Habilidades Socioemocionais

Habilidades Socioemocionais

O que são habilidades socioemocionais e qual sua importância?

As habilidades socioemocionais estão ganhando cada vez mais relevância no ambiente de trabalho. O profissional do futuro precisará saber lidar com os desafios, analisar dados, gerenciar suas emoções e trabalhar de forma colaborativa com outras pessoas.

E qual é o papel do educador nesse processo? O professor precisa entender que o processo de ensino-aprendizagem deve ir além de materiais básicos como Matemática e Português.

A escola do futuro já está modificando suas atividades para unir teoria e prática, desenvolver o ser humano como um todo e favorecer as relações interpessoais.

O que são as habilidades socioemocionais?

As habilidades socioemocionais envolvem aptidão para lidar com desafios, ter habilidade para dialogar com os outros e saber entender e administrar os próprios sentimentos. Dessa forma, o indivíduo aprende a gerenciar melhor as situações do cotidiano e a trazer resultados para o local em que atua.

Por isso, está cada vez mais em evidência a necessidade de ter habilidades socioemocionais no ambiente de trabalho. As empresas buscam profissionais com inteligência emocional para lidar com os problemas, gerenciar equipes e atender clientes.

O que fazer para chegar lá? Essa habilidade pode ser trabalhada ao longo da vida do indivíduo, no ambiente escolar e familiar. Por isso, é tão importante propiciar novas experiências, o trabalho colaborativo e a consciência sobre “quem eu sou” ao longo do percurso escolar.

Por que as habilidades socioemocionais são importantes?


Elas são necessárias no dia a dia do indivíduo, bem como no ambiente de trabalho. Afinal, é sempre importante ter um colaborador capaz de lidar consigo e compreender o outro para tomar decisões dentro da empresa. Portanto, ter habilidades socioemocionais torna-se imprescindível para que o professor as reconheça e também é uma inteligência importante de ser desenvolvida no aluno.

O novo profissional precisará ser capaz de se adaptar às mudanças do cotidiano cada vez mais rápido, gerir projetos e aliar conhecimento técnico ao conhecimento humano. Por tudo isso, faz-se necessário desenvolver as habilidades socioemocionais desde criança.

Qual é a diferença entre inteligência cognitiva e inteligência socioemocional?

A habilidade de lidar com as emoções se tornou um assunto em alta no mercado de trabalho após o lançamento do livro “Inteligência Emocional”, de Daniel Goleman. O psicólogo estudou as emoções e a capacidade de aprendizado das pessoas de acordo com os seus níveis de inteligência:

  • inteligência cognitiva, avaliada pelo quoeficiente de inteligência (Q.I.). Ela representa a intelectualidade e a capacidade de raciocínio lógico, que até então era considerada a característica mais importante dos indivíduos;
  • inteligência emocional, avaliada pelo quoeficiente emocional (Q.E). Ela considera diferentes habilidades do ser humano como o controle de suas emoções, automotivação, facilidade para se relacionar com as outras pessoas, entre outros.

Ter as duas inteligências bem desenvolvidas é essencial para um profissional ter sucesso. Afinal, fica muito difícil de ter uma vida intelectual plena se a pessoa apresenta um baixo nível de inteligência emocional.

Um exemplo bem simples dessa situação é quando um jovem realiza uma prova do vestibular. A pessoa estudou bastante a vida inteira, tem conhecimento em diferentes disciplinas, mas fica tão nervosa durante a prova que acaba tirando uma pontuação baixa porque não conseguiu pensar com clareza.

Isso pode ocorrer em diferentes situações da vida das pessoas, como em uma entrevista de emprego, concurso, rotina de trabalho, reuniões corporativas e atividade em sala de aula. Logo, ter habilidade para lidar com os sentimentos e com os outros também leva à inteligência da ação.

Portanto, é primordial a escola trabalhar com as duas áreas da inteligência: a cognitiva e a emocional. Dessa maneira, os alunos conseguem desenvolver todas as habilidades necessárias para o futuro e o bom relacionamento com os outros.

A primeira proporcionará o conhecimento técnico e do mundo ao seu redor, enquanto a outra desenvolverá o sentimento de empatia, compreensão em relação ao outro, facilidade de diálogo e compaixão pelas pessoas ao longo da vida.

Em breve, segundo os estudos, a educação também abordará a inteligência do fazer, da ação. Uma atenção especial será dirigida à qualidade da ação e da vontade das crianças.

Como ajudar as crianças a desenvolverem as habilidades socioemocionais?

É papel do educador trabalhar as duas formas de inteligência em sala de aula. Afinal, ambas são necessárias na boa formação do indivíduo.

Como isso pode ser feito? Os trabalhos em equipe, por exemplo, estimulam a criatividade, o relacionamento interpessoal e o desenvolvimento do sentimento de empatia, uma vez que é necessário saber ouvir e expor sua opinião para os outros.

Esse tipo de atividade também ajuda a desenvolver um raciocínio lógico e o poder da argumentação, além da habilidade de lidar com suas emoções e saber ser contrariado. Essa situação simples já está preparando o aluno para lidar com seu ambiente de trabalho no futuro.

Também é possível desenvolver as competências socioemocionais com atividades lúdicas, como música, artes, rodas de conversa e experimentação. Por isso, algumas faculdades de pedagogia também estão desenvolvendo essas atividades durante a formação de professores.

O trabalho para pedagogos não será apenas formar cidadãos prontos para entrar em uma faculdade e aprender mais técnicas e teorias. Ele envolverá a compreensão das dificuldades de seus alunos e criatividade para realizar projetos diferenciados.

Participação dos pais nesse processo

Os pais também são fundamentais no desenvolvimento dos dois tipos de inteligência em seus filhos. Isso porque eles também são exemplos a serem seguidos pelas crianças e podem complementar o trabalho da escola.

Como assim? Se o professor estimula a participação dos alunos, o pensamento crítico e o diálogo, os pais também precisam criar um ambiente propício para o diálogo e o questionamento.

Além disso, a família também pode estimular a proatividade e participação dos filhos nas atividades dentro de casa. Essa é uma maneira de criar empatia, formar um cidadão preocupado com os outros e interessado em colocar em prática o que aprendeu.

Logo, é necessário pensar em um modelo de educação humanizada para que os professores saibam promover um ambiente propício em sala de aula para desenvolver os dois tipos de inteligência. Para complementar, é fundamental criar uma relação harmoniosa com os pais dos alunos para estimular a continuidade desse aprendizado na família.

Fonte: Faculdade Rudolf Steiner

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Escola do Meu Filho, Como Escolher?

Escola do Meu Filho, Como Escolher?

Escola do Meu Filho, Como Escolher? checklist para escolher a melhor opção para seu filho

Uma das grandes preocupações da família diz respeito à educação que o filho receberá na escola ao longo de seu desenvolvimento. Essa é uma questão delicada, já que, existem diferentes linhas educacionais, que promovem a aprendizagem utilizando diferentes teorias e recursos, o que pode dificultar ou facilitar o processo de decisão.

Para auxiliar nesse desafio, separamos algumas dicas que vão te auxiliar a entender como escolher a escola do filho de modo que ela seja compatível com o que você espera para o futuro dele.

Veja, a seguir, alguns pontos principais a serem avaliados!

Antes de começar a busca, reflita sobre essa pergunta: Qual tipo de educação que eu quero para o meu filho? E é preciso lembrar que não falamos só para pais e mães, estamos sim falando para a família.

Sintonia entre escola e família

O primeiro passo na hora de escolher a escola do seu filho é ter em mente que tipo de educação você gostaria que ele tivesse, uma que esteja em acordo com as crenças e valores que permeiam sua casa, pois as duas caminharão juntas.

Depois reconhecer qual a sua visão, é hora de procurar qual escola se aproxima mais do perfil que você se enquadra, mas também considere os interesses de seu filho. É preciso que os interesses e estilos conversem, como uma família que tem uma forma mais tradicional de educar, colocar seu filho para estudar em uma escola mais flexível.

Linha pedagógica seguida pela escola

É interessante fazer uma pesquisa prévia sobre as linhas metodológicas de ensino para não cair em possíveis floreios que o orientador pedagógico possa fazer. Existem mais modelos e vertentes educacionais do que podemos imaginar, por isso é importante saber se a escola é firme quanto à sua metodologia e se ela é compatível com o que você conhece.

Mais do que conferir como a escola se autodenomina, vale a pena conversar com o diretor e o coordenador pedagógico, para entender como o projeto pedagógico é desenvolvido na prática, número de alunos por sala, se informar a respeito da equipe docente, se há investimento na educação continuada dos profissionais que ali trabalham.

Para verificar se o profissional sabe mesmo do que está falando, procure fazer perguntas práticas do tipo: “Que conteúdos meu filho vai aprender?”, “Como vocês estimulam o processo de aprendizado”, “Que tipo de atividades são oferecidas ao longo do dia?”, “Como é o tempo dedicado às brincadeiras?”.

Agenda e Comunicação da Escola

Se o seu filho ainda não fala, é muito importante verificar como acontece a comunicação da escola com os pais. Geralmente, a própria instituição oferece uma agenda na qual são marcadas observações básicas de alimentação, higiene e desenvolvimento. Além desse sistema, muitas instituições têm adotado aplicativos para celular.

Adequação às suas necessidades e prioridades

Alguns aspectos práticos devem ser levados em consideração, como o valor da mensalidade, a localização, o horário da aula, o calendário escolar, a grade curricular, a alimentação, os eventos comemorativos, entre outros detalhes que podem ser importantes para você.

O recomendável é que a família faça uma lista das prioridades e do que não pode faltar na escola, para que isso seja verificado mais facilmente na hora de buscar e pesquisar as opções de escola. É interessante que sejam feitas visitas à instituição, inclusive com seu filho, para que vocês percebam o ambiente, conheçam o espaço e vejam se tudo está dentro das suas expectativas, é importante também considerar as considerações de seu filho, isso facilitará na adaptação.

Atividades oferecidas pela Escola

As atividades oferecidas às crianças também dizem muito sobre a forma como a escola se compromete a estimular os pequenos. Normalmente, são ofertadas aulas de artes plásticas, música, educação física, além das tradicionais (motricidade, elementos da matemática, língua e literatura).

Algumas instituições vão além e disponibilizam aos seus alunos outras práticas, como horta, culinária, teatro, línguas e artes marciais.

Turnos disponíveis

Se você trabalha 8 horas e não tem com quem deixar seu filho no restante do dia, precisa avaliar seriamente o funcionamento do turno integral. Ao contrário do que muita gente pensa, possibilitar a permanência da criança em ambiente escolar durante todo o dia é uma oportunidade de incrementar seu desenvolvimento de forma sadia.

Experiência da Escola

Apesar de aquele colégio que abriu na rua onde você mora parecer ser um lugar bacana, com brinquedos novinhos e com uma proposta pedagógica interessante, não subestime o peso da experiência.

Escolas que têm mais tempo de mercado já passaram por várias tentativas-erro, encontraram sua identidade e possuem resultados comprovados. Além disso, instituições experientes costumam investir mais em professores capacitados e infraestrutura adequada.

Referências sobre a instituição

Obter informação nos dias de hoje é extremamente fácil e você deve usar isso ao seu favor. A começar pelo site, muitas instituições também divulgam seus projetos e atividades por meio das redes sociais, dessa forma você já pode ter algumas informações básicas para fazer uma primeira seleção. Mas você não deve parar por aí!

Busque opiniões e referências em seu meio de confiança, e você pode também tentar conversar com alguns pais e, principalmente, alunos no horário de entrada ou saída das crianças.

Adaptação às tendências futuras

A ideia tradicional de que escola serve apenas como local de apreensão de conteúdo tem deixado de fazer parte da nossa sociedade. Cada vez mais tendências e inovações têm aparecido e saber se a escola está aberta a elas é um ponto muito importante.

Uma das novidades do século XXI é a educação socioemocional, que acredita que o aluno deve aprender a desenvolver-se como um todo, exaltando o autoconhecimento, a resolução de conflitos, a convivência social, a inteligência emocional e as competências de relacionamento. Escolher uma escola que preza por esse tipo de educação é, sem dúvidas, um grande diferencial para o crescimento do seu filho.

Todo cuidado é pouco na hora de tomar essa decisão, afinal, grande parte da construção social e pessoal do seu filho dependerá da escola que ele frequentará ao longo de sua vida. Por isso é tão importante seguir essas dicas de como escolher a escola do filho!

O que você achou do artigo?

Sabe alguma outra dica para a escolha da escola para meu filho filho? Então compartilhe conosco sua opinião e experiência nos comentários abaixo!

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O que é Ensino Híbrido?

O que é Ensino Híbrido?

O ensino híbrido é uma tendência para o século XXI e com a pandemia do covid-19 essa metodologia tem sido muito buscada pelas instituições de ensino. Mas você sabe o que é e como aplicar o ensino híbrido na sua escola?

O ensino híbrido é uma proposta inovadora para a educação básica porque permite aplicar os benefícios da tecnologia em sala de aula. Neste modelo, o estudante tem acesso a aulas presenciais e online.

O objetivo é combinar as vantagens da educação presencial e a distância com o intuito de estimular as interações sociais e culturais e ainda proporcionar o contato com as ferramentas tecnológicas do campo da educação. O ensino híbrido pode ser adotado por escolas das diferentes séries da educação básica. No entanto, é mais comum no ensino fundamental e médio. 

Benefícios do ensino híbrido

Para que alcance os objetivos a que se propõe, o uso da tecnologia no ambiente escolar deve ser acompanhado pelos educadores e conter um direcionamento pedagógico. Assim, é possível contribuir para o desenvolvimento de diferentes habilidades.

Confira alguns benefícios do ensino híbrido:

  • Aperfeiçoamento da criatividade 
  • Estimula a capacidade de manter o foco e atenção
  • Aprendizagem para uso do computador e uso da internet
  • Conhecimentos sobre o campo da informática, softwares e hardwares
  • Aprendizado mais atualizado, que acompanha as atuais mudanças da sociedade.

Ensino Híbrido e o que você precisa saber sobre essa modalidade

  • Essa tendência da Educação alia a praticidade do ensino online com a força do presencial

O Ensino Híbrido é uma das maiores tendências da Educação do século 21

O Ensino Híbrido é uma das maiores tendências da Educação do século 21, que promove a integração entre o ensino presencial e propostas do ensino a distância (EAD). Ou seja, conecta a educação à tecnologia, que já está tão presente na vida do estudante. Nesse sentindo, a ideia é que as partes online (remoto) e offline (presencial) se conectem e complementem, proporcionando diferentes formas de potencializar o aprendizado dos alunos.

O estudante possui controle sobre, o modo, o ritmo e o local de estudos

Na parte online, o estudante possui controle sobre o tempo, o modo, o ritmo e o local de estudos. Por exemplo, ele pode estudar em sua casa, na escola, no laboratório de informática. Além disso, o aluno pode realizar pesquisas em seu celular, computador ou usando um tablet. O que importa é que, no online, ele controle o seu estudo, o que favorece a tomada de decisões e sua autonomia.

Encontros presenciais realizados nas escola

Já na parte offline, que são os encontros presenciais realizados nas escolas, pode ter diversos momentos: o estudante estudando em grupos ou com a turma, com ou sem a presença do professor, ou até mesmo em momentos individuais. O mais importante dessa parte é a valorização das relações entre alunos e professor e entre alunos e seus colegas de turma. O objetivo central é a qualidade na aprendizagem da aula.

Como funciona o ensino híbrido 

No ensino híbrido são valorizadas as interações sociais no ambiente escolar e o aprendizado de forma individual a partir do contato com o ambiente virtual. É fundamental que os dois momentos sejam complementares. Dessa forma, poderão promover uma educação mais dinâmica e personalizada.

Na fase presencial os educadores estimulam o convívio social entre os alunos e com o professor. Já a parte dos exercícios digitais proporciona um pouco de autonomia ao estudante para escolher local e horário para o seu aprendizado, além de adquirir conhecimentos importantes para o seu desenvolvimento profissional.

Conceito de Ensino Híbrido

O ensino híbrido, conhecido também como blended learning, é a combinação do ensino presencial, que ocorre na sala de aula, com o ensino à distância, que utiliza tecnologias para a continuidade do ensino.

O Instituto Clayton Christensen aponta que pelo ensino híbrido é possível usar a tecnologia na cultura escolar para personalizar o processo de aprendizagem, sem abandonar o aspecto presencial das aulas mais tradicionais, e sim somando com o digital.

As aulas presenciais têm como foco a interação entre professor e alunos. Os conteúdos e atividades são passados de forma online, e, assim, a aula presencial serve para tirar dúvidas, discutir assuntos e ainda desenvolver trabalhos e atividades. Quando se trata de aulas onlines, alunos podem ter acesso a plataformas EAD para realizar tarefas e ter acesso a conteúdos, individualmente.

Ensino híbrido, o que é e como implementá-lo na sua instituição?

Não é novidade que as tecnologias e metodologias de ensino passam por transformações constantes para atender a sociedade. Contudo, a presença tecnológica na educação tornou-se ainda mais necessária ao longo dos anos. A pandemia, em 2020, fez com que as instituições de ensino se adaptassem para dar conta de um novo cenário, com as aulas remotas.

E justamente por conta dessa necessidade de adaptação, viemos falar sobre uma metodologia que ganhou espaço nos últimos tempos: o ensino híbrido. Neste artigo, explicaremos os conceitos sobre o tema e de que maneira sua escola ou curso poderá implementá-lo no dia a dia. Quer saber mais? Confere com a gente!

Conheça alguns dos modelos de ensino híbrido:

Os modelos de rotação utilizam de diferentes espaços, dentro e fora da sala de aula, para que os alunos revezem entre si atividades de acordo com um horário pré-definido conforme foi orientado pelo professor. Seguindo o modelo de rotações, é possível aplicar:

Sala de aula invertida

o estudante tem contato com o conteúdo antes da aula, de forma com que se prepare para as atividades posteriores. Assim, o aluno traz uma bagagem de conhecimento para a aula e compartilha para o restante da turma.

Flex

No modelo flex, os estudantes alternam as modalidades de aprendizado de forma fluida e personalizada, tendo o ensino online como base principal. Aqui, cada aluno aprende no próprio ritmo e o professor mantém-se disponível para tirar dúvidas. Por ser um modelo disruptivo, que propõe uma organização incomum, ele é pouco conhecido no Brasil. 

À la carte

No “à la carte”, o aluno estuda em um ou mais cursos online, além dos tradicionais na escola em formato presencial. Nessa modalidade, o aluno escolhe o que deseja cursar de acordo com sua própria conveniência e rotina. 

Rotação individual

Como o próprio nome sugere, nesse modelo o aluno rotaciona individualmente entre diversas estações de ensino. O ideal, nesse caso, é que cada estação trabalhe o mesmo conteúdo utilizando recursos diferentes – como livros, vídeos, músicas e brincadeiras. Dessa maneira, o aluno poderá aprender o conteúdo proposto de diversas formas para fixá-lo de diferentes modos.  

Virtual enriquecido

Esse modelo divide o aprendizado entre componentes online e offline. Apesar de o tempo de interação entre aluno e professor ser necessário, no modelo virtual enriquecido, o aluno não tem a obrigatoriedade de estar na instituição fisicamente todos os dias.

Rotação por estação

Na rotação por estação, os alunos são organizados em grupos que realizam tarefas de acordo com a proposta do professor para cada um deles – geralmente, na sala de aula física. Os grupos podem ser envolvidos com atividades online que, de certo modo, não demandam tanto acompanhamento do educador.

Laboratório rotacional 

No laboratório rotacional, os alunos utilizam, além da sala de aula, os laboratórios com bastante frequência. O método busca aumentar a eficiência operacional e facilitar o aprendizado individual, apesar de não substituir as lições tradicionais aplicadas em sala de aula.

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Modelo de Trabalho Híbrido

Modelo de Trabalho Híbrido

pandemia causada pelo novo coronavírus tem levantado algumas questões sobre como as empresas devem trabalhar daqui para a frente. E se o home office foi a solução imediata encontrada para driblar as limitações impostas pela crise, saiba que o modelo de trabalho híbrido ganha cada vez mais força no médio e longo prazo. E não é à toa.

Para Ricardo Silva Garcia, professor e coordenador do curso superior de tecnologia em Gestão de Recursos Humanos da Unijorge, “a adoção do modelo de trabalho híbrido (que mistura o virtual e o presencial) tende a ter mais espaço no mercado empresarial a partir de agora. O isolamento social e a ampliação das atividades laborais via home office, em seu processo acelerado por conta da pandemia, proporcionou para as organizações uma curva de experiência no que diz respeito ao trabalho remoto e à sua relação com a produtividade. ”

Mas, por outro lado, o modelo presencial também tem vantagens que precisam ser consideradas, como a possibilidade de colocar as equipes em contato, sustentando o espírito colaborativo e o famoso “olho no olho”, assim como de realizar reuniões e eventos corporativos.

Por isso, gigantes empresariais já veem nos resultados de algumas pesquisas realizadas que o trabalho híbrido é uma tendência que não pode ser ignorada. A Ambev, por exemplo, constatou que 90% de seu quadro global de funcionários deseja operar dessa forma. Afinal, o modelo parece unir o melhor dos dois mundos, sem perder produtividade, segurança, engajamento, entre outros índices positivos.

O professor Ricardo Silva Garcia destaca, ainda, outros benefícios relacionados a esse formato, como:

  • Otimização das atividades;
  • Diminuição dos atrasos dos colaboradores por causa do trânsito;
  • Descentralização e aumento do trabalho em equipe;
  • Redução de custos;
  • Melhor gestão do tempo para realização de atividades com familiares e amigos.

Mas como se preparar para implementar o modelo de trabalho híbrido com segurança e eficiência?

Assim como qualquer novidade, o trabalho híbrido precisa ser implementado por meio de uma política que leve em consideração uma série de fatores importantes para que empresas e colaboradores saiam ganhando.

“Esta nova realidade exigirá das organizações o investimento em treinamento (capacitação) de seus funcionários, aquisição de softwares específicos, adequação da ergonomia dos espaços em home office e a revisão do modelo organizacional com valores mais orgânicos e flexíveis”, ressalta.

Além disso, o RH deve estar atento aos aspectos relacionados à gestão das pessoas e à organização do trabalho no modelo híbrido. “Será preciso ter cuidado com a capacitação constante dos colaboradores, o mapeamento dos indicadores de produtividade, a formação de lideranças voltadas às competências e habilidades necessárias para a gestão de equipes neste formato, além, é claro, do cuidado com a a qualidade de vida no trabalho, o atendimento à legislação trabalhista e a manutenção dos direitos dos funcionários. Penso que esta é a tendência do mundo corporativo, muito por conta dos avanços tecnológicos atuais”, analisa Garcia.

No que diz respeito ao trabalho remoto, também é importante garantir que os gestores das empresas acompanhem e orientem de forma adequada suas equipes, criando proximidade e engajamento por meio de ferramentas que as áreas de Recursos Humanos e de Infraestrutura podem disponibilizar.

Já em relação ao trabalho presencial, vale lembrar que os escritórios devem seguir ainda por muito tempo os protocolos específicos de higiene e segurança estabelecidos pelos órgãos de saúde municipais, estaduais e federais. Nesse sentido, totens de higienização com álcool em gel, o uso permanente de máscaras por todos os funcionários no ambiente interno, o distanciamento de, pelo menos, 1,5m (um metro e meio) entre os postos de trabalho e/ou a instalação de placas de acrílico entre as baias são algumas das medidas mais recomendadas.

Também vale revisar o modelo organizacional e torná-lo mais flexível

Trabalhar de forma mais flexível, principalmente pensando no momento delicado de saúde pública e economia pelo qual estamos passando, é essencial a partir de agora.

Flexibilidade, tanto na questão de horários e resultados, quanto na forma de lidar com os colaboradores no dia a dia, deve ser uma pauta prioritária para as empresas daqui para frente. Justamente por isso, cabe aos gestores desenvolverem uma relação cada vez mais humanizada com suas equipes, mostrando-se dispostos a ouvir o que os profissionais têm a dizer e procurando trabalhar suas habilidades interpessoais em prol do bem-estar corporativo.

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Dignidade: Um Novo Presente para as Crianças

Dignidade: Um Novo Presente para as Crianças

Em uma bela passagem do livro Segredo da Infância, Montessori conta que um dia, pensando que as crianças achariam graça, ela ensinou como assoar o nariz. Ninguém achou graça. As crianças olharam fascinadas, enquanto a professora dobrava o papel, usava, e descartava com elegância e cuidado. Quando ela terminou, as crianças irromperam em uma salva de palmas.

As crianças, diz Montessori, não se fascinaram só pela lição. Mas pela possibilidade de escapar da vergonha. Diariamente escutavam adultos dizendo que precisavam assoar o nariz, que estavam sujas, mas ninguém nunca se ocupou de ensinar como fazer isso, e sem aprender, as crianças não tinham como se libertar das broncas e humilhações diárias.

Nossas crianças carecem de dignidade

Nossas crianças carecem de dignidade. Não por escolha, nem por natureza, mas porque assim como fez com o espaço para brincar e a liberdade para comer, dormir e beber água, a civilização adulta roubou da criança a dignidade e o orgulho. Com frases como “se comporta que nem gente, meu filho!” nós dizemos às crianças que elas são menos que gente. Com todas as ações que colocam as crianças em segundo plano, comunicamos que elas são menos que nós.

Oferecemos muitos objetos às nossas crianças. Papel para desenhar, blocos para montar, telas para assistir. Podemos oferecer a elas um presente maior – o maior de todos: dignidade para viver.

Políticas públicas que defendam crianças

A uma parte das crianças essa dignidade falta porque lhes faltam condições básicas de sobrevivência que forçam a humilhação diária. É dever coletivo lutar por políticas públicas que defendam essas crianças da humilhação e do sofrimento.

Quanto às outras, podemos tomar algumas atitudes imediatas que ajudem as crianças a recuperar a dignidade perdida.

Devemos ensinar ensinando, e não corrigindo

Como Montessori fez, nós devemos ensinar ensinando, e não corrigindo. Essa é uma lição que Montessori dá e que eu aprendi também com uma de minhas formadoras, Marion Wallis. Se uma criança precisa aprender alguma coisa, devemos ensinar. Corrigir não ensina. Punir também não. Montessori dizia, sobre notas escolares, que um zero “humilha e ofende, mas não ensina nada”. Vamos pensar em alguns exemplos:

  • Em vez de ralhar com a criança porque ela bateu a porta, podemos mostrar a ela como fechar a porta com delicadeza. Uma, duas, ou mais vezes.
  • Em lugar de corrigir de novo e de novo, cada vez mais impaciente, os exercícios que a criança faz errados na tarefa de casa, podemos parar a tarefa com delicadeza e ensinar, com calma e paciência, aquilo que a criança ainda não aprendeu. Claro que o melhor é que não haja tarefa, porque não se pode esperar que uma família domine, ao mesmo tempo, análise sintática de orações subordinadas e sistemas de equações (embora a ideia seja incrível).
  • Podemos substituir a bronca: “sua camiseta está ao contrário!” por uma aula: “Olha só, para você ver se a camiseta está do lado certo, precisa colocar a etiqueta para trás. Ela nunca fica para frente, tudo bem?”. Ainda melhor, por uma demonstração, em que a criança possa ver como se coloca uma camiseta do lado certo, e aí tenha tempo para treinar, várias vezes.

A dignidade é o maior presente

Ela não termina na demonstração, nem na lição. A dignidade se fortalece quando a criança tem a chance de existir sem ser impedida. Por exemplo, quando pode contar com a nossa confiança para coisas como:

  • Subir uma escada (com um objeto na mão);
  • Colocar um prato de porcelana na mesa ou dentro da pia (e lavar a louça);
  • Arrumar a própria mochila (sem que a gente verifique depois).

Claro, a dignidade continua importante quando as crianças são mais velhas e fazem coisas mais complexas ou arriscadas, como:

  • Mexer uma panela de legumes ou carne refogada;
  • Caminhar sozinha vários metros na nossa frente, na rua;
  • Acender o fogo do fogão, ou de uma fogueira;
  • Preparar uma lista de compras, colocar as coisas no carrinho, fazer as contas do gasto, pagar e conferir o troco;
  • Ter uma dúvida, pesquisar, chegar a uma resposta e só nos contar depois de tudo resolvido.

A dignidade se fortalece quando os jovens podem ir além

E ainda na adolescência, a dignidade se fortalece quando os jovens podem ir além do que a comunidade pensa que podem fazer, porque um punhado de adultos e colegas acredita neles, e:

  • Trabalham para juntar dinheiro por um objetivo específico;
  • Servem como voluntários em um projeto local;
  • Viajam com outros adolescentes e um adulto, mas sem a família;
  • Engajam-se por mudanças sociais ou ambientais de forma séria e dedicada.

Perceba que o presente da dignidade pode vir com vários embrulhos diferentes. O mais importante não é o pacote, nesse caso, mas o que ele carrega. A depender de seu contexto social, familiar e político, as crianças sob sua responsabilidade podem nutrir e fortalecer a dignidade de maneiras diferentes.

O importante não é que elas façam qualquer coisa dos exemplos acima, mas que elas possam contar com a nossa colaboração para aprender, em vez da nossa correção, e que saibam que podem fazer coisas difíceis, porque nós acreditamos nelas e vamos permitir que tentem, e errem até ter sucesso.

A força que as crianças ganham quando são tratadas assim surpreendeu até mesmo Maria Montessori, que estava acostumada a ser surpreendida pelas crianças. Terminamos com palavras dela:

“Por muito tempo permaneci em dúvida, incrédula… Mas finalmente eu compreendi. As crianças tinham sua dignidade, […] e sentiam orgulho de mostrar o melhor que podiam fazer”.

Maria Montessori, em O Segredo da Infância

Montessori: Viver em Paz com Crianças

Ajudar adultos a oferecerem dignidade para suas crianças é uma das motivações principais de meu trabalho. Foi com essa forma de libertação em mente que criei o curso Montessori: Viver em Paz com Crianças, a partir de leituras de toda a obra de Maria Montessori e conversas com centenas de famílias. Veja o que alguns participantes já disseram sobre o curso:

Gente, tô chocada com essa aula. Que visão fantástica do mundo. Faz tanto sentido. Lembrei da opressão da minha infância. Cada dia me apaixono mais por Montessori.

Thaís Serafim

Excelente aula. Gostei muito de ter sido mencionada a fonte das informações em Português e Italiano.

Erica Malaspina

A principal referência para este texto é o capítulo “Dignidade”, do livro O Segredo da Infância, de Maria Montessori.

Fonte: Lar Montessori por Gabriel Salomão

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EaD Educação a Distância

EaD Educação a Distância

EaD Educação a distância (em inglês: distance education) é uma modalidade de educação mediada por tecnologias em que discentes e docentes estão separados espacial e/ou temporalmente, ou seja, não estão fisicamente presentes em um ambiente presencial de ensino-aprendizagem.

EaD História

A EaD, em sua forma empírica, é conhecida desde o século XIX. Entretanto, somente nas últimas décadas passou a fazer parte das atenções pedagógicas. A EaD surgiu da necessidade do preparo profissional e cultural de milhões de pessoas que, por vários motivos, não podiam frequentar um estabelecimento de ensino presencial, e evoluiu com as tecnologias disponíveis em cada momento histórico, as quais influenciam o ambiente educativo e a sociedade.

A EaD também é considerada um recurso que contempla as necessidades de desenvolvimento da autonomia do aluno. O desenvolvimento da autonomia é considerado, por teóricos tais como Jean Piaget e Constance Kamii, peça chave do processo de aprendizagem, no qual o aluno é o foco e o professor possui papel secundário, pois apenas orienta o aluno que por sua vez escolhe o ritmo e a maneira como quer estudar e aprender, de acordo com suas necessidades pessoais.

Os séculos XVII e XVIII

Com a Revolução Científica iniciada no século XVII, as cartas comunicando informações científicas inauguraram uma nova era na arte de ensinar. Um primeiro marco da educação a distância foi o anúncio publicado na Gazeta de Boston, no dia 20 de março de 1728, pelo professor de taquigrafia Cauleb Phillips.

O século XIX

Em 1833, um anúncio publicado na Suécia já se referia ao ensino por correspondência, e na Inglaterra, em 1840, Isaac Pitman sintetizou os princípios da taquigrafia em cartões postais que trocava com seus alunos. No entanto, o desenvolvimento de uma ação institucionalizada de educação a distância teve início a partir da metade do século XIX.

Em 1856, em Berlim, Charles Toussaint e Gustav Langenscheidt fundaram a primeira escola por correspondência destinada ao ensino de línguas. Posteriormente, em 1873, em Boston, Anna Eliot Ticknor criou a Society to Encourage Study at Home. Em 1891, Thomas. Foster iniciou em Scarnton (Pensilvânia) o International Correspondence Institute, com um curso sobre medidas de segurança no trabalho de mineração.

Em 1891, a administração da Universidade de Wisconsin aceitou a proposta de seus professores para organizar cursos por correspondência nos serviços de extensão universitária. Um ano depois, o reitor da Universidade de Chicago, William R. Harper, que já havia experimentado a utilização da correspondência na formação de docentes para as escolas dominicais, criou uma Divisão de Ensino por Correspondência no Departamento de Extensão daquela Universidade.

Por volta de 1895, em Oxford, Joseph W. Knipe, após experiência bem-sucedida preparando por correspondência duas turmas de estudantes, a primeira com seis e a segunda com trinta alunos, para o Certificated Teacher’s Examination, iniciou os cursos de Wolsey Hall utilizando o mesmo método de ensino. Já em 1898, em Malmö, na Suécia, Hans Hermod, diretor de uma escola que ministrava cursos de línguas e cursos comerciais, ofereceu o primeiro curso por correspondência, dando início ao famoso Instituto Hermod.

EaD na História Moderna

No final da Primeira Guerra Mundial, surgiram novas iniciativas de ensino a distância em virtude de um considerável aumento da demanda social por educação. O aperfeiçoamento dos serviços de correio, a agilização dos meios de transporte e, sobretudo, o desenvolvimento tecnológico aplicado ao campo da comunicação e da informação influíram decisivamente nos destinos da educação a distância.

Em 1922, a União Soviética organizou um sistema de ensino por correspondência que em dois anos passou a atender 350 mil usuários. A França criou em 1939 um serviço de ensino por via postal para a clientela de estudantes deslocados pelo êxodo.

A partir daí, começou a utilização de um novo meio de comunicação, o rádio, que penetrou também no ensino formal. O rádio alcançou muito sucesso em experiências nacionais e internacionais, tendo sido bastante explorado na América Latina nos programas de educação a distância do Brasil, Colômbia, México, Venezuela, entre outros.

Após as décadas de 1960 e 1970, a educação a distância, embora mantendo os materiais escritos como base, passou a incorporar articulada e integradamente o áudio e o videocassete, as transmissões de rádio e televisão, o videotexto, o computador e, mais recentemente, a tecnologia de multimeios, que combina textos, sons, imagens, assim como mecanismos de geração de caminhos alternativos de aprendizagem (hipertextos, diferentes linguagens) e instrumentos para fixação de aprendizagem com feedback imediato (programas tutoriais informatizados) etc.

Atualmente, o ensino não presencial mobiliza os meios pedagógicos de quase todo o mundo, tanto em nações industrializadas quanto em países em desenvolvimento. Novos e mais complexos cursos são desenvolvidos, tanto no âmbito dos sistemas de ensino formal quanto nas áreas de treinamento profissional.

A educação a distância foi utilizada inicialmente como recurso para superação de deficiências educacionais, para a qualificação profissional e aperfeiçoamento ou atualização de conhecimentos. Hoje, cada vez mais foi também usada em programas que complementam outras formas presenciais, face a face, de interação, e é vista por muitos como uma modalidade de ensino alternativo que pode complementar parte do sistema regular de ensino presencial. Por exemplo, a Universidade Aberta oferece comercialmente somente cursos a distância, sejam cursos regulares ou profissionalizantes.

EaD no mundo

A Suécia registrou sua primeira experiência em 1833, com um curso de contabilidade. Na mesma época, fundou-se na Alemanha em 1856 o primeiro instituto de ensino de línguas por correspondência. O modelo de ensino foi iniciado na Inglaterra em 1840 e, em 1843, foi criada a Phonografic Corresponding Society.

Fundada em 1969, a Open University mantém um sistema de consultoria, auxiliando outras nações a implementar uma educação a distância de qualidade. Também no século XIX, a EaD foi iniciada nos Estados Unidos na Illinois Wesleyan University.

Já no século XX, em 1974, a Universidade Aberta Allma Iqbal no Paquistão iniciou a formação de docentes via EaD. A partir de 1980, a Universidade Aberta de Sri Lanka passou a atender setores importantes para o desenvolvimento do país: profissões tecnológicas e formação docente. Na Tailândia, a Universidade Aberta Sukhothiai Thommathirat tem cerca de 400 mil estudantes em diferentes setores e modalidades.

Criada em 1984, a Universidade de Terbuka na Indonésia surgiu para atender forte demanda de estudos superiores, e prevê chegar a cinco milhões de estudantes. Já na Índia, criada em 1985, a Universidade Nacional Aberta Indira Gandhi tem objetivo de atender a demanda de ensino superior[4].

A Austrália é um dos países que mais investe em EaD, mas não tem nenhuma universidade especializada nesta modalidade. Nas universidades de Queensland, New England, Macquary, Murdoch e Deakin, a proporção de estudantes a distância é maior ou igual à de estudantes presenciais.

Na América Latina programas existentes incluem o Programa Universidade Aberta, inserido na Universidade Autônoma do México (criada em 1972), a Universidade Estatal a Distância da Costa Rica (de 1977), a Universidade Nacional Aberta da Venezuela (também de 1977) e a Universidade Estatal Aberta e a Distância da Colômbia (criada em 1983).

EaD no Brasil

No Brasil, desde a fundação do Instituto Radiotécnico Monitor, em 1939, hoje Instituto Monitor, depois do Instituto Universal Brasileiro, em 1941, e o Instituto Padre Reus em 1974, várias experiências de educação a distância foram iniciadas e levadas a termo com relativo sucesso. As experiências brasileiras, governamentais e privadas, foram muitas e representaram, nas últimas décadas, a mobilização de grandes contingentes de recursos.

Os resultados do passado não foram suficientes para gerar um processo de aceitação governamental e social da modalidade de educação a distância no país. Porém, a realidade brasileira já mudou e o governo brasileiro criou leis e estabeleceu normas para a modalidade de educação a distância no país.

Em 1904, escolas internacionais, que eram instituições privadas, ofereciam cursos pagos, por correspondência. Em 1934, Edgard Roquette-Pinto instalou a Rádio-Escola Municipal no Rio de Janeiro no projeto para a então Secretaria Municipal de Educação do Distrito Federal dirigida por Anísio Teixeira integrando o rádio com o cinema educativo (Humberto Mauro), a biblioteca e o museu escolar numa pioneira proposta de educação a distância.

Estudantes tinham acesso prévio a folhetos e esquemas de aulas. Utilizava também correspondência para contato com estudantes. Já em 1939 surgiu em São Paulo o Instituto Monitor, na época ainda com o nome Instituto Rádio­ Técnico Monitor. Dois anos mais tarde surge a primeira Universidade do Ar, que durou até 1944. Entretanto, em 1947 surge a Nova Universidade do Ar, patrocinada pelo SENAC, SESC e emissoras associadas.

Durante a década de 1960, com o Movimento de Educação de Base (MEB), Igreja Católica e Governo Federal utilizavam um sistema rádio-educativo: educação, conscientização, politização, educação sindicalista, etc.. Em 1970 surge o Projeto Minerva, um convênio entre Fundação Padre Landell de Moura e Fundação Padre Anchieta para produção de textos e programas.

Dois anos mais tarde, o Governo Federal enviou à Inglaterra um grupo de educadores, tendo à frente o conselheiro Newton Sucupira: o relatório final marcou uma posição reacionária às mudanças no sistema educacional brasileiro, colocando um grande obstáculo à implantação da Universidade Aberta e a Distância no Brasil.

Na década de 1970, a Fundação Roberto Marinho começou a oferecer o telecurso, um programa de educação supletiva a distância para ensino fundamental e ensino médio. Essa foi uma maneira de incluir para educar, disponibilizando aulas transmitidas através da emissora de televisão Rede Globo para milhares de brasileiros que precisavam concluir o ensino básico, já que a televisão era o principal meio de comunicação no Brasil, com a maior cobertura.

Entre as décadas de 1970 e 1980, fundações privadas e organizações não-governamentais iniciaram a oferta de cursos supletivos a distância, no modelo de teleducação, com aulas via satélite complementadas por kits de materiais impressos, demarcando a chegada da segunda geração de EaD no país.

A maior parte das Instituições de Ensino Superior brasileiras mobilizou-se para a EaD com o uso de novas tecnologias da comunicação e da informação somente na década de 1990. Em 1992, foi criada a Universidade Aberta de Brasília (Lei 403/92), podendo atingir três campos distintos: a ampliação do conhecimento cultural com a organização de cursos específicos de acesso a todos, a educação continuada, reciclagem profissional às diversas categorias de trabalhadores e àqueles que já passaram pela universidade; e o ensino superior, englobando tanto a graduação como a pós-graduação.

Em 1994, teve início a expansão da Internet no ambiente universitário. Dois anos depois, surgiu a primeira legislação específica para educação a distância no ensino superior. As bases legais para essa modalidade foram estabelecidas pela Lei de Diretrizes e Bases na Educação Nacional n°9.394, de 20 de dezembro de 1996[6], regulamentada pelo decreto n°9.057[8], de 25 de maio de 2017, e a Portaria Normativa n° 11, de 20 de junho de 2017.

Revogando as normativas anteriores e estabelecendo novas regras para a educação a distância no Brasil, como abertura de novas Instituições de Educação Superior, expansão de Polos e funcionamento dos cursos na modalidade EaD.

Tecnologias

Na educação a distância, professores e alunos estão conectados, interligados, por tecnologias da informação e comunicação (TICs) chamadas telemáticas, como a internet e em especial as hipermídias, mas também podem ser utilizados outros recursos de comunicação, tais como carta, rádio, televisão, vídeo, CD-ROM, telefone, fax, celular, iPod, notebook etc.

Veja algumas das tecnologias usadas na EAD.

  • Antena parabólica domiciliar
  • Material didático via correspondência
  • Televisão portátil
  • Televisor doméstico – tecnologia básica da EaD
  • Notebook – tecnologia atual para expandir o EaD
  • Aparelho de Fax. Auxílio ao EaD
  • Celulares modernos tornam-se aplicativos para EaD
  • Aplicativos destinados ao EaD
  • Tablet

Aspecto ideológico

A EaD caracteriza-se pelo estabelecimento de uma comunicação de múltiplas vias, suas possibilidades ampliaram-se em meio às mudanças tecnológicas como uma modalidade alternativa para superar limites de tempo e espaço. Seus referenciais são fundamentados nos quatro pilares da Educação do Século XXI publicados pela UNESCO, que são: aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a viver juntos e aprender a ser.

Assim, a Educação deixa de ser concebida como mera transferência de informações e passa a ser norteada pela contextualização de conhecimentos úteis ao aluno. Na educação a distância, o aluno é desafiado a pesquisar e entender o conteúdo, de forma a participar da disciplina.

Sistemática

O Ensino a Distância (EAD), embora forneça uma gama de ferramentas tecnológicas que estreite laços e minimizem obstáculos antes intransponíveis pelas distâncias físicas e o tempo real, é um espaço onde interagem pessoas com diversas necessidades que são mediadas por outras, que de igual modo, estão envolvidas no processo de ensino e aprendizagem.

É nessa perspectiva, que assumem fundamental importância nesse processo, professores e tutores de apoio presencial, como facilitadores engajados no processo educativo proposto pela EAD.

De acordo com Preti (1996), respeitando a autonomia da aprendizagem de cada aluno, o professor e o tutor aparecem como grandes responsáveis pela efetivação do curso em todos os níveis, e estará constantemente orientando, dirigindo e supervisionando o processo de ensino-aprendizagem dos alunos.

Portanto, esse papel apresenta-se ampliado, não se limitando a aspectos de apoio logístico e burocrático dos cursos, uma vez que estes aparecem na pesquisa, como profissionais multidisciplinares, também responsáveis pela recorrente motivação e acolhimento, capazes de estimular laços de pertencimento dos alunos EAD com seus cursos e polos de apoio presencial.

Assim sendo, o papel do professor não pode se limitar apenas a determinadas tarefas que podemos considerar engessadas, o papel deste profissional se amplia, devendo ter o papel de motivador. Nesta perspectiva, Rosini (2007) complementa que é função básica para um bom modelo de EAD, lidar com a geração de conhecimento, sua preocupação permanente é o modo como esse conhecimento é apreendido e incorporado pelos alunos. Professores e tutores nesse meio, são agentes motivadores e orientadores que acompanham esse processo e traçam as melhores alternativas para êxito dos alunos.

Por fim, segundo Silva et all (2014), o modelo de Educação a Distância impõe o aprimoramento de técnicas e estratégias que possam fortalecer e manter os alunos em permanente foco. Respeitando a importância de todos os agentes do processo educativo no ensino EAD, ressalta-se o papel do professor e do tutor presencial, como mediadores pedagógicos e não apenas como facilitadores dos processos administrativos e burocráticos relacionados aos cursos. Desta forma, esses agentes funcionam como o elo de ligação entre o sistema EAD, instituição e corpo discente.

Metodologias utilizadas

No ensino a distância não deve haver diferença entre a metodologia utilizada no ensino presencial. As metodologias mais eficientes no ensino presencial são também as mais adequadas ao ensino a distância. O que muda, basicamente, não é a metodologia de ensino, mas a forma de comunicação.

Isso implica afirmar que o simples uso de tecnologias avançadas não garante um ensino de qualidade, segundo as mais modernas concepções de ensino. As estratégias de ensino devem incorporar as novas formas de comunicação e, também, incorporar o potencial de informação da Internet.

A Educação apoiada pelas novas tecnologias digitais foi enormemente impulsionada assim que a banda larga começou a se firmar, e a Internet passou a ser potencialmente um veículo para a comunicação a distância.

A EaD caracteriza-se pelo estabelecimento de uma comunicação de múltiplas vias, suas possibilidades ampliaram-se em meio às mudanças tecnológicas como uma modalidade alternativa para superar limites de tempo e espaço.

A UNESCO publicou um documento que orienta a aprendizagem móvel ou m-learning, Diretrizes de políticas para a aprendizagem móvel, neste documento, é possível entender melhor o assunto da aprendizagem móvel.

Ambientes virtuais de aprendizagem (AVA)

O ambiente virtual de aprendizagem ou LMS (Learning Management System) é um software baseado na Internet que facilita a gestão de cursos no ambiente virtual. Existem diversos programas disponíveis no mercado de forma gratuita ou não. O Blackboard é um exemplo de Ambiente Virtual de Aprendizagem – AVA pago e o Moodle é um sistema gratuito e de código aberto.

Todo o conteúdo, interação entre os alunos e professores são realizado dentro deste ambiente. De acordo com Clark e Mayer(2007), os ambientes virtuais são elementos fundamentais na tarefa de ensino, porém carecem de suporte pedagógico adequado em relação ao processo de aprendizagem.

O professor como mediador na EaD

Nesse processo de aprendizagem, assim como no ensino regular o orientador ou o tutor da aprendizagem atua como “mediador”, isto é, aquele que estabelece uma rede de comunicação e aprendizagem multidirecional, através de diferentes meios e recursos da tecnologia da comunicação, não podendo assim se desvincular do sistema educacional e deixar de cumprir funções pedagógicas no que se refere à construção da ambiência de aprendizagem.

Essa mediação tem a tarefa adicional de vencer a distância física entre educador e o educando, que deverá ser autodisciplinado e automotivado para que possa superar os desafios e as dificuldades que surgirem durante o processo de ensino-aprendizagem.

Hoje se tem uma educação diferenciada como: presencial, semipresencial e educação a distância. A presencial são os cursos regulares onde professores e alunos se encontram sempre numa instituição de ensino. A semipresencial, acontece em parte na sala de aula e outra parte a distância, utilizando tecnologia da informação[12].

As pessoas se deparam a cada dia com novos recursos trazidos por esta tecnologia que evolui rapidamente, atingindo os ramos das instituições de ensino. Falar de educação hoje, tem uma abrangência muito maior, e fica impossível não falar na educação sem nos remetermos à educação a distância, com todos os avanços tecnológicos proporcionando maior interatividade entre as pessoas. Utilizando os meios tecnológicos a EaD veio para derrubar tabus e começar uma nova era em termos de educação.

Esse tipo de aprendizagem não é mais uma alternativa para quem não faz uso da educação formal, mas se tornou uma modalidade de ensino de qualidade que possibilita a aprendizagem de um número maior de pessoas.

Antes a EaD não tinha credibilidade, era um assunto polêmico e trazia muitas divergências, mas hoje esse tipo de ensino vem conquistando o seu espaço. Porém, não é a modalidade de ensino que determina o aprendizado, seja ela presencial ou a distância, aprendizagem se tornou hoje sinônimo de esforço e dedicação de cada um.

Perspectivas atuais

Cabe às instituições que promovem o ensino a distância buscar desenvolver seus programas de acordo com os quatro pilares da educação, definidos pela Unesco.

Aprender a conviver diz respeito ao desenvolvimento da capacidade de aceitar a diversidade, conviver com as diferenças, estabelecer relações cordiais com a diversidade cultural respeitando-a e contribuindo para a harmonia mundial.

No Brasil, em 2018, do total de 8,3 milhões de universitários em instituições públicas e privadas, o porcentual de matriculados na EaD é de 21,2% (em 2008 era 7%), índice que avança para 46,8% nos cursos de licenciatura. Em 2023, projeções da Abmes indicam que será equivalente o número de ingressantes nas duas modalidades, com leve decréscimo no presencial.

E-learning

O termo e-Learning é fruto de uma combinação ocorrida entre o ensino com auxílio da tecnologia e a educação a distância. Ambas modalidades convergiram para a educação online e para o treinamento baseado em Web, que ao final resultou no e-Learning.

O e-Learning configura-se como uma ferramenta importante para estudantes e professores porque permitem que a informação seja transmitida e atualizada rapidamente, o que possibilita a criação de comunidades virtuais de aprendizagem para favorecer a comunicação individual ou grupal, facilitar um acesso mais flexível aos materiais educativos e permitir a autoaprendizagem, para que o indivíduo se torne o centro de seus próprios conhecimentos.

Aplicações

Existem diversas aplicações da educação a distância. O ensino de ciências jurídicas e língua portuguesa já possuem aplicações bastante fundamentadas. Em 2006 foi lançado o projeto wikiversidade, ainda em fase experimental. Trata-se de um grande projeto de ensino colaborativo mediado pela internet com várias aplicações inclusive o nível superior.

Ensino jurídico a distância

O ensino jurídico a distância é o ensino da ciência do Direito a Distância, ou a aplicação da educação a distância a esta ciência.

O ensino jurídico por transmissão de imagens via satélite é largamente utilizado no Brasil por empresas de ensino jurídico, que erigem canais de TV digital via satélite para transmitir aulas para todo o território. Estas aulas tem o objetivo principal de preparação para concursos públicos, sendo uma área comercialmente lucrativa, visto que o ensino jurídico nas universidades nem sempre é de bom nível.

O ensino jurídico a distância é pouco utilizado pelas universidades brasileiras como alternativa e auxílio na formação dos estudantes para a vida prática profissional. É inegável a vantagem que existiria na associação de universidades públicas e particulares para a produção e distribuição de conteúdo jurídico.

Língua portuguesa

O professor Sérgio Guidi foi um dos pioneiros no ensino a distância público no Brasil. De 1988 a 1993 o professor de Língua Portuguesa da Universidade Católica de Santos, em São Paulo, manteve cursos de atualização em Português Instrumental a Distância. Destinava-se a profissionais que tinham na língua portuguesa ferramenta de trabalho mas, em razão da ocupação laboriosa não podiam frequentar uma escola regular.

Através do sistema MINITEL, que no Brasil era chamado videotexto, dez capítulos de atualização na língua portuguesa foram criados como: grafia correta de palavras, acentuação gráfica, uso correto de expressões. Certificados eram emitidos para todo o país. Na Universidade Católica a elaboração dos conteúdos ficava a cargo do Laboratório de Telemática, fechado em 1995 pelo então diretor da Faculdade de Comunicação, professor Marco Antonio Batan.

O ensino de física a distância

Quando usamos a sigla E.A.D. para descrever uma modalidade de ensino, geralmente, junto dela ela, notamos dúvidas e até mesmo um certo preconceito. Ao conhecermos uma nova tecnologia que nos faz vislumbrar novas possibilidades do seu emprego na educação, normalmente se passa por três fases: A euforia inicial de um universo de possibilidades de sua aplicação em sala de aula; a depressão subsequente, muitas vezes, pela falta de aplicabilidade prática e de recursos para aplicação do mesmo; A fase pragmática que revê a aplicação da tecnologia de forma mais adequada e criteriosa.

Fonte: Wikipedia

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