O que são habilidades socioemocionais e qual sua importância?
As habilidades socioemocionais estão ganhando cada vez mais relevância no ambiente de trabalho. O profissional do futuro precisará saber lidar com os desafios, analisar dados, gerenciar suas emoções e trabalhar de forma colaborativa com outras pessoas.
E qual é o papel do educador nesse processo? O professor precisa entender que o processo de ensino-aprendizagem deve ir além de materiais básicos como Matemática e Português.
A escola do futuro já está modificando suas atividades para unir teoria e prática, desenvolver o ser humano como um todo e favorecer as relações interpessoais.
O que são as habilidades socioemocionais?
As habilidades socioemocionais envolvem aptidão para lidar com desafios, ter habilidade para dialogar com os outros e saber entender e administrar os próprios sentimentos. Dessa forma, o indivíduo aprende a gerenciar melhor as situações do cotidiano e a trazer resultados para o local em que atua.
Por isso, está cada vez mais em evidência a necessidade de ter habilidades socioemocionais no ambiente de trabalho. As empresas buscam profissionais com inteligência emocional para lidar com os problemas, gerenciar equipes e atender clientes.
O que fazer para chegar lá? Essa habilidade pode ser trabalhada ao longo da vida do indivíduo, no ambiente escolar e familiar. Por isso, é tão importante propiciar novas experiências, o trabalho colaborativo e a consciência sobre “quem eu sou” ao longo do percurso escolar.
Por que as habilidades socioemocionais são importantes?
Elas são necessárias no dia a dia do indivíduo, bem como no ambiente de trabalho. Afinal, é sempre importante ter um colaborador capaz de lidar consigo e compreender o outro para tomar decisões dentro da empresa. Portanto, ter habilidades socioemocionais torna-se imprescindível para que o professor as reconheça e também é uma inteligência importante de ser desenvolvida no aluno.
O novo profissional precisará ser capaz de se adaptar às mudanças do cotidiano cada vez mais rápido, gerir projetos e aliar conhecimento técnico ao conhecimento humano. Por tudo isso, faz-se necessário desenvolver as habilidades socioemocionais desde criança.
Qual é a diferença entre inteligência cognitiva e inteligência socioemocional?
A habilidade de lidar com as emoções se tornou um assunto em alta no mercado de trabalho após o lançamento do livro “Inteligência Emocional”, de Daniel Goleman. O psicólogo estudou as emoções e a capacidade de aprendizado das pessoas de acordo com os seus níveis de inteligência:
inteligência cognitiva, avaliada pelo quoeficiente de inteligência (Q.I.). Ela representa a intelectualidade e a capacidade de raciocínio lógico, que até então era considerada a característica mais importante dos indivíduos;
inteligência emocional, avaliada pelo quoeficiente emocional (Q.E). Ela considera diferentes habilidades do ser humano como o controle de suas emoções, automotivação, facilidade para se relacionar com as outras pessoas, entre outros.
Ter as duas inteligências bem desenvolvidas é essencial para um profissional ter sucesso. Afinal, fica muito difícil de ter uma vida intelectual plena se a pessoa apresenta um baixo nível de inteligência emocional.
Um exemplo bem simples dessa situação é quando um jovem realiza uma prova do vestibular. A pessoa estudou bastante a vida inteira, tem conhecimento em diferentes disciplinas, mas fica tão nervosa durante a prova que acaba tirando uma pontuação baixa porque não conseguiu pensar com clareza.
Isso pode ocorrer em diferentes situações da vida das pessoas, como em uma entrevista de emprego, concurso, rotina de trabalho, reuniões corporativas e atividade em sala de aula. Logo, ter habilidade para lidar com os sentimentos e com os outros também leva à inteligência da ação.
Portanto, é primordial a escola trabalhar com as duas áreas da inteligência: a cognitiva e a emocional. Dessa maneira, os alunos conseguem desenvolver todas as habilidades necessárias para o futuro e o bom relacionamento com os outros.
A primeira proporcionará o conhecimento técnico e do mundo ao seu redor, enquanto a outra desenvolverá o sentimento de empatia, compreensão em relação ao outro, facilidade de diálogo e compaixão pelas pessoas ao longo da vida.
Em breve, segundo os estudos, a educação também abordará a inteligência do fazer, da ação. Uma atenção especial será dirigida à qualidade da ação e da vontade das crianças.
Como ajudar as crianças a desenvolverem as habilidades socioemocionais?
É papel do educador trabalhar as duas formas de inteligência em sala de aula. Afinal, ambas são necessárias na boa formação do indivíduo.
Como isso pode ser feito? Os trabalhos em equipe, por exemplo, estimulam a criatividade, o relacionamento interpessoal e o desenvolvimento do sentimento de empatia, uma vez que é necessário saber ouvir e expor sua opinião para os outros.
Esse tipo de atividade também ajuda a desenvolver um raciocínio lógico e o poder da argumentação, além da habilidade de lidar com suas emoções e saber ser contrariado. Essa situação simples já está preparando o aluno para lidar com seu ambiente de trabalho no futuro.
Também é possível desenvolver as competências socioemocionais com atividades lúdicas, como música, artes, rodas de conversa e experimentação. Por isso, algumas faculdades de pedagogia também estão desenvolvendo essas atividades durante a formação de professores.
O trabalho para pedagogos não será apenas formar cidadãos prontos para entrar em uma faculdade e aprender mais técnicas e teorias. Ele envolverá a compreensão das dificuldades de seus alunos e criatividade para realizar projetos diferenciados.
Participação dos pais nesse processo
Os pais também são fundamentais no desenvolvimento dos dois tipos de inteligência em seus filhos. Isso porque eles também são exemplos a serem seguidos pelas crianças e podem complementar o trabalho da escola.
Como assim? Se o professor estimula a participação dos alunos, o pensamento crítico e o diálogo, os pais também precisam criar um ambiente propício para o diálogo e o questionamento.
Além disso, a família também pode estimular a proatividade e participação dos filhos nas atividades dentro de casa. Essa é uma maneira de criar empatia, formar um cidadão preocupado com os outros e interessado em colocar em prática o que aprendeu.
Logo, é necessário pensar em um modelo de educação humanizada para que os professores saibam promover um ambiente propício em sala de aula para desenvolver os dois tipos de inteligência. Para complementar, é fundamental criar uma relação harmoniosa com os pais dos alunos para estimular a continuidade desse aprendizado na família.
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Escola do Meu Filho, Como Escolher? checklist para escolher a melhor opção para seu filho
Uma das grandes preocupações da família diz respeito à educação que o filho receberá na escola ao longo de seu desenvolvimento. Essa é uma questão delicada, já que, existem diferentes linhas educacionais, que promovem a aprendizagem utilizando diferentes teorias e recursos, o que pode dificultar ou facilitar o processo de decisão.
Para auxiliar nesse desafio, separamos algumas dicas que vão te auxiliar a entender como escolher a escola do filho de modo que ela seja compatível com o que você espera para o futuro dele.
Veja, a seguir, alguns pontos principais a serem avaliados!
Antes de começar a busca, reflita sobre essa pergunta: Qual tipo de educação que eu quero para o meu filho? E é preciso lembrar que não falamos só para pais e mães, estamos sim falando para a família.
Sintonia entre escola e família
O primeiro passo na hora de escolher a escola do seu filho é ter em mente que tipo de educação você gostaria que ele tivesse, uma que esteja em acordo com as crenças e valores que permeiam sua casa, pois as duas caminharão juntas.
Depois reconhecer qual a sua visão, é hora de procurar qual escola se aproxima mais do perfil que você se enquadra, mas também considere os interesses de seu filho. É preciso que os interesses e estilos conversem, como uma família que tem uma forma mais tradicional de educar, colocar seu filho para estudar em uma escola mais flexível.
Linha pedagógica seguida pela escola
É interessante fazer uma pesquisa prévia sobre as linhas metodológicas de ensino para não cair em possíveis floreios que o orientador pedagógico possa fazer. Existem mais modelos e vertentes educacionais do que podemos imaginar, por isso é importante saber se a escola é firme quanto à sua metodologia e se ela é compatível com o que você conhece.
Mais do que conferir como a escola se autodenomina, vale a pena conversar com o diretor e o coordenador pedagógico, para entender como o projeto pedagógico é desenvolvido na prática, número de alunos por sala, se informar a respeito da equipe docente, se há investimento na educação continuada dos profissionais que ali trabalham.
Para verificar se o profissional sabe mesmo do que está falando, procure fazer perguntas práticas do tipo: “Que conteúdos meu filho vai aprender?”, “Como vocês estimulam o processo de aprendizado”, “Que tipo de atividades são oferecidas ao longo do dia?”, “Como é o tempo dedicado às brincadeiras?”.
Agenda e Comunicação da Escola
Se o seu filho ainda não fala, é muito importante verificar como acontece a comunicação da escola com os pais. Geralmente, a própria instituição oferece uma agenda na qual são marcadas observações básicas de alimentação, higiene e desenvolvimento. Além desse sistema, muitas instituições têm adotado aplicativos para celular.
Adequação às suas necessidades e prioridades
Alguns aspectos práticos devem ser levados em consideração, como o valor da mensalidade, a localização, o horário da aula, o calendário escolar, a grade curricular, a alimentação, os eventos comemorativos, entre outros detalhes que podem ser importantes para você.
O recomendável é que a família faça uma lista das prioridades e do que não pode faltar na escola, para que isso seja verificado mais facilmente na hora de buscar e pesquisar as opções de escola. É interessante que sejam feitas visitas à instituição, inclusive com seu filho, para que vocês percebam o ambiente, conheçam o espaço e vejam se tudo está dentro das suas expectativas, é importante também considerar as considerações de seu filho, isso facilitará na adaptação.
Atividades oferecidas pela Escola
As atividades oferecidas às crianças também dizem muito sobre a forma como a escola se compromete a estimular os pequenos. Normalmente, são ofertadas aulas de artes plásticas, música, educação física, além das tradicionais (motricidade, elementos da matemática, língua e literatura).
Algumas instituições vão além e disponibilizam aos seus alunos outras práticas, como horta, culinária, teatro, línguas e artes marciais.
Turnos disponíveis
Se você trabalha 8 horas e não tem com quem deixar seu filho no restante do dia, precisa avaliar seriamente o funcionamento do turno integral. Ao contrário do que muita gente pensa, possibilitar a permanência da criança em ambiente escolar durante todo o dia é uma oportunidade de incrementar seu desenvolvimento de forma sadia.
Experiência da Escola
Apesar de aquele colégio que abriu na rua onde você mora parecer ser um lugar bacana, com brinquedos novinhos e com uma proposta pedagógica interessante, não subestime o peso da experiência.
Escolas que têm mais tempo de mercado já passaram por várias tentativas-erro, encontraram sua identidade e possuem resultados comprovados. Além disso, instituições experientes costumam investir mais em professores capacitados e infraestrutura adequada.
Referências sobre a instituição
Obter informação nos dias de hoje é extremamente fácil e você deve usar isso ao seu favor. A começar pelo site, muitas instituições também divulgam seus projetos e atividades por meio das redes sociais, dessa forma você já pode ter algumas informações básicas para fazer uma primeira seleção. Mas você não deve parar por aí!
Busque opiniões e referências em seu meio de confiança, e você pode também tentar conversar com alguns pais e, principalmente, alunos no horário de entrada ou saída das crianças.
Adaptação às tendências futuras
A ideia tradicional de que escola serve apenas como local de apreensão de conteúdo tem deixado de fazer parte da nossa sociedade. Cada vez mais tendências e inovações têm aparecido e saber se a escola está aberta a elas é um ponto muito importante.
Uma das novidades do século XXI é a educação socioemocional, que acredita que o aluno deve aprender a desenvolver-se como um todo, exaltando o autoconhecimento, a resolução de conflitos, a convivência social, a inteligência emocional e as competências de relacionamento. Escolher uma escola que preza por esse tipo de educação é, sem dúvidas, um grande diferencial para o crescimento do seu filho.
Todo cuidado é pouco na hora de tomar essa decisão, afinal, grande parte da construção social e pessoal do seu filho dependerá da escola que ele frequentará ao longo de sua vida. Por isso é tão importante seguir essas dicas de como escolher a escola do filho!
O que você achou do artigo?
Sabe alguma outra dica para a escolha da escola para meu filho filho? Então compartilhe conosco sua opinião e experiência nos comentários abaixo!
Escola Montessori: entenda o que é e como funciona
Você provavelmente já ouviu falar do método Montessori de ensino. Apesar de existir há um século, o modelo pedagógico se tornou conhecido nos últimos anos. Se você não sabe direito do que estamos falando, calma. Abaixo vamos explicar o que é o método Montessori, como funciona e quais as vantagens de matricular sua criança em uma escola montessoriana.
Método Montessori: o que é e como surgiu
A pedagogia montessoriana é uma perspectiva educacional desenvolvida pela italiana Maria Montessori, em meados de 1907. A médica desenvolveu o método Montessori inicialmente para alunos portadores de distúrbios de comportamento e aprendizagem e, aos poucos, a metodologia foi aplicada para as demais crianças.
A psiquiatra acreditava que o desenvolvimento das crianças que possuíam algum tipo de transtorno era atrasado pela ausência de estímulos no ambiente em que as aulas eram realizadas, e, por isso, desenvolveu a metodologia que causou grande evolução na época.
Baseado na observação, o método montessoriano tem como principal objetivo, ajudar a criança a se desenvolver de maneira autônoma, entendendo que ela é capaz de aprender sozinha.
Quais são os princípios do método Montessori?
Oficialmente, não há nenhum conjunto de princípios estabelecidos sobre pedagogia montessoriana, porém, diversos documentos mostram as descobertas e ideias que Maria Montessori e seus colaboradores desenvolveram através de suas observações.
A metodologia busca compreender os fenômenos na sua totalidade e globalidade, desenvolvendo o amadurecimento social, intelectual e emocional dos alunos, baseando-se nos seguintes pilares:
Autoeducação;
Educação como ciência;
Educação cósmica;
Ambiente preparado;
Adulto preparado;
Criança equilibrada
Veja abaixo explicações de cada um dos pilares do Método Montessori:
Autoeducação
Ao observar alunos interagindo no ambiente da sala de aula, Montessori chegou a conclusão que toda criança pode aprender habilidades básicas sozinhas como: andar, falar, pegar, comer, reconhecer as pessoas, dentre outras.
O processo de desenvolvimento acontece quando a criança interage com outras pessoas, quando ela passa a lidar com as suas próprias dificuldades e aprende a superá-las no seu próprio tempo.
Mas, para que isso aconteça, a criança precisa ter a chance de experimentar, tentar e testar sem ser interrompida por adultos.
Educação como ciência
Educação como ciência é analisar e compreender o comportamento da criança e seu processo de aprendizagem.
Esse pilar busca trazer o foco para o estudante, pois é por meio dele que todo o processo educacional é baseado. Por isso, enquanto os alunos “brincam”, o adulto observa e analisa os atos do estudante.
Educação cósmica
De acordo com a pedagogia Montessoriana, esta é a melhor forma de ajudar a criança a compreender o mundo. Seguindo essa linha, o professor deve apresentar o conhecimento de maneira organizada - “cosmos” significa ordem - estimulando a imaginação do aluno e mostrando que tudo no universo tem a sua função, inclusive a criança, que deve entender o seu papel e como ela pode contribuir para melhorar o ambiente em que ela vive.
Ambiente preparado
Como dito anteriormente, a liberdade é um dos princípios essenciais do método Montessori. Sendo assim, o ambiente em que a criança circula - seja na escola ou em casa - deve ser preparado para que ela possa explorar, expressar e desenvolver a sua autonomia.
As prateleiras, cadeiras, estantes e brinquedos devem ficar na altura da criança, para que ela possa acessar as coisas e realizar tarefas básicas sozinhas como: beber água, brincar, ir ao banheiro, comer e dormir, sem precisar da ajuda de um adulto. Isso também pode ser feito com a ajuda de banquinhos.
Além de objetos na altura do alcance dos pequenos, o espaço é minimalista, contendo apenas o necessário para o desenvolvimento das atividades.
Adulto preparado
Todos os outros princípios só funcionam quando o adulto - tanto o professor quanto o responsável - participam do processo de desenvolvimento infantil seguindo as técnicas e ferramentas educativas Montessorianas.
O adulto preparado é aquele que observa e confia na criança, transmitindo ao mesmo tempo, a confiança de que ela pode fazer as coisas sozinhas mas que, caso necessite de ajuda, ela estará ali.
Criança equilibrada
Para a metodologia, a criança equilibrada é aquela que se desenvolve naturalmente, respeitando cada fase do seu crescimento. O equilíbrio é a base de todo o pensamento montessoriano e a partir dele o processo educacional é desenvolvido.
Quando o aluno tem acesso a um ambiente preparado e dispõe da ajuda de um adulto, também preparado, ele passa a expressar características que são inatas, ou seja, naturais dele mesmo.
Como funciona uma escola Montessoriana
Imagine uma sala de aula onde as cadeiras, mesas, estantes, ou seja, em que tudo se encontra ao alcance do aluno. Brinquedos, em sua maioria de madeira, estão dispostos de maneira organizada, assim como outros materiais.
Nela, crianças de diferentes idades trabalham sozinhas com aquilo que mais lhes interessa e o professor, apenas observa o aluno e o auxilia, caso seja necessário. Ao final do dia, as crianças guardam suas atividades e retornam para suas casas.
Essa é uma possível rotina de uma escola Montessori, baseada na liberdade e que estimula a autonomia e autodisciplina do aluno através de atividades sensoriais e concretas.
Diferente das escolas tradicionais, as salas montessorianas agrupam crianças em uma faixa etária maior, seguindo a sequência: 2,5/3 a 6 anos, 6 a 9 anos, 9 a 12 anos ou de 6 a 9 anos de idade. Recém-nascidos até os 3 anos de idade e crianças de 12 a 18 anos podem ser reunidas de diferentes formas, dependendo da escola.
Vantagens de colocar o seu filho na escola Montessori
As escolas Montessori ao redor do mundo observaram que seus alunos se destacaram em alguns aspectos quando comparados às crianças que receberam outro tipo de educação.
Segue abaixo alguns exemplos:
Maior facilidade para aprender sozinhos;
Desenvolvem habilidades de iniciativa e persistência;
Adquirem senso de ordem;
Trabalham e brincam bem em grupo ou sozinhos;
Aperfeiçoam capacidade de percepção e observação;
Coordenação motora mais refinada;
Maior capacidade de ouvir o outro, possuindo maior sensibilidade com o próximo e consigo mesmo.
Uma fase determinante para que a criança adquira o gosto pelo conhecimento.
Educação Infantil é a porta de entrada para o universo escolar. Ciente dessa importância, a Escola Prisma, por meio da metodologia criada pela pedagoga Italiana, Maria Montessori, realiza uma série de atividades ao longo do ano. Todas as instalações da Escola Prisma foram projetados ou adaptados para facilitar ainda mais o aprendizado.
A meta da educação no Ensino Fundamental é a formação integral do educando, por meio do desenvolvimento harmônico de todas as suas potencialidades, proporcionando-lhe o ajuste ao meio físico e social. Para tanto, a metodologia indicada é a da aprendizagem pela atividade: aprender fazendo, inteligência, criatividade, iniciativa, capacidade de liderança e perseverança são fatores determinantes da realização pessoal do educando.
Você provavelmente já ouviu falar do método Montessori de ensino. Apesar de existir há um século, o modelo pedagógico se tornou conhecido nos últimos anos. Se você não sabe direito do que estamos falando, calma. Abaixo vamos explicar o que é o método Montessori, como funciona e quais as vantagens de matricular sua criança em uma escola montessoriana como a nosso, a Escola Prisma de Educação Infantil, e Ensino Fundamental!
Ao matricular seu filho numa escola montessoriana, a família escolhe, também, uma prática educativa norteada pelo Sistema Montessori de Ensino, criado pela Dra Maria Montessori. Então, escolha o Método Montessori.
O Sistema Montessori de Ensino reúne diferentes aspectos para uma prática pedagógica que se apoia em ambientes estruturados para estimular a ação da criança e proporcionar um processo de auto educação, atividades manipulativas de livre escolha que respeitam a manifestação dos diferentes tipos de inteligência, classes de idades mistas com possibilidades de vivências sistemáticas que levam à construção da segurança, da autonomia, da cooperação mútua e da vivencia do verdadeiro espirito de uma comunidade, que sedimenta o surgimento do cidadão competente e ético.
A primeira infância (0 a 5 anos)
A primeira infância (0 a 5 anos) são os mais importantes anos na vida de uma pessoa. É neste período que todos os tipos de habilidades – físicas, cognitivas, emocionais, sociais e artísticas – se desenvolvem mais facilmente, o que servirá como base para a vida futura do indivíduo. A Dra. Maria Montessori sempre enfatizou a importância e a necessidade da educação precoce. Ela defendeu a existência de Períodos Sensíveis do Desenvolvimento, que são períodos que determinam o desenvolvimento da maioria de nossas habilidades.
Se a criança não for exposta a estímulos e experiências adequadas durante tais períodos, o desenvolvimento das respectivas habilidades pode ficar seriamente comprometido ou pode não acontecer. Para saber mais sobre os Períodos Sensíveis do Desenvolvimento, Além de possibilitar às crianças o desenvolvimento de suas habilidades, talentos e aptidões inatas, o Método Montessori apresenta muitas outras vantagens em comparação com o sistema de ensino tradicional.
Educação Tradicional
A educação tradicional é baseada na transmissão de informações do professor para a criança, que “aprende” de forma passiva, através de estratégias como a repetição, conteúdos sem qualquer conexão com sua realidade. Existe um único método de ensino que não respeita a individualidade das crianças e ao qual todas devem se adaptar. Os diálogos, o movimento e toda a espontaneidade das crianças são desencorajados e exigir das crianças uma atitude passiva, imóvel e silenciosa significa, basicamente, contradizer os princípios da natureza sobre como os processos de aprendizagem e desenvolvimento ocorrem.
Tudo isso frequentemente torna a escola e a aprendizagem desinteressantes e enfadonhas para as crianças. Essa percepção, em alguns casos, pode levar à evasão escolar e/ou ao desencantamento sobre o próprio processo de aprendizagem. A razão pela qual muitas pessoas desistem da educação é porque ela não alimenta o seu espírito e não desperta paixão. O ser humano tem, naturalmente, uma ânsia por conhecer e o desencantamento sobre a aprendizagem é uma das mais graves consequências do modelo tradicional de educação. Aprender pode e deve ser divertido e prazeroso!
O Método Montessori
Já o método Montessori não impõe aprendizados, atividades ou conteúdos sobre a criança. Ao contrário, ele permite que a natureza da criança siga o seu curso ao desenvolver-se espontaneamente, a partir de interações com o ambiente. É dado à criança um ambiente rico em possibilidades de aprendizagem e liberdade, para que ela escolha aquilo que deseja aprender, em seu próprio ritmo. O papel do professor é apenas observar a criança, preparar o ambiente e guia-la em seu processo de aprendizagem, de modo que ela possa encontrar tudo o que precisa para se desenvolver em cada estágio.
Outro aspecto importante do método Montessori é que o método montessori visa preparar a criança para a vida. Para isso, as atividades visam o desenvolvimento da autonomia e devem, o tanto quanto possível, retratar a vida. A aprendizagem social e emocional é também um aspecto muito importante do método Montessori. Diferente do ensino tradicional que utiliza métodos coercivos – como ameaças, punições e recompensas – o método Montessori, por sua vez, utiliza o diálogo e bom relacionamento entre professor e aluno. Acredita-se que a criança tem dentro de si uma pulsão por aprender e se desenvolver e isso é uma motivação suficiente, não sendo necessária a utilização de métodos coercivos.
Criatividade e o Talento
A Dra. Montessori também verificou através de muitos anos de observação que quando a criança tem suas necessidades de desenvolvimento atendidas, ela naturalmente apresenta um comportamento pacífico, amoroso e cooperativo. Há algumas décadas, o maior diferencial para o sucesso profissional e social era ter um curso superior. No entanto, segundo projeções da UNESCO, nos próximos trinta anos mais pessoas terão formação superior do que em toda a história da humanidade. Isso nos força a rever nossos conceitos sobre o que é a educação ideal, visto que o diploma universitário pode não mais ser um diferencial e, então, outras qualidades podem ser consideradas essenciais, como a criatividade e o talento.
O talento humano é extremamente diverso e as pessoas têm diferentes aptidões. Deve ser o papel da escola propiciar oportunidades para que os talentos se revelem. Um aspecto fundamental do método Montessori é que ele possibilita à criança o desenvolvimento de importantes habilidades para a vida, assim como o desenvolvimento de seus talentos e aptidões inatas, no momento mais adequado para que este desenvolvimento ocorra, aproveitando os períodos sensíveis durante a primeira infância.
O ensino híbrido é uma tendência para o século XXI e com a pandemia do covid-19 essa metodologia tem sido muito buscada pelas instituições de ensino. Mas você sabe o que é e como aplicar o ensino híbrido na sua escola?
O ensino híbrido é uma proposta inovadora para a educação básica porque permite aplicar os benefícios da tecnologia em sala de aula. Neste modelo, o estudante tem acesso a aulas presenciais e online.
O objetivo é combinar as vantagens da educação presencial e a distância com o intuito de estimular as interações sociais e culturais e ainda proporcionar o contato com as ferramentas tecnológicas do campo da educação. O ensino híbrido pode ser adotado por escolas das diferentes séries da educação básica. No entanto, é mais comum no ensino fundamental e médio.
Benefícios do ensino híbrido
Para que alcance os objetivos a que se propõe, o uso da tecnologia no ambiente escolar deve ser acompanhado pelos educadores e conter um direcionamento pedagógico. Assim, é possível contribuir para o desenvolvimento de diferentes habilidades.
Confira alguns benefícios do ensino híbrido:
Aperfeiçoamento da criatividade
Estimula a capacidade de manter o foco e atenção
Aprendizagem para uso do computador e uso da internet
Conhecimentos sobre o campo da informática, softwares e hardwares
Aprendizado mais atualizado, que acompanha as atuais mudanças da sociedade.
Ensino Híbrido e o que você precisa saber sobre essa modalidade
Essa tendência da Educação alia a praticidade do ensino online com a força do presencial
O Ensino Híbrido é uma das maiores tendências da Educação do século 21
O Ensino Híbrido é uma das maiores tendências da Educação do século 21, que promove a integração entre o ensino presencial e propostas do ensino a distância (EAD). Ou seja, conecta a educação à tecnologia, que já está tão presente na vida do estudante. Nesse sentindo, a ideia é que as partes online (remoto) e offline (presencial) se conectem e complementem, proporcionando diferentes formas de potencializar o aprendizado dos alunos.
O estudante possui controle sobre, o modo, o ritmo e o local de estudos
Na parte online, o estudante possui controle sobre o tempo, o modo, o ritmo e o local de estudos. Por exemplo, ele pode estudar em sua casa, na escola, no laboratório de informática. Além disso, o aluno pode realizar pesquisas em seu celular, computador ou usando um tablet. O que importa é que, no online, ele controle o seu estudo, o que favorece a tomada de decisões e sua autonomia.
Encontros presenciais realizados nas escola
Já na parte offline, que são os encontros presenciais realizados nas escolas, pode ter diversos momentos: o estudante estudando em grupos ou com a turma, com ou sem a presença do professor, ou até mesmo em momentos individuais. O mais importante dessa parte é a valorização das relações entre alunos e professor e entre alunos e seus colegas de turma. O objetivo central é a qualidade na aprendizagem da aula.
Como funciona o ensino híbrido
No ensino híbrido são valorizadas as interações sociais no ambiente escolar e o aprendizado de forma individual a partir do contato com o ambiente virtual. É fundamental que os dois momentos sejam complementares. Dessa forma, poderão promover uma educação mais dinâmica e personalizada.
Na fase presencial os educadores estimulam o convívio social entre os alunos e com o professor. Já a parte dos exercícios digitais proporciona um pouco de autonomia ao estudante para escolher local e horário para o seu aprendizado, além de adquirir conhecimentos importantes para o seu desenvolvimento profissional.
Conceito de Ensino Híbrido
O ensino híbrido, conhecido também como blended learning, é a combinação do ensino presencial, que ocorre na sala de aula, com o ensino à distância, que utiliza tecnologias para a continuidade do ensino.
O Instituto Clayton Christensen aponta que pelo ensino híbrido é possível usar a tecnologia na cultura escolar para personalizar o processo de aprendizagem, sem abandonar o aspecto presencial das aulas mais tradicionais, e sim somando com o digital.
As aulas presenciais têm como foco a interação entre professor e alunos. Os conteúdos e atividades são passados de forma online, e, assim, a aula presencial serve para tirar dúvidas, discutir assuntos e ainda desenvolver trabalhos e atividades. Quando se trata de aulas onlines, alunos podem ter acesso a plataformas EAD para realizar tarefas e ter acesso a conteúdos, individualmente.
Ensino híbrido, o que é e como implementá-lo na sua instituição?
Não é novidade que as tecnologias e metodologias de ensino passam por transformações constantes para atender a sociedade. Contudo, a presença tecnológica na educação tornou-se ainda mais necessária ao longo dos anos. A pandemia, em 2020, fez com que as instituições de ensino se adaptassem para dar conta de um novo cenário, com as aulas remotas.
E justamente por conta dessa necessidade de adaptação, viemos falar sobre uma metodologia que ganhou espaço nos últimos tempos: o ensino híbrido. Neste artigo, explicaremos os conceitos sobre o tema e de que maneira sua escola ou curso poderá implementá-lo no dia a dia. Quer saber mais? Confere com a gente!
Conheça alguns dos modelos de ensino híbrido:
Os modelos de rotação utilizam de diferentes espaços, dentro e fora da sala de aula, para que os alunos revezem entre si atividades de acordo com um horário pré-definido conforme foi orientado pelo professor. Seguindo o modelo de rotações, é possível aplicar:
Sala de aula invertida
o estudante tem contato com o conteúdo antes da aula, de forma com que se prepare para as atividades posteriores. Assim, o aluno traz uma bagagem de conhecimento para a aula e compartilha para o restante da turma.
Flex
No modelo flex, os estudantes alternam as modalidades de aprendizado de forma fluida e personalizada, tendo o ensino online como base principal. Aqui, cada aluno aprende no próprio ritmo e o professor mantém-se disponível para tirar dúvidas. Por ser um modelo disruptivo, que propõe uma organização incomum, ele é pouco conhecido no Brasil.
À la carte
No “à la carte”, o aluno estuda em um ou mais cursos online, além dos tradicionais na escola em formato presencial. Nessa modalidade, o aluno escolhe o que deseja cursar de acordo com sua própria conveniência e rotina.
Rotação individual
Como o próprio nome sugere, nesse modelo o aluno rotaciona individualmente entre diversas estações de ensino. O ideal, nesse caso, é que cada estação trabalhe o mesmo conteúdo utilizando recursos diferentes – como livros, vídeos, músicas e brincadeiras. Dessa maneira, o aluno poderá aprender o conteúdo proposto de diversas formas para fixá-lo de diferentes modos.
Virtual enriquecido
Esse modelo divide o aprendizado entre componentes online e offline. Apesar de o tempo de interação entre aluno e professor ser necessário, no modelo virtual enriquecido, o aluno não tem a obrigatoriedade de estar na instituição fisicamente todos os dias.
Rotação por estação
Na rotação por estação, os alunos são organizados em grupos que realizam tarefas de acordo com a proposta do professor para cada um deles – geralmente, na sala de aula física. Os grupos podem ser envolvidos com atividades online que, de certo modo, não demandam tanto acompanhamento do educador.
Laboratório rotacional
No laboratório rotacional, os alunos utilizam, além da sala de aula, os laboratórios com bastante frequência. O método busca aumentar a eficiência operacional e facilitar o aprendizado individual, apesar de não substituir as lições tradicionais aplicadas em sala de aula.
Para Ricardo Silva Garcia, professor e coordenador do curso superior de tecnologia em Gestão de Recursos Humanos da Unijorge, “a adoção do modelo de trabalho híbrido (que mistura o virtual e o presencial) tende a ter mais espaço no mercado empresarial a partir de agora. O isolamento social e a ampliação das atividades laborais via home office, em seu processo acelerado por conta da pandemia, proporcionou para as organizações uma curva de experiência no que diz respeito ao trabalho remoto e à sua relação com a produtividade. ”
Mas, por outro lado, o modelo presencial também tem vantagens que precisam ser consideradas, como a possibilidade de colocar as equipes em contato, sustentando o espírito colaborativo e o famoso “olho no olho”, assim como de realizar reuniões e eventos corporativos.
Por isso, gigantes empresariais já veem nos resultados de algumas pesquisas realizadas que o trabalho híbrido é uma tendência que não pode ser ignorada. A Ambev, por exemplo, constatou que 90% de seu quadro global de funcionários deseja operar dessa forma. Afinal, o modelo parece unir o melhor dos dois mundos, sem perder produtividade, segurança, engajamento, entre outros índices positivos.
O professor Ricardo Silva Garcia destaca, ainda, outros benefícios relacionados a esse formato, como:
Otimização das atividades;
Diminuição dos atrasos dos colaboradores por causa do trânsito;
Descentralização e aumento do trabalho em equipe;
Redução de custos;
Melhor gestão do tempo para realização de atividades com familiares e amigos.
Mas como se preparar para implementar o modelo de trabalho híbrido com segurança e eficiência?
Assim como qualquer novidade, o trabalho híbrido precisa ser implementado por meio de uma política que leve em consideração uma série de fatores importantes para que empresas e colaboradores saiam ganhando.
“Esta nova realidade exigirá das organizações o investimento em treinamento (capacitação) de seus funcionários, aquisição de softwares específicos, adequação da ergonomia dos espaços em home office e a revisão do modelo organizacional com valores mais orgânicos e flexíveis”, ressalta.
Além disso, o RH deve estar atento aos aspectos relacionados à gestão das pessoas e à organização do trabalho no modelo híbrido. “Será preciso ter cuidado com a capacitação constante dos colaboradores, o mapeamento dos indicadores de produtividade, a formação de lideranças voltadas às competências e habilidades necessárias para a gestão de equipes neste formato, além, é claro, do cuidado com a a qualidade de vida no trabalho, o atendimento à legislação trabalhista e a manutenção dos direitos dos funcionários. Penso que esta é a tendência do mundo corporativo, muito por conta dos avanços tecnológicos atuais”, analisa Garcia.
No que diz respeito ao trabalho remoto, também é importante garantir que os gestores das empresas acompanhem e orientem de forma adequada suas equipes, criando proximidade e engajamento por meio de ferramentas que as áreas de Recursos Humanos e de Infraestrutura podem disponibilizar.
Já em relação ao trabalho presencial, vale lembrar que os escritórios devem seguir ainda por muito tempo os protocolos específicos de higiene e segurança estabelecidos pelos órgãos de saúde municipais, estaduais e federais. Nesse sentido, totens de higienização com álcool em gel, o uso permanente de máscaras por todos os funcionários no ambiente interno, o distanciamento de, pelo menos, 1,5m (um metro e meio) entre os postos de trabalho e/ou a instalação de placas de acrílico entre as baias são algumas das medidas mais recomendadas.
Também vale revisar o modelo organizacional e torná-lo mais flexível
Trabalhar de forma mais flexível, principalmente pensando no momento delicado de saúde pública e economia pelo qual estamos passando, é essencial a partir de agora.
Flexibilidade, tanto na questão de horários e resultados, quanto na forma de lidar com os colaboradores no dia a dia, deve ser uma pauta prioritária para as empresas daqui para frente. Justamente por isso, cabe aos gestores desenvolverem uma relação cada vez mais humanizada com suas equipes, mostrando-se dispostos a ouvir o que os profissionais têm a dizer e procurando trabalhar suas habilidades interpessoais em prol do bem-estar corporativo.