não era suficiente amar a criança. “Antes, é necessário amar e conhecer o universo”.
Se desejamos que nossas crianças possam satisfazer o interesse que têm naturalmente pelo mundo, se esperamos que sua curiosidade seja a maior motivação para seu aprendizado, e se queremos que no presente e no futuro elas possam cumprir de forma exemplar seu papel no mundo, precisamos ter verdadeira paixão por esse mundo. Fascínio mesmo. E enxergar nele belezas quase indescritíveis.
É preciso, por exemplo, olhar para uma árvore e enxergá-la com uma incrível elo em uma sequência infindável de vida que faz o universo – pelo menos o Planeta Terra – funcionar em equilíbrio.
É preciso ver na lagarta que caminha pela casca um ser vivo cumprindo sua tarefa cósmica e próximo a se tornar uma borboleta, que irá polinizar flores e permitir que a Natureza se mantenha, assim.
É preciso ver beleza onde há vida, e onde não há. Perceber a imensidão da Terra sob nossos pés e a da atmosfera acima de nossas cabeças. É preciso reconhecer essa beleza que deixou há muito de ser óbvia, desde que nos desligamos da natureza e dos rituais que a celebravam. O caminho de retorno a esse encanto, hoje, para a maior parte de nós, acontece por meio da ciência.
O mundo humano, também, cheio de encantos, é tema de maior interesse para as crianças mais velhas. De seis ou sete anos em diante.
As culturas, os costumes, as línguas, as formas de viver, as festas, as religiões, as diferentes versões da(s) História(s) e as várias formas de retrato do humano, nas artes plásticas, na poesia, na música – e também na agricultura, no comércio, na construção de cidades.
Assim como os limites da compreensão e da exploração humana, à Lua, ao Everest, ao fundo do mar, às selvas mais escondidas. Da mesma forma que os testes máximos do humano, contra a fome, a sede, a luta pela sobrevivência e todo tipo de máximo e mínimo atingido pelo humano, tudo interessa, tudo deve nos interessar.
De tudo o que lermos, assistirmos, escutarmos podemos tirar pedacinhos de conhecimento que formarão verdadeiros universos em nossas conversas com nossas crianças, e nos permitirão ajudar os pequenos a desbravar a humanidade e o planeta que habita.
4. Famílias Montessorianas compreendem as necessidades do desenvolvimento
Não acima de tudo, mas sem dúvidas em posição de grande importância, se encontra o conhecer o desenvolvimento. Não é necessário ser um especialista em cada osso, órgão, nervo e estágio psicológico das crianças.
Mas é necessário conhecer um pouco do desenvolvimento motor, especialmente até os três anos, e encontrar uma linha com a qual você concorde, e que faça algum sentido cientificamente, no caso de Montessori, para explicar o desenvolvimento mental das crianças.
No caso de Montessori, o livro Mente Absorvente e o livro A Criança são os dois melhores locais para se encontrar esse tipo de informação. O primeiro explica o desenvolvimento das capacidades mentais da criança e os motivos psicológicos pelos quais nós podemos e devemos deixar a criança em liberdade, além de explicar o desenvolvimento da fala e o das mãos.
Já o segundo traz importantes observações sobre a saúde mental da criança pequena e o que chamamos de períodos sensíveis – intervalos ao longo do desenvolvimento durante os quais a criança está mais apta a determinados aprendizados ou à aquisição de determinadas habilidades.
Para isso é mesmo necessário estudar um pouco. Mas em pouco tempo você aprende o básico necessário para compreender melhor sua criança. Compreendendo-a, você será capaz de proporcionar a ela liberdade, experiências e objetos muito mais adequados ao estágio de desenvolvimento em que se encontra, e esse tripé tornará a vida de vocês muito mais tranquila e muito mais feliz.
5. Famílias Montessorianas vivem uma revolução
Esse tópico foi, na verdade, o que me motivou a escrever o texto inteiro. Utilizar os princípios descobertos por Montessori para auxiliar a vida da criança não é comum. Não é o que se faz em larga escala hoje. Não é o que se espera que seja feito.
Não é o que as prateleiras de livrarias sobre vida em família sugerem que se faça, e não é o que os programas de televisão sobre disciplina infantil pregam. Viver de acordo com as necessidades da criança, permitindo sua liberdade e favorecendo sua independência é um imenso serviço de compaixão, intenso e profundo, que modifica a forma como enxergamos a vida e como a vivemos.
Montessori disse, em Mente Absorvente, que o que nos trazia era uma revolução pacífica, que não deixaria intocado nada do que existe no mundo, e que se levada até o final, seria a última de todas as revoluções.
As famílias que hoje carregam Montessori para suas crianças, e as escolas que compreendem essas famílias, compreendem essas crianças, e levam Montessori verdadeiramente à sua prática também, são a linha de frente da revolução mais fundamental da humanidade. Aquela que terminará com o problema social mais universal que temos: a opressão da infância.
Se você pesquisou, leu, compreendeu e começa a aplicar Montessori agora, seja bem vindo. Se você já o faz há algum tempo, vamos juntos. Nossa revolução é universal, e ao mesmo tempo é muito, muito pequena.
É uma revolução de detalhes: uma jarra que caiba nas mãos de nossas crianças, uma cama alguns centímetros mais baixa e um sabonete que seja pequeno o suficiente para não escorregar das mãos de nossos filhos e alunos. Nossa revolução é bem pequena.
Mas tem a força do sorriso de seu filho. E o brilho de seus olhos. Nessa revolução, conte com amigos, colegas, pessoas que possam apoiar você em sua caminhada, e possam ajudar você sempre que necessário.
Você não deve e não precisa ser sozinho na aplicação de Montessori para ajudar a vida de sua criança. Nós todos queremos um mundo de paz. Nós todos queremos ajudar a vida.
Fonte: Lar Montessori por Gabriel Salomão