por Escola Prisma | 1 set, 2018 | Dicas da Escola Prisma, Educação Montessori, Método Montessori, Pedagogia Montessoriana |
O método Montessori na atualidade fomentaria o desenvolvimento natural das habilidades das crianças com base na exploração, na colaboração com outros colegas de turma, na curiosidade, no jogo e na comunicação. Saiba mais a seguir.
Maria Montessori é a criadora de um método educacional que foi uma revolução. Tal foi o alcance de suas propostas que seu nome transcendeu sua área de especialização. O método que ela propôs colocava uma ênfase especial na brincadeira, apontando-a como o meio perfeito para o desenvolvimento de várias habilidades e aptidões em crianças.
Um exemplo de aplicação pode ser encontrado em muitas escolas infantis. Falamos de uma formação não obrigatória que se concentra no jogo, na diversão e na flexibilidade, buscando que as crianças sejam espontâneas e tenham iniciativa.
Em última análise, o método de Maria Montessori favorece a independência dos pequenos, ao mesmo tempo em que eles adquirem valores básicos de convivência e cooperação, começando pelo respeito pelos seus colegas.
Os princípios básicos do método Montessori
Atualmente, podemos analisar o método Montessori com base nos princípios básicos que o regem. Embora sua implementação possa levar a diferentes adaptações dependendo das preferências dos educadores, na essência, podemos encontrar o seguinte.
Para começar, o método Montessori incentiva a aprendizagem com base nas descobertas. Descobertas que, por outro lado, ocorrem graças à curiosidade inata que todos nós temos. É só pensar que sempre aprendemos melhor quando algo nos causa curiosidade e quando queremos perguntar para “saber mais”.
Precisamente, este método busca aproveitar essa inclinação natural que as crianças têm de fazer perguntas e encontrar respostas.
Além disso, esse método não esquece que o ambiente precisa atender às necessidades de cada criança de acordo com suas características (idade, cultura, existência de algum diagnóstico: hiperatividade, autismo, etc.).
Para isso, devemos adicionar a opção de adaptar o método ao material natural com o qual cada criança pode interagir e tocar. Nos referimos à madeira, terra e outros materiais que não sejam artificiais.
A ideia é que todos os jogos propostos tenham um componente colaborativo e que sejam sempre supervisionados, direcionados e coordenados pelo professor. Ele deverá intervir o mínimo possível no processo de aprendizagem das crianças: tentará ser apenas um guia.
O método Montessori na atualidade transformaria a educação tradicional, transformando as aulas em atividades que são muito mais dinâmicas e divertidas. Por esse motivo, as aulas geralmente são realizadas por 3 horas seguidas, sem qualquer interrupção.
Para terminar com os princípios que regem este método, é necessário ressaltar que o método Montessori busca formar salas de aula grandes e por grupos de faixas etárias diferentes (com uma diferença máxima de 3 anos de idade).
Ou seja, crianças entre 6 e 9 anos, por exemplo, juntas em uma sala de aula para que possam interagir não apenas com colegas da sua própria idade. Isso pode ser muito benéfico como estímulo.
Influência do método Montessori na atualidade
Felizmente, o método Montessori sobreviveu à passagem do tempo e hoje o seu espírito faz parte da estratégia educacional de diferentes escolas. Um tipo de formação onde se trabalha muito com o jogo, favorece a independência e a autonomia da criança e sua interação com diversos elementos que despertam sua curiosidade.
Em suma, o método aproveita a inclinação natural para o jogo e a diversão que ocorre nesta etapa para transformá-lo no principal motor educacional.
No entanto, à medida que nos submergimos na educação primária, o panorama muda. As crianças passam horas sentados olhando para o professor, recebendo reforço por ficarem quietos (ou punição por não fazê-lo), não podendo falar e tendo que prestar atenção por longos períodos.
Aulas que se seguem uma após a outra, com uma dinâmica especializada em acabar com qualquer tipo de motivação intrínseca para a aprendizagem.
Existem várias escolas que escolheram o método Montessori na atualidade, mas, apesar de tudo isso, é possível que surja uma dúvida. O método Montessori está destinado apenas para crianças entre 0 e 6 anos? Embora a maioria das escolas atualmente ofereça este método apenas para esta faixa etária, o fato é que Maria Montessori o projetou para que pudesse ser usado até os 12 anos de idade.
No entanto, o método Montessori na atualidade também poderia ser aplicado na etapa do ensino médio. Maria Montessori, embora não tenha tido tempo para projetá-lo e desenvolvê-lo completamente para esta etapa, deixou algumas diretrizes estabelecidas sobre os passos a serem realizados com crianças mais velhas.
A educação atual se concentra muito nas notas, por isso são enviadas muitas tarefas aos alunos, cujo sucesso em sua realização garante uma nota favorável na prova final. O método Montessori procura o contrário, não há provas nem tarefas de casa, porque o objetivo principal é aprender, não obter a melhor nota.
Os dados nos dizem que a educação que ocorre após o ensino primário aborrece o aluno. Longe de motivá-lo, faz com que ele pense que ir à escola ou ao colégio é inútil. Esta situação deve ser um incentivo para repensar a maneira como estamos ensinando.
Uma maneira em que se promove a competitividade e onde uma nota nos rotula como fracassados ou inteligentes, ao mesmo tempo em que permanece cega ao objetivo prioritário: que o aluno se sinta motivado, além da avaliação, para entender o mundo que o rodeia.
Fonte: A mente é Maravilhosa
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por Escola Prisma | 29 maio, 2018 | Dicas da Escola Prisma, Educação Montessori, Método Montessori, Pedagogia Montessoriana |
Seu filho passa dez minutos brincando no banho, e isso o faz dormir melhor. Você decide deixar que ele brinque com as panelas, e fica mais fácil estudar depois. Crianças que têm mais liberdade para brincar também são crianças de convivência suave.
Crianças de qualquer temperamento e personalidade, uma vez concentradas, são mais felizes, têm mais iniciativa, mais sucesso no que fazem, lidam melhor com frustração e compreendem melhor orientações. Por quê? E como ajudar a criança a se concentrar?
A criança que se concentra é imensamente feliz.
A frase é de Maria Montessori, mas poderia ser de qualquer grande universidade contemporânea. A concentração é uma das características-chave do desenvolvimento infantil, e embora isso tenha sido descoberto pela primeira vez no começo do século XX, recentemente a concentração foi relacionada a um grupo de funções cerebrais chamadas funções executivas e diretamente relacionada a um desenvolvimento emocional positivo, a melhor desempenho acadêmico e a uma socialização mais saudável. Por que isso acontece?
Quando a criança se concentra, penetra em uma realidade interior que não é acessada sem concentração. Sem concentração, a criança precisa só fazer coisas. Precisa dar conta de tarefas, cumprir ordens, obedecer, controlar-se. Mas não entra em contato com o que acontece dentro dela mesma. Está ocupada demais fora.
Quando se concentra, acontece o contrário. O mundo exterior só existe até as mãos dela. O interior aparece. Ela lida com a sua resiliência, com frustrações, com novos desafios, com a sensação de sucesso e vitória, e a sensação de fracasso, lida com pensamentos, emoções, com seu discurso interior… E na medida em que compreende melhor o que acontece dentro dela, consegue viver melhor fora.
A concentração está mesmo relacionada à felicidade. Mas é mais que isso. Ela está relacionada a propósito. Quando a criança se concentra, não faz as coisas por fazer. Faz porque as coisas fazem sentido. E isso é raro nas vidas das crianças e dos adultos. Num mundo em que na maior parte do tempo se faz coisas porque elas têm que ser feitas, ou porque queremos nos distrair, a concentração é um portal. Para um mundo diferente. Para um desenvolvimento saudável.
A criança sabe de tudo isso. Intuitivamente. Lá dentro. Porque nasceu para se concentrar e se desenvolver da melhor maneira que puder. Por isso ela busca as panelas. Por isso ela tira as calças assim que consegue colocá-las. Por isso ela demora com os brinquedos no banho.
Nós podemos ajudar a criança a se concentrar. Em um texto sobre o assunto, explicamos como:
Como nasce a concentração? A concentração nasce do trabalho. Um trabalho muito especial, que envolva as mãos, a mente e o coração. Que seja interessante, agradável e envolva movimento. De todos os tipos possíveis de trabalho, os que conduzem mais facilmente à concentração são as atividades de independência – que em Montessori nós chamamos de atividades de Vida Prática.
As atividades de Vida Prática são as que permitem à criança se tornar independente do adulto. A criança sempre quer fazer coisas. Nos primeiros seis anos de vida o que mais quer é aprender a fazer as coisas sozinha. Para isso, precisa de nossa ajuda. Nós podemos:
Abaixar ítens da casa para que fiquem acessíveis para a criança.
- Bandejas, travessas, utensílios de cozinha. Livros, roupas, sapatos. Vassouras, rodos, panos. Regadores para plantas, esponjas de banho, sabonete em pedaços.
Demonstrar como se usa cada um desses ítens.
- Atividades de cortar, regar, lavar, limpar…
- Podemos demonstrar em silêncio, para que a criança não se distraia com nossa voz, ou podemos falar sobre o que vamos fazer, com poucas palavras, e então fazer em silêncio.
- Devemos demonstrar devagar, como se alguém estivesse nos ensinando a fazer algo muito, muito complexo.
- E aí devemos convidar a criança para fazer.
As coisas que a criança já sabe usar devem ficar disponíveis para ela, enquanto houver interesse.
- O interesse depende do desafio. Quando não houver mais desafio, o interesse desaparece.
- Isso é um sinal de que podemos oferecer um desafio mais complexo naquela direção.
Depois que a criança estiver trabalhando, não interrompa.
- “Nunca interrompa uma criança em alguma coisa que ela acha que pode fazer sozinha” – Montessori
- “Nunca interrompa uma criança que progride, não importa quão lentamente” – Montessori
A criança não vai se concentrar de uma vez.
No começo pode ser um desafio entender que a criança deseja de verdade se concentrar, e pode ser um desafio maior ainda achar atividades que promovam a concentração. Não se intimide. A criança não vai se concentrar de uma vez.
Primeiro ela vai se interessar, depois se tranquilizar, aí começar a ter algum foco, e só então se concentrar de verdade. A tranquilidade já é um presente precioso.
Para ajudar você, escolhi alguns vídeos do incrível Voila Montessori, que estão numa playlist abaixo. Não se limite às ideias dos vídeos. Siga sua criança e os interesses dela.
Fonte: Lar Montessori por Gabriel Salomão
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por Escola Prisma | 29 maio, 2018 | Dicas da Escola Prisma, Educação, Educação Montessori, Método Montessori, Pedagogia Montessoriana |
Os Professores Montessorianos passam por uma formação profissional extensa e exigente!
Isso mesmo! O professor montessoriano passa por uma formação profissional extensa e exigente, e desenvolve atitudes muito diferentes das comuns com as crianças. Ele aprende a falar da forma apropriada, a respeitar esforços das crianças, a não interromper, a mediar conflitos e prevenir que eles aconteçam… é uma transformação na forma de ver o ser humano.
Claro, algumas dessas atitudes só são necessárias na escola, onde há muitas crianças o tempo todo. Mas algumas das mais importantes atitudes do professor montessoriano são, na essência, simples, e podem ser usadas em casa com sucesso, para a nossa felicidade e a da criança.
Neste texto, vamos ver cinco atitudes importantes dos professores montessorianos e como trazer cada uma delas para casa, para o benefício de nossos filhos.
1. Não interromper a criança. Confiar nela.
Todos os adultos interrompem as crianças mais do que deveriam. Mas os professores montessorianos fazem isso muito menos. Montessori sugeria nunca interromper uma criança em alguma coisa que ela acredita que é capaz de fazer sozinha.
Mesmo quando nós não acreditamos, precisamos confiar na criança. Se ela acredita, confiamos na criança. E muitas vezes nos surpreendemos. Em outras, precisaremos mesmo ajudar, e aí damos o mínimo de ajuda necessário para que a criança retome a crença em si e continue por si só a partir de então.
2. Falar baixo, devagar e olhar nos olhos.
É o oposto do que geralmente se faz com as crianças, não é? Nós falamos rápido, em pé, e repetimos rápido e várias vezes até a criança conseguir processar esse monte de ordens repetidas e obedecer, humilhada.
Professores montessorianos resistem ao impulso de acreditar que “porque eu sou adulto, a criança deve obedecer”, e se esforçam para conquistar a admiração e a vontade de ouvir da criança, com uma abordagem gentil, agradável e sedutora.
Mesmo quando precisam colocar limites, fazem isso falando devagar, baixo, e olhando nos olhos das crianças. Isso, felizmente, faz com que as crianças compreendam muito melhor o que dizemos a elas.
3. Mostrar de novo, e de novo, e de novo…
Montessori dizia que tínhamos de ser incansáveis na apresentação daquilo que a criança não absorveu ainda. Incansáveis. Isso quer dizer mostrar de novo, e de novo. Muitas vezes, porque convidamos nossos filhos para cozinhar por cinco vezes, no ano passado, e ele não aceitou, julgamos pelo resto dos dias que ele “não gosta de cozinhar”.
Não é verdade. Pode ser que ele não estivesse com vontade em nenhuma das cinco vezes. Pode ser que o prato não o agradasse. Pode ser que ele tivesse outra ocupação em mente. Convidamos de novo, e de novo, e de novo. Até que a criança tenha a chance de ter a experiência, vivenciar, e aprofundar-se ou não nela.
4. Observar, organizar e agir.
Professores montessorianos começam o dia com um plano que indica coisas que podem fazer com várias das crianças de sua sala. Esse plano pode ser esquecido ou abandonado a qualquer momento.
O que comanda os dias não é o planejamento, mas o comportamento das crianças reais (não as da tabela, não as do Pinterest). Nós, em casa, podemos observar também. Talvez não com o mesmo nível de detalhes, mas podemos olhar nossos filhos e tentar descobrir do que eles precisam, mais do que o que eles merecem, ou o que nós queremos que eles recebam.
Encontrar do que é que precisam, o que mostram precisar por meio de seus comportamentos, é a chave para uma convivência que seja pacífica e produtiva.
5. Corrigir o ambiente, não a criança.
Entre professores montessorianos, fala-se muito do ambiente. Uns pedem para ver fotos do ambiente do outro, e têm ideias incríveis por detalhes mínimos que viram em outros espaços. Isso acontece porque esses professores sabem que o segredo de quase todo o bem estar de uma sala está no ambiente preparado.
Os professores não tentam mudar os comportamentos das crianças, eles mudam o ambiente e o seu próprio comportamento para satisfazer as necessidades das crianças, e o comportamento muda como consequência do resto, e não por “força de vontade” ou “disciplina”.
As nossas casas não são salas montessorianas, mas é realmente possível alterar nossos ambientes para ajudar nossas crianças a viverem melhor. Se fizermos isso, teremos muito menos ocasião para querer as corrigir, inclusive.
Os professores montessorianos são profissionais da infância, mas muito daquilo que fazem é resultado de “muita observação, e muito bom senso”, como dizia Montessori, e isso todos nós podemos ter.
Experimente essas atitudes, com confiança e curiosidade.
Volte para dividir a alegria de uma convivência mais tranquila e as revelações do comportamento natural de seus filhos quando deixados em liberdade em um ambiente realmente preparado para eles. Espero você!
Fonte: Lar Montessori por Gabriel Salomão
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