Escola Infantil em Juazeiro-BA: Por que o “Segundo Lar” é o Futuro da Educação?

Escola Infantil em Juazeiro-BA: Por que o “Segundo Lar” é o Futuro da Educação?

Escola Infantil em Juazeiro-BA: Por que o “Segundo Lar” é o Futuro da Educação? | A escolha da escola infantil é, talvez, a decisão mais importante que você tomará pelo seu filho. Em Juazeiro, pais que buscam mais do que apenas uma “grade curricular” encontraram na Escola Prisma um porto seguro. Mas o que nos torna referência? Não é apenas o método, é a nossa filosofia de ser o Segundo Lar do seu filho, unindo a precisão científica de Montessori ao calor de um abraço real.

O Acolhimento: Além do Carinho, o Vínculo

Na Escola Prisma, acreditamos que o aprendizado significativo só floresce onde existe segurança emocional. Enquanto o mercado foca em “instrução”, nós focamos em Acolhimento Familiar Radical. Aqui, seu filho não é um número em uma lista; ele é um protagonista único. Nossos educadores, pós-graduados no Método Montessori, atuam como mentores que respeitam o ritmo de cada descoberta, garantindo que o amor seja o alicerce de cada nova habilidade conquistada.

Excelência Montessori: A Ciência da Autonomia

O Método Montessori na Prisma não é um manual estático, é uma bússola para a vida. Em nossas salas preparadas, as crianças desenvolvem o que o futuro exige: foco, pensamento crítico e independência. Através de materiais sensoriais e do “trabalho profundo”, transformamos a curiosidade natural em competência real. É aqui que as soft skills — como a resiliência e a colaboração — são treinadas silenciosamente, preparando seu filho para desafios que as máquinas jamais resolverão.

Ensino Fundamental: A Continuidade do Protagonismo

O sucesso iniciado na educação infantil não para. Na transição para o Ensino Fundamental, a Escola Prisma mantém a chama da autonomia acesa. Nossos alunos não apenas “aprendem a matéria”; eles aprendem a aprender. Com uma equipe altamente capacitada, garantimos que a transição seja suave e que os valores de ética, liderança e curiosidade científica acompanhem o aluno em toda a sua trajetória acadêmica.

Segurança: Paz de Espírito para Quem Ama

Sabemos que, para você, segurança é inegociável. Para nós, também. Mas nossa visão de segurança vai além do monitoramento constante e das instalações planejadas; envolve a segurança emocional. Criamos um ambiente onde a criança se sente protegida para errar, tentar de novo e crescer. É o ambiente controlado do Método Montessori somado ao rigor de um cuidado familiar, permitindo que você siga seu dia com a certeza de que seu maior tesouro está em boas mãos.

Conclusão: O Melhor Começo para Quem Vai Transformar o Mundo

A Escola Prisma não é apenas uma escola infantil em Juazeiro-BA; é um ecossistema de transformação. Nosso propósito é claro: acolher o presente para garantir o amanhã. Ao escolher a Prisma, você não está apenas matriculando seu filho em uma escola de excelência no Método Montessori; você está dando a ele o presente da confiança.

Seu filho merece o melhor começo possível. Venha conhecer o Segundo Lar que prepara Líderes Humanos para um Mundo Novo.

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A Educação Montessori: Origem e Teoria

A Educação Montessori: Origem e Teoria

A Educação Montessori: Origem e Teoria por Trás do Método que Transforma Vidas na Escola Prisma | Descubra a origem e a teoria da Educação Montessori. Entenda como a visão de Maria Montessori sobre o desenvolvimento humano e as tendências naturais da criança moldam a prática pedagógica na Escola Prisma, em Juazeiro e Petrolina.

Em um mundo em constante e rápida transformação, onde o futuro é muitas vezes imprevisível, a pergunta que ecoa na mente de todos os pais é: “Como preparar meu filho para a vida?”. Na Escola Prisma, acreditamos que a resposta não está em métodos educacionais do passado, focados em memorização e competição, mas sim em uma abordagem que olha para o ser humano em sua totalidade.

Essa abordagem é a Educação Montessori. Mas de onde ela vem? Qual é a teoria que sustenta essa prática que encanta famílias ao redor do mundo há mais de um século?

Neste artigo, convidamos você a mergulhar na origem e teoria da Educação Montessori. Vamos explorar a visão revolucionária de Maria Montessori sobre o desenvolvimento infantil e entender por que esse método continua sendo a resposta mais atual e eficaz para formar adultos capazes, felizes e contribuintes para a sociedade.

Qual é a Visão de Educação no Método Montessori?

Diferente da educação tradicional, que muitas vezes fragmenta o aprendizado em disciplinas e séries isoladas, a visão de educação no método Montessori é holística. Para Maria Montessori, a educação e a criança são inseparáveis.

Não medimos o sucesso apenas por notas em provas. Nosso objetivo na Escola Prisma é auxiliar o desenvolvimento natural da criança desde a infância até a idade adulta, visando a formação de um ser humano completo. É um processo pessoal e único, que não se pauta pela idade cronológica, mas sim pelos estágios de desenvolvimento individuais de cada aluno.

Maria Montessori, através de décadas de observação científica de crianças em diversas culturas, identificou princípios universais do comportamento humano. Ela percebeu que a educação deve ser uma ajuda à vida, adaptando-se às necessidades de cada fase do crescimento, e não o contrário.

Como o Desenvolvimento Humano Ocorre na Interação com o Ambiente?

Uma das descobertas centrais de Montessori é que o desenvolvimento humano na interação com o ambiente é fundamental. A criança não é um recipiente vazio a ser preenchido com informações; ela é uma exploradora nata, construindo seu próprio conhecimento através da experiência sensorial.

Desde bebês, os humanos absorvem o mundo tocando, provando, ouvindo e observando. Na Escola Prisma, reconhecemos e valorizamos essa necessidade. É por isso que nosso ambiente é meticulosamente preparado.

A educação Montessori se baseia em três pilares essenciais:

  1. Um Ambiente Preparado: Rico em materiais que convidam à exploração e à descoberta independente.

  2. Um Adulto Preparado: O professor como um guia observador, que conecta a criança ao ambiente e sabe o momento certo de intervir ou de se afastar.

  3. Liberdade com Responsabilidade: A criança tem a liberdade de escolher seu trabalho e de repeti-lo quantas vezes forem necessárias, desenvolvendo foco e autodisciplina.

Quando a criança está livre para interagir com um ambiente preparado, sua energia se canaliza de forma produtiva e pacífica. A necessidade de intervenções comportamentais diminui drasticamente, pois ela está engajada em sua própria autoconstrução.

O Que São os Planos de Desenvolvimento e Por Que São Importantes?

Montessori observou que o crescimento não é uma linha reta e constante. Ele ocorre em ciclos, que ela chamou de Planos de Desenvolvimento. São quatro estágios distintos (0-6, 6-12, 12-18 e 18-24 anos), cada um com suas próprias características, necessidades e “períodos sensíveis” para aprendizados específicos.

Imagine cada plano como uma onda: começa com um renascimento, seguido por uma rápida progressão de desenvolvimento, atinge um pico e depois desacelera. A educação tradicional, linear e igual para todos, muitas vezes ignora esses fluxos naturais.

O currículo da Escola Prisma é desenhado para responder a essas necessidades únicas de cada plano. Acompanhamos a criança em seus ritmos naturais, oferecendo o suporte e os desafios adequados para cada fase, garantindo que ela atinja seu potencial máximo em cada etapa da vida.

Por Que a Educação que Olha as Tendências Humanas é Tão Eficaz?

Maria Montessori identificou que todos nós nascemos com certas tendências humanas universais. São impulsos naturais que nos guiaram ao longo da evolução e continuam a nos impulsionar hoje. Uma educação eficaz não luta contra essas tendências; ela as utiliza como ferramentas de aprendizado.

Na Escola Prisma, nosso ambiente e nossa prática pedagógica são desenhados para satisfazer e nutrir essas tendências:

  • Exploração: Alimentamos a curiosidade natural da criança com um ambiente rico e a liberdade para investigar.

  • Ordem e Orientação: Oferecemos um ambiente organizado e previsível, que dá segurança à criança para compreender o mundo ao seu redor.

  • Comunicação: Estimulamos a expressão oral, a escuta ativa, a leitura e a escrita criativa como formas de conexão.

  • Atividade e Movimento: Reconhecemos que o aprendizado envolve o corpo e a mente. Nossas salas de aula permitem a liberdade de movimento com propósito.

  • Manipulação e Trabalho: A criança aprende tocando e fazendo. Os materiais Montessori permitem que ela concretize conceitos abstratos através de suas próprias mãos.

  • Repetição e Exatidão: A liberdade para repetir uma atividade leva à mestria, à precisão e à alegria do controle sobre o próprio aprendizado.

  • Abstração: Partimos sempre do concreto para construir uma base sólida que permita o raciocínio abstrato e a generalização.

  • Autoaperfeiçoamento: O objetivo final é que a criança desenvolva o controle interno e a busca contínua pelo seu próprio crescimento.

Conclusão: Uma Educação para o Presente e o Futuro

A Educação Montessori: Origem e Teoria não é apenas um capítulo da história da pedagogia; é uma filosofia viva e pulsante que fundamenta cada dia na Escola Prisma. Ao compreendermos as raízes desse método, vemos que ele foi desenhado para o ser humano real, com todas as suas potencialidades e necessidades.

Na Escola Prisma, em Juazeiro ou em Petrolina, honramos o legado de Maria Montessori oferecendo uma educação que respeita o ritmo de cada criança, estimula sua autonomia e a prepara não apenas para os desafios acadêmicos, mas para a vida.

Se você busca uma escola que vê seu filho como um ser completo e capaz, e que oferece um ambiente onde ele pode florescer de verdade, a Escola Prisma é o seu lugar.

Agende uma visita e venha ver a teoria Montessori em ação! Clique aqui para falar conosco pelo WhatsApp: 74 3611 3189. Descubra como preparamos seu filho para um futuro brilhante, respeitando quem ele é hoje.

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EaD Educação a Distância

EaD Educação a Distância

EaD Educação a distância (em inglês: distance education) é uma modalidade de educação mediada por tecnologias em que discentes e docentes estão separados espacial e/ou temporalmente, ou seja, não estão fisicamente presentes em um ambiente presencial de ensino-aprendizagem.

EaD História

A EaD, em sua forma empírica, é conhecida desde o século XIX. Entretanto, somente nas últimas décadas passou a fazer parte das atenções pedagógicas. A EaD surgiu da necessidade do preparo profissional e cultural de milhões de pessoas que, por vários motivos, não podiam frequentar um estabelecimento de ensino presencial, e evoluiu com as tecnologias disponíveis em cada momento histórico, as quais influenciam o ambiente educativo e a sociedade.

A EaD também é considerada um recurso que contempla as necessidades de desenvolvimento da autonomia do aluno. O desenvolvimento da autonomia é considerado, por teóricos tais como Jean Piaget e Constance Kamii, peça chave do processo de aprendizagem, no qual o aluno é o foco e o professor possui papel secundário, pois apenas orienta o aluno que por sua vez escolhe o ritmo e a maneira como quer estudar e aprender, de acordo com suas necessidades pessoais.

Os séculos XVII e XVIII

Com a Revolução Científica iniciada no século XVII, as cartas comunicando informações científicas inauguraram uma nova era na arte de ensinar. Um primeiro marco da educação a distância foi o anúncio publicado na Gazeta de Boston, no dia 20 de março de 1728, pelo professor de taquigrafia Cauleb Phillips.

O século XIX

Em 1833, um anúncio publicado na Suécia já se referia ao ensino por correspondência, e na Inglaterra, em 1840, Isaac Pitman sintetizou os princípios da taquigrafia em cartões postais que trocava com seus alunos. No entanto, o desenvolvimento de uma ação institucionalizada de educação a distância teve início a partir da metade do século XIX.

Em 1856, em Berlim, Charles Toussaint e Gustav Langenscheidt fundaram a primeira escola por correspondência destinada ao ensino de línguas. Posteriormente, em 1873, em Boston, Anna Eliot Ticknor criou a Society to Encourage Study at Home. Em 1891, Thomas. Foster iniciou em Scarnton (Pensilvânia) o International Correspondence Institute, com um curso sobre medidas de segurança no trabalho de mineração.

Em 1891, a administração da Universidade de Wisconsin aceitou a proposta de seus professores para organizar cursos por correspondência nos serviços de extensão universitária. Um ano depois, o reitor da Universidade de Chicago, William R. Harper, que já havia experimentado a utilização da correspondência na formação de docentes para as escolas dominicais, criou uma Divisão de Ensino por Correspondência no Departamento de Extensão daquela Universidade.

Por volta de 1895, em Oxford, Joseph W. Knipe, após experiência bem-sucedida preparando por correspondência duas turmas de estudantes, a primeira com seis e a segunda com trinta alunos, para o Certificated Teacher’s Examination, iniciou os cursos de Wolsey Hall utilizando o mesmo método de ensino. Já em 1898, em Malmö, na Suécia, Hans Hermod, diretor de uma escola que ministrava cursos de línguas e cursos comerciais, ofereceu o primeiro curso por correspondência, dando início ao famoso Instituto Hermod.

EaD na História Moderna

No final da Primeira Guerra Mundial, surgiram novas iniciativas de ensino a distância em virtude de um considerável aumento da demanda social por educação. O aperfeiçoamento dos serviços de correio, a agilização dos meios de transporte e, sobretudo, o desenvolvimento tecnológico aplicado ao campo da comunicação e da informação influíram decisivamente nos destinos da educação a distância.

Em 1922, a União Soviética organizou um sistema de ensino por correspondência que em dois anos passou a atender 350 mil usuários. A França criou em 1939 um serviço de ensino por via postal para a clientela de estudantes deslocados pelo êxodo.

A partir daí, começou a utilização de um novo meio de comunicação, o rádio, que penetrou também no ensino formal. O rádio alcançou muito sucesso em experiências nacionais e internacionais, tendo sido bastante explorado na América Latina nos programas de educação a distância do Brasil, Colômbia, México, Venezuela, entre outros.

Após as décadas de 1960 e 1970, a educação a distância, embora mantendo os materiais escritos como base, passou a incorporar articulada e integradamente o áudio e o videocassete, as transmissões de rádio e televisão, o videotexto, o computador e, mais recentemente, a tecnologia de multimeios, que combina textos, sons, imagens, assim como mecanismos de geração de caminhos alternativos de aprendizagem (hipertextos, diferentes linguagens) e instrumentos para fixação de aprendizagem com feedback imediato (programas tutoriais informatizados) etc.

Atualmente, o ensino não presencial mobiliza os meios pedagógicos de quase todo o mundo, tanto em nações industrializadas quanto em países em desenvolvimento. Novos e mais complexos cursos são desenvolvidos, tanto no âmbito dos sistemas de ensino formal quanto nas áreas de treinamento profissional.

A educação a distância foi utilizada inicialmente como recurso para superação de deficiências educacionais, para a qualificação profissional e aperfeiçoamento ou atualização de conhecimentos. Hoje, cada vez mais foi também usada em programas que complementam outras formas presenciais, face a face, de interação, e é vista por muitos como uma modalidade de ensino alternativo que pode complementar parte do sistema regular de ensino presencial. Por exemplo, a Universidade Aberta oferece comercialmente somente cursos a distância, sejam cursos regulares ou profissionalizantes.

EaD no mundo

A Suécia registrou sua primeira experiência em 1833, com um curso de contabilidade. Na mesma época, fundou-se na Alemanha em 1856 o primeiro instituto de ensino de línguas por correspondência. O modelo de ensino foi iniciado na Inglaterra em 1840 e, em 1843, foi criada a Phonografic Corresponding Society.

Fundada em 1969, a Open University mantém um sistema de consultoria, auxiliando outras nações a implementar uma educação a distância de qualidade. Também no século XIX, a EaD foi iniciada nos Estados Unidos na Illinois Wesleyan University.

Já no século XX, em 1974, a Universidade Aberta Allma Iqbal no Paquistão iniciou a formação de docentes via EaD. A partir de 1980, a Universidade Aberta de Sri Lanka passou a atender setores importantes para o desenvolvimento do país: profissões tecnológicas e formação docente. Na Tailândia, a Universidade Aberta Sukhothiai Thommathirat tem cerca de 400 mil estudantes em diferentes setores e modalidades.

Criada em 1984, a Universidade de Terbuka na Indonésia surgiu para atender forte demanda de estudos superiores, e prevê chegar a cinco milhões de estudantes. Já na Índia, criada em 1985, a Universidade Nacional Aberta Indira Gandhi tem objetivo de atender a demanda de ensino superior[4].

A Austrália é um dos países que mais investe em EaD, mas não tem nenhuma universidade especializada nesta modalidade. Nas universidades de Queensland, New England, Macquary, Murdoch e Deakin, a proporção de estudantes a distância é maior ou igual à de estudantes presenciais.

Na América Latina programas existentes incluem o Programa Universidade Aberta, inserido na Universidade Autônoma do México (criada em 1972), a Universidade Estatal a Distância da Costa Rica (de 1977), a Universidade Nacional Aberta da Venezuela (também de 1977) e a Universidade Estatal Aberta e a Distância da Colômbia (criada em 1983).

EaD no Brasil

No Brasil, desde a fundação do Instituto Radiotécnico Monitor, em 1939, hoje Instituto Monitor, depois do Instituto Universal Brasileiro, em 1941, e o Instituto Padre Reus em 1974, várias experiências de educação a distância foram iniciadas e levadas a termo com relativo sucesso. As experiências brasileiras, governamentais e privadas, foram muitas e representaram, nas últimas décadas, a mobilização de grandes contingentes de recursos.

Os resultados do passado não foram suficientes para gerar um processo de aceitação governamental e social da modalidade de educação a distância no país. Porém, a realidade brasileira já mudou e o governo brasileiro criou leis e estabeleceu normas para a modalidade de educação a distância no país.

Em 1904, escolas internacionais, que eram instituições privadas, ofereciam cursos pagos, por correspondência. Em 1934, Edgard Roquette-Pinto instalou a Rádio-Escola Municipal no Rio de Janeiro no projeto para a então Secretaria Municipal de Educação do Distrito Federal dirigida por Anísio Teixeira integrando o rádio com o cinema educativo (Humberto Mauro), a biblioteca e o museu escolar numa pioneira proposta de educação a distância.

Estudantes tinham acesso prévio a folhetos e esquemas de aulas. Utilizava também correspondência para contato com estudantes. Já em 1939 surgiu em São Paulo o Instituto Monitor, na época ainda com o nome Instituto Rádio­ Técnico Monitor. Dois anos mais tarde surge a primeira Universidade do Ar, que durou até 1944. Entretanto, em 1947 surge a Nova Universidade do Ar, patrocinada pelo SENAC, SESC e emissoras associadas.

Durante a década de 1960, com o Movimento de Educação de Base (MEB), Igreja Católica e Governo Federal utilizavam um sistema rádio-educativo: educação, conscientização, politização, educação sindicalista, etc.. Em 1970 surge o Projeto Minerva, um convênio entre Fundação Padre Landell de Moura e Fundação Padre Anchieta para produção de textos e programas.

Dois anos mais tarde, o Governo Federal enviou à Inglaterra um grupo de educadores, tendo à frente o conselheiro Newton Sucupira: o relatório final marcou uma posição reacionária às mudanças no sistema educacional brasileiro, colocando um grande obstáculo à implantação da Universidade Aberta e a Distância no Brasil.

Na década de 1970, a Fundação Roberto Marinho começou a oferecer o telecurso, um programa de educação supletiva a distância para ensino fundamental e ensino médio. Essa foi uma maneira de incluir para educar, disponibilizando aulas transmitidas através da emissora de televisão Rede Globo para milhares de brasileiros que precisavam concluir o ensino básico, já que a televisão era o principal meio de comunicação no Brasil, com a maior cobertura.

Entre as décadas de 1970 e 1980, fundações privadas e organizações não-governamentais iniciaram a oferta de cursos supletivos a distância, no modelo de teleducação, com aulas via satélite complementadas por kits de materiais impressos, demarcando a chegada da segunda geração de EaD no país.

A maior parte das Instituições de Ensino Superior brasileiras mobilizou-se para a EaD com o uso de novas tecnologias da comunicação e da informação somente na década de 1990. Em 1992, foi criada a Universidade Aberta de Brasília (Lei 403/92), podendo atingir três campos distintos: a ampliação do conhecimento cultural com a organização de cursos específicos de acesso a todos, a educação continuada, reciclagem profissional às diversas categorias de trabalhadores e àqueles que já passaram pela universidade; e o ensino superior, englobando tanto a graduação como a pós-graduação.

Em 1994, teve início a expansão da Internet no ambiente universitário. Dois anos depois, surgiu a primeira legislação específica para educação a distância no ensino superior. As bases legais para essa modalidade foram estabelecidas pela Lei de Diretrizes e Bases na Educação Nacional n°9.394, de 20 de dezembro de 1996[6], regulamentada pelo decreto n°9.057[8], de 25 de maio de 2017, e a Portaria Normativa n° 11, de 20 de junho de 2017.

Revogando as normativas anteriores e estabelecendo novas regras para a educação a distância no Brasil, como abertura de novas Instituições de Educação Superior, expansão de Polos e funcionamento dos cursos na modalidade EaD.

Tecnologias

Na educação a distância, professores e alunos estão conectados, interligados, por tecnologias da informação e comunicação (TICs) chamadas telemáticas, como a internet e em especial as hipermídias, mas também podem ser utilizados outros recursos de comunicação, tais como carta, rádio, televisão, vídeo, CD-ROM, telefone, fax, celular, iPod, notebook etc.

Veja algumas das tecnologias usadas na EAD.

  • Antena parabólica domiciliar
  • Material didático via correspondência
  • Televisão portátil
  • Televisor doméstico - tecnologia básica da EaD
  • Notebook - tecnologia atual para expandir o EaD
  • Aparelho de Fax. Auxílio ao EaD
  • Celulares modernos tornam-se aplicativos para EaD
  • Aplicativos destinados ao EaD
  • Tablet

Aspecto ideológico

A EaD caracteriza-se pelo estabelecimento de uma comunicação de múltiplas vias, suas possibilidades ampliaram-se em meio às mudanças tecnológicas como uma modalidade alternativa para superar limites de tempo e espaço. Seus referenciais são fundamentados nos quatro pilares da Educação do Século XXI publicados pela UNESCO, que são: aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a viver juntos e aprender a ser.

Assim, a Educação deixa de ser concebida como mera transferência de informações e passa a ser norteada pela contextualização de conhecimentos úteis ao aluno. Na educação a distância, o aluno é desafiado a pesquisar e entender o conteúdo, de forma a participar da disciplina.

Sistemática

O Ensino a Distância (EAD), embora forneça uma gama de ferramentas tecnológicas que estreite laços e minimizem obstáculos antes intransponíveis pelas distâncias físicas e o tempo real, é um espaço onde interagem pessoas com diversas necessidades que são mediadas por outras, que de igual modo, estão envolvidas no processo de ensino e aprendizagem.

É nessa perspectiva, que assumem fundamental importância nesse processo, professores e tutores de apoio presencial, como facilitadores engajados no processo educativo proposto pela EAD.

De acordo com Preti (1996), respeitando a autonomia da aprendizagem de cada aluno, o professor e o tutor aparecem como grandes responsáveis pela efetivação do curso em todos os níveis, e estará constantemente orientando, dirigindo e supervisionando o processo de ensino-aprendizagem dos alunos.

Portanto, esse papel apresenta-se ampliado, não se limitando a aspectos de apoio logístico e burocrático dos cursos, uma vez que estes aparecem na pesquisa, como profissionais multidisciplinares, também responsáveis pela recorrente motivação e acolhimento, capazes de estimular laços de pertencimento dos alunos EAD com seus cursos e polos de apoio presencial.

Assim sendo, o papel do professor não pode se limitar apenas a determinadas tarefas que podemos considerar engessadas, o papel deste profissional se amplia, devendo ter o papel de motivador. Nesta perspectiva, Rosini (2007) complementa que é função básica para um bom modelo de EAD, lidar com a geração de conhecimento, sua preocupação permanente é o modo como esse conhecimento é apreendido e incorporado pelos alunos. Professores e tutores nesse meio, são agentes motivadores e orientadores que acompanham esse processo e traçam as melhores alternativas para êxito dos alunos.

Por fim, segundo Silva et all (2014), o modelo de Educação a Distância impõe o aprimoramento de técnicas e estratégias que possam fortalecer e manter os alunos em permanente foco. Respeitando a importância de todos os agentes do processo educativo no ensino EAD, ressalta-se o papel do professor e do tutor presencial, como mediadores pedagógicos e não apenas como facilitadores dos processos administrativos e burocráticos relacionados aos cursos. Desta forma, esses agentes funcionam como o elo de ligação entre o sistema EAD, instituição e corpo discente.

Metodologias utilizadas

No ensino a distância não deve haver diferença entre a metodologia utilizada no ensino presencial. As metodologias mais eficientes no ensino presencial são também as mais adequadas ao ensino a distância. O que muda, basicamente, não é a metodologia de ensino, mas a forma de comunicação.

Isso implica afirmar que o simples uso de tecnologias avançadas não garante um ensino de qualidade, segundo as mais modernas concepções de ensino. As estratégias de ensino devem incorporar as novas formas de comunicação e, também, incorporar o potencial de informação da Internet.

A Educação apoiada pelas novas tecnologias digitais foi enormemente impulsionada assim que a banda larga começou a se firmar, e a Internet passou a ser potencialmente um veículo para a comunicação a distância.

A EaD caracteriza-se pelo estabelecimento de uma comunicação de múltiplas vias, suas possibilidades ampliaram-se em meio às mudanças tecnológicas como uma modalidade alternativa para superar limites de tempo e espaço.

A UNESCO publicou um documento que orienta a aprendizagem móvel ou m-learning, Diretrizes de políticas para a aprendizagem móvel, neste documento, é possível entender melhor o assunto da aprendizagem móvel.

Ambientes virtuais de aprendizagem (AVA)

O ambiente virtual de aprendizagem ou LMS (Learning Management System) é um software baseado na Internet que facilita a gestão de cursos no ambiente virtual. Existem diversos programas disponíveis no mercado de forma gratuita ou não. O Blackboard é um exemplo de Ambiente Virtual de Aprendizagem - AVA pago e o Moodle é um sistema gratuito e de código aberto.

Todo o conteúdo, interação entre os alunos e professores são realizado dentro deste ambiente. De acordo com Clark e Mayer(2007), os ambientes virtuais são elementos fundamentais na tarefa de ensino, porém carecem de suporte pedagógico adequado em relação ao processo de aprendizagem.

O professor como mediador na EaD

Nesse processo de aprendizagem, assim como no ensino regular o orientador ou o tutor da aprendizagem atua como "mediador", isto é, aquele que estabelece uma rede de comunicação e aprendizagem multidirecional, através de diferentes meios e recursos da tecnologia da comunicação, não podendo assim se desvincular do sistema educacional e deixar de cumprir funções pedagógicas no que se refere à construção da ambiência de aprendizagem.

Essa mediação tem a tarefa adicional de vencer a distância física entre educador e o educando, que deverá ser autodisciplinado e automotivado para que possa superar os desafios e as dificuldades que surgirem durante o processo de ensino-aprendizagem.

Hoje se tem uma educação diferenciada como: presencial, semipresencial e educação a distância. A presencial são os cursos regulares onde professores e alunos se encontram sempre numa instituição de ensino. A semipresencial, acontece em parte na sala de aula e outra parte a distância, utilizando tecnologia da informação[12].

As pessoas se deparam a cada dia com novos recursos trazidos por esta tecnologia que evolui rapidamente, atingindo os ramos das instituições de ensino. Falar de educação hoje, tem uma abrangência muito maior, e fica impossível não falar na educação sem nos remetermos à educação a distância, com todos os avanços tecnológicos proporcionando maior interatividade entre as pessoas. Utilizando os meios tecnológicos a EaD veio para derrubar tabus e começar uma nova era em termos de educação.

Esse tipo de aprendizagem não é mais uma alternativa para quem não faz uso da educação formal, mas se tornou uma modalidade de ensino de qualidade que possibilita a aprendizagem de um número maior de pessoas.

Antes a EaD não tinha credibilidade, era um assunto polêmico e trazia muitas divergências, mas hoje esse tipo de ensino vem conquistando o seu espaço. Porém, não é a modalidade de ensino que determina o aprendizado, seja ela presencial ou a distância, aprendizagem se tornou hoje sinônimo de esforço e dedicação de cada um.

Perspectivas atuais

Cabe às instituições que promovem o ensino a distância buscar desenvolver seus programas de acordo com os quatro pilares da educação, definidos pela Unesco.

Aprender a conviver diz respeito ao desenvolvimento da capacidade de aceitar a diversidade, conviver com as diferenças, estabelecer relações cordiais com a diversidade cultural respeitando-a e contribuindo para a harmonia mundial.

No Brasil, em 2018, do total de 8,3 milhões de universitários em instituições públicas e privadas, o porcentual de matriculados na EaD é de 21,2% (em 2008 era 7%), índice que avança para 46,8% nos cursos de licenciatura. Em 2023, projeções da Abmes indicam que será equivalente o número de ingressantes nas duas modalidades, com leve decréscimo no presencial.

E-learning

O termo e-Learning é fruto de uma combinação ocorrida entre o ensino com auxílio da tecnologia e a educação a distância. Ambas modalidades convergiram para a educação online e para o treinamento baseado em Web, que ao final resultou no e-Learning.

O e-Learning configura-se como uma ferramenta importante para estudantes e professores porque permitem que a informação seja transmitida e atualizada rapidamente, o que possibilita a criação de comunidades virtuais de aprendizagem para favorecer a comunicação individual ou grupal, facilitar um acesso mais flexível aos materiais educativos e permitir a autoaprendizagem, para que o indivíduo se torne o centro de seus próprios conhecimentos.

Aplicações

Existem diversas aplicações da educação a distância. O ensino de ciências jurídicas e língua portuguesa já possuem aplicações bastante fundamentadas. Em 2006 foi lançado o projeto wikiversidade, ainda em fase experimental. Trata-se de um grande projeto de ensino colaborativo mediado pela internet com várias aplicações inclusive o nível superior.

Ensino jurídico a distância

O ensino jurídico a distância é o ensino da ciência do Direito a Distância, ou a aplicação da educação a distância a esta ciência.

O ensino jurídico por transmissão de imagens via satélite é largamente utilizado no Brasil por empresas de ensino jurídico, que erigem canais de TV digital via satélite para transmitir aulas para todo o território. Estas aulas tem o objetivo principal de preparação para concursos públicos, sendo uma área comercialmente lucrativa, visto que o ensino jurídico nas universidades nem sempre é de bom nível.

O ensino jurídico a distância é pouco utilizado pelas universidades brasileiras como alternativa e auxílio na formação dos estudantes para a vida prática profissional. É inegável a vantagem que existiria na associação de universidades públicas e particulares para a produção e distribuição de conteúdo jurídico.

Língua portuguesa

O professor Sérgio Guidi foi um dos pioneiros no ensino a distância público no Brasil. De 1988 a 1993 o professor de Língua Portuguesa da Universidade Católica de Santos, em São Paulo, manteve cursos de atualização em Português Instrumental a Distância. Destinava-se a profissionais que tinham na língua portuguesa ferramenta de trabalho mas, em razão da ocupação laboriosa não podiam frequentar uma escola regular.

Através do sistema MINITEL, que no Brasil era chamado videotexto, dez capítulos de atualização na língua portuguesa foram criados como: grafia correta de palavras, acentuação gráfica, uso correto de expressões. Certificados eram emitidos para todo o país. Na Universidade Católica a elaboração dos conteúdos ficava a cargo do Laboratório de Telemática, fechado em 1995 pelo então diretor da Faculdade de Comunicação, professor Marco Antonio Batan.

O ensino de física a distância

Quando usamos a sigla E.A.D. para descrever uma modalidade de ensino, geralmente, junto dela ela, notamos dúvidas e até mesmo um certo preconceito. Ao conhecermos uma nova tecnologia que nos faz vislumbrar novas possibilidades do seu emprego na educação, normalmente se passa por três fases: A euforia inicial de um universo de possibilidades de sua aplicação em sala de aula; a depressão subsequente, muitas vezes, pela falta de aplicabilidade prática e de recursos para aplicação do mesmo; A fase pragmática que revê a aplicação da tecnologia de forma mais adequada e criteriosa.

Fonte: Wikipedia

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Autismo: desinformação e mitos alimentam preconceito

Autismo: desinformação e mitos alimentam preconceito

A criança diagnosticada geralmente não apresenta bom contato visual, não olha nos olhos e tem dificuldade para perceber mudanças de comportamento de grupos e de ambientes

Muitas pessoas ainda acreditam que o autismo representa uma espécie de condenação sem volta e que o diagnóstico significa uma vida sem oportunidades – e é exatamente esse tipo de desinformação e mito que alimenta o preconceito. A avaliação é do pediatra e neurologista infantil, Clay Brites.

Para o especialista, o Dia Mundial da Conscientização sobre o Autismo, lembrado nesta terça-feira (2), ajuda a sociedade a refletir melhor acerca dos avanços e, principalmente, do que ainda precisa melhorar para dar suporte amplo e transdisciplinar e esse grupo de pessoas e suas famílias. A data é reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

“Muitos casos são severos e passam essa impressão mesmo, mas a maioria, não. Ainda vemos muitos casos graves, inclusive, porque estamos assistindo a uma geração passada, em que o diagnóstico foi tardio. Espero que, com as informações recentes, a nova geração tenha outra evolução, bem mais satisfatória, e derrube muitos mitos.”

Em entrevista à Agência Brasil, Brites lembrou que o transtorno atinge 1% das crianças no mundo e leva a prejuízos na percepção e na capacidade de interação social adequada. Isso faz com que a criança com autismo perca boa parte da capacidade de interagir socialmente de forma construtiva, coerente, com reciprocidade, atenção concentrada e compartilhada.

O autismo, segundo o pediatra, também pode levar a comportamentos repetitivos e interesses excessivamente restritos a determinados objetos, contextos e até pessoas. A criança diagnosticada geralmente não apresenta bom contato visual, não olha nos olhos e tem dificuldade para perceber mudanças de comportamento de grupos e de ambientes.

“Essas crianças costumam ter reações corporais anormais frente a situações emocionais ou induzidas pelo grupo como, por exemplo, movimentos de mãos repetitivos. Elas têm muita dificuldade em conversar, só falam aquilo que lhes interessa – qualquer coisa induzida por terceiros ela simplesmente ignora, não dá continuidade.”

“Elas têm uma hiper preferência por objetos, têm distúrbios de sensibilidade, costumam ter medos inexplicáveis ou desproporcionais ao que está acontecendo”, acrescentou.

Os sintomas começam a aparecer nos primeiros três anos de vida e o ideal é que o diagnóstico seja feito o quanto antes, abrindo caminho para modelos de intervenção comportamentais ou desenvolvimentais – de preferência, abordagens que tenham fundamentação cientifica e um grande número de pesquisa com amostragem populacional significativa.

“A importância está em ajudá-los a adquirir competências suficientes e a tempo de poderem ser mais funcionais e socialmente melhores adaptados nos anos mais difíceis que se seguirão, ao adentrarem na escola ou no trabalho. Nesse processo, a intervenção precoce e a oportunidade de oferecer os melhores modelos auxilia na preservação ou até no ganho de capacidade intelectual e de linguagem social verbal e não verbal.”

Clay Brites e a esposa, a psicopedagoga Luciana Brites, são autores do livro Mentes Únicas. A proposta é colocar à disposição informações que ajudem a nortear a família, a escola, os profissionais e as instâncias de gestão e de Justiça sobre como proceder com pessoas com autismo.

Com linguagem acessível, a publicação, segundo ele, mostra que o autismo, ao contrário do que muito pensam, não é o fim de tudo e que, apesar de todas as dificuldades, o conhecimento é fator fundamental para que crianças dentro do espectro tornem-se seres humanos realizados dentro de suas particularidades. Com informações da Agência Brasil.

Fonte: Notícias ao Minuto

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