por Escola Prisma | 26 abr, 2021 | Dicas da Escola Prisma, Educação, Ensino Infantil, Família |
O que são habilidades socioemocionais e qual sua importância?
As habilidades socioemocionais estão ganhando cada vez mais relevância no ambiente de trabalho. O profissional do futuro precisará saber lidar com os desafios, analisar dados, gerenciar suas emoções e trabalhar de forma colaborativa com outras pessoas.
E qual é o papel do educador nesse processo? O professor precisa entender que o processo de ensino-aprendizagem deve ir além de materiais básicos como Matemática e Português.
A escola do futuro já está modificando suas atividades para unir teoria e prática, desenvolver o ser humano como um todo e favorecer as relações interpessoais.
O que são as habilidades socioemocionais?
As habilidades socioemocionais envolvem aptidão para lidar com desafios, ter habilidade para dialogar com os outros e saber entender e administrar os próprios sentimentos. Dessa forma, o indivíduo aprende a gerenciar melhor as situações do cotidiano e a trazer resultados para o local em que atua.
Por isso, está cada vez mais em evidência a necessidade de ter habilidades socioemocionais no ambiente de trabalho. As empresas buscam profissionais com inteligência emocional para lidar com os problemas, gerenciar equipes e atender clientes.
O que fazer para chegar lá? Essa habilidade pode ser trabalhada ao longo da vida do indivíduo, no ambiente escolar e familiar. Por isso, é tão importante propiciar novas experiências, o trabalho colaborativo e a consciência sobre “quem eu sou” ao longo do percurso escolar.
Por que as habilidades socioemocionais são importantes?
Elas são necessárias no dia a dia do indivíduo, bem como no ambiente de trabalho. Afinal, é sempre importante ter um colaborador capaz de lidar consigo e compreender o outro para tomar decisões dentro da empresa. Portanto, ter habilidades socioemocionais torna-se imprescindível para que o professor as reconheça e também é uma inteligência importante de ser desenvolvida no aluno.
O novo profissional precisará ser capaz de se adaptar às mudanças do cotidiano cada vez mais rápido, gerir projetos e aliar conhecimento técnico ao conhecimento humano. Por tudo isso, faz-se necessário desenvolver as habilidades socioemocionais desde criança.
Qual é a diferença entre inteligência cognitiva e inteligência socioemocional?
A habilidade de lidar com as emoções se tornou um assunto em alta no mercado de trabalho após o lançamento do livro “Inteligência Emocional”, de Daniel Goleman. O psicólogo estudou as emoções e a capacidade de aprendizado das pessoas de acordo com os seus níveis de inteligência:
- inteligência cognitiva, avaliada pelo quoeficiente de inteligência (Q.I.). Ela representa a intelectualidade e a capacidade de raciocínio lógico, que até então era considerada a característica mais importante dos indivíduos;
- inteligência emocional, avaliada pelo quoeficiente emocional (Q.E). Ela considera diferentes habilidades do ser humano como o controle de suas emoções, automotivação, facilidade para se relacionar com as outras pessoas, entre outros.
Ter as duas inteligências bem desenvolvidas é essencial para um profissional ter sucesso. Afinal, fica muito difícil de ter uma vida intelectual plena se a pessoa apresenta um baixo nível de inteligência emocional.
Um exemplo bem simples dessa situação é quando um jovem realiza uma prova do vestibular. A pessoa estudou bastante a vida inteira, tem conhecimento em diferentes disciplinas, mas fica tão nervosa durante a prova que acaba tirando uma pontuação baixa porque não conseguiu pensar com clareza.
Isso pode ocorrer em diferentes situações da vida das pessoas, como em uma entrevista de emprego, concurso, rotina de trabalho, reuniões corporativas e atividade em sala de aula. Logo, ter habilidade para lidar com os sentimentos e com os outros também leva à inteligência da ação.
Portanto, é primordial a escola trabalhar com as duas áreas da inteligência: a cognitiva e a emocional. Dessa maneira, os alunos conseguem desenvolver todas as habilidades necessárias para o futuro e o bom relacionamento com os outros.
A primeira proporcionará o conhecimento técnico e do mundo ao seu redor, enquanto a outra desenvolverá o sentimento de empatia, compreensão em relação ao outro, facilidade de diálogo e compaixão pelas pessoas ao longo da vida.
Em breve, segundo os estudos, a educação também abordará a inteligência do fazer, da ação. Uma atenção especial será dirigida à qualidade da ação e da vontade das crianças.
Como ajudar as crianças a desenvolverem as habilidades socioemocionais?
É papel do educador trabalhar as duas formas de inteligência em sala de aula. Afinal, ambas são necessárias na boa formação do indivíduo.
Como isso pode ser feito? Os trabalhos em equipe, por exemplo, estimulam a criatividade, o relacionamento interpessoal e o desenvolvimento do sentimento de empatia, uma vez que é necessário saber ouvir e expor sua opinião para os outros.
Esse tipo de atividade também ajuda a desenvolver um raciocínio lógico e o poder da argumentação, além da habilidade de lidar com suas emoções e saber ser contrariado. Essa situação simples já está preparando o aluno para lidar com seu ambiente de trabalho no futuro.
Também é possível desenvolver as competências socioemocionais com atividades lúdicas, como música, artes, rodas de conversa e experimentação. Por isso, algumas faculdades de pedagogia também estão desenvolvendo essas atividades durante a formação de professores.
O trabalho para pedagogos não será apenas formar cidadãos prontos para entrar em uma faculdade e aprender mais técnicas e teorias. Ele envolverá a compreensão das dificuldades de seus alunos e criatividade para realizar projetos diferenciados.
Participação dos pais nesse processo
Os pais também são fundamentais no desenvolvimento dos dois tipos de inteligência em seus filhos. Isso porque eles também são exemplos a serem seguidos pelas crianças e podem complementar o trabalho da escola.
Como assim? Se o professor estimula a participação dos alunos, o pensamento crítico e o diálogo, os pais também precisam criar um ambiente propício para o diálogo e o questionamento.
Além disso, a família também pode estimular a proatividade e participação dos filhos nas atividades dentro de casa. Essa é uma maneira de criar empatia, formar um cidadão preocupado com os outros e interessado em colocar em prática o que aprendeu.
Logo, é necessário pensar em um modelo de educação humanizada para que os professores saibam promover um ambiente propício em sala de aula para desenvolver os dois tipos de inteligência. Para complementar, é fundamental criar uma relação harmoniosa com os pais dos alunos para estimular a continuidade desse aprendizado na família.
Fonte: Faculdade Rudolf Steiner
Ficou interessado em aprender mais sobre outros temas relacionados à Educação Infantil com o Método Montessori ou Ensino Fundamental? Fácil, Assine a nossa newsletter e receba informações incríveis em seu e-mail!
Imagino que você também pode gostar de ler:
por Escola Prisma | 1 abr, 2019 | Dicas da Escola Prisma, Dietas, Educação, Família |
O Departamento Científico (DC) de Nutrologia Pediátrica da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) elaborou um pequeno questionário para ajudar médicos e pacientes a entenderem as questões ligadas à intolerância à lactose, ou seja, a incapacidade do organismo de absorver adequadamente um dos carboidratos presente no leite (lactose).
A forma correta de tratar o problema costuma causar muitas dúvidas entre os pais. Para ajudar a sociedade a ter uma melhor compreensão sobre o tema a dra.
Jocemara Gurmini, membro do DC, preparou 10 perguntas e respostas mais frequentes sobre o tema. A seguir, o leitor encontrará orientações gerais sobre o transtorno, que podem ser muito úteis.
No caso dos bebês, alergia ao leite e intolerância à lactose são a mesma coisa?
A alergia ao leite de vaca e a intolerância à lactose são enfermidades diferentes. Na intolerância à lactose estamos falando sobre um carboidrato (lactose) que não provoca reações alérgicas, mas que por não ser absorvido de forma adequada é processado pelas bactérias intestinais formando gases e causando sintomas de desconforto abdominal, cólicas, distensão, flatulência, evacuações amolecidas, às vezes explosivas, e dermatite perineal.
A alergia ao leite envolve a proteína, que, neste caso, ultrapassa a barreira mucosa do intestino delgado e chega à corrente sanguínea. Fenômenos alérgicos variados podem ocorrer, como sintomas digestivos (evacuações amolecidas, sangue nas fezes, vômitos, baixo ganho de peso) ou reações em outros aparelhos e sistemas (urticária, eczema ou, em casos mais graves, choque anafilático).
Em que idade costuma aparecer os sintomas da intolerância?
A intolerância à lactose pode ser primária, como a deficiência do prematuro; a congênita (rara); e a do tipo adulto ou ontogenética. A intolerância à lactose secundária ocorre devido a algumas doenças que levam a alterações na mucosa intestinal, alterando o tamanho das vilosidades, área onde a lactase (enzima que digere a lactose) é produzida.
Tal fato pode ocorrer na doença celíaca, enterite infecciosa, desnutrição, entre outras. Outro dado importante refere-se ao fato de ser a intolerância à lactose dose-dependente, isto é, talvez pequenos volumes de leite ou derivados sejam bem tolerados.
Algumas crianças toleram 1 a 2 copos de leite ao dia sem presença de sintomas. A ingestão concomitante de sólidos aumenta o tempo de esvaziamento gástrico e o trânsito intestinal, permitindo maior tempo de ação da lactose endógena.
Assim, cuide para ter uma ingestão adequada de cálcio ou, caso necessário, suplementação medicamentosa. Já na alergia, um pequeno volume já é o suficiente para os sintomas aparecerem.
Quais são os sintomas em adultos e em crianças? São os mesmos?
A quantidade de lactose necessária para desencadear os sintomas varia de indivíduo para indivíduo, dependendo da porção de lactose ingerida, do grau de deficiência de lactase e do tipo de alimento com o qual a lactose foi ingerida.
Os principais sintomas são: dor abdominal, borborigmo, distensão abdominal, flatulência, diarreia aquosa explosiva, dermatite perianal, podem ocorrer desidratação e acidose metabólica em caso mais graves.
Como descobrir se a criança desenvolveu intolerância? Quando devemos levá-la ao médico?
Procure avaliação médica nos casos de sintomas acima citados antes de iniciar uma dieta sem leite e derivados. Lembre-se que indivíduos com uma dieta pobre em leite e derivados e sem a substituição ou complementação adequada estão mais predispostos a desenvolverem uma mineralização óssea inadequada.
Caso a criança seja alérgica ou tenha intolerância, como deve ser a dieta? O que pode substituir o leite? Quais cuidados devem ser tomados?
Na alergia ao leite de vaca é necessária dieta sem leite e derivados com atenção especial aos rótulos, pois o leite pode vir com outro nome, como: leite em pó, leite desnatado, leite fluído, composto lácteo, caseína, caseinato, lactoalbumina, lactoglobulina, lactulose, lactose, proteínas do soro, soro de leite, whey protein.
Atenção também para medicamentos e cosméticos. Na alergia ao leite não consuma alimentos que contenham queijo, iogurte, manteiga, creme de leite, leite integral, leite desnatado, leite em pó, leite condensado, produtos preparados com leite e com derivados.
Também evite produtos com aroma de queijo, sabor artificial de manteiga, sabor caramelo, sabor creme de coco, sabor de açúcar queimado.
A criança que está sendo amamentada deve ser mantida com leite materno e a mãe fará a dieta, em caso do uso de fórmula infantil, esta será substituída por formulação especial com proteína hidrolisada ou aminoácidos.
É genético?
A primeira descrição de intolerância à lactose foi feita por Hipócrates 400 a.C. e a redução da atividade da lactase ocorre com maior frequência em alguns grupos étnicos (por exemplo: esquimós, judeus, orientais, indianos, negros) que perdem progressivamente a atividade enzimática.
Sua prevalência pode variar de 10% a 90%, dependendo da etnia considerada. Postula-se que esta variação na prevalência seja decorrente da seleção natural ocorrida em povos criadores de gado leiteiro domesticado, consumidores de leite e seus derivados na dieta, com a aquisição de um traço genético dominante que perpetua a atividade da lactase após o desmame, selecionando indivíduos geneticamente habilitados a digerir a lactose.
Nestes casos, ocorre a persistência de um “gene regulador”, recentemente sequenciado e localizado no cromossomo 2 (2q21), que não permite a supressão da síntese de lactase no tempo programado. Apesar desta descoberta, testes genéticos não tem função diagnóstica de intolerância a lactose e não influenciam no tratamento.
Existe algum meio de prevenir a alergia ou a intolerância à lactose?
Na intolerância à lactose não existem orientações de prevenção. Já na alergia alimentar, faltam evidências de que a sensibilização inicie no período intrauterino.
Até o momento, há pouca evidência de que a dieta materna durante a gestação e a lactação evitem a alergia. É importante estimular o aleitamento materno exclusivo até os seis meses de idade, e complementado até dois anos ou mais; e não retardar a introdução de alimentos sólidos e nem dos ditos “mais” alergênicos (peixe, amendoim, castanhas, ovo, etc.) visando prevenir alergias.
Não há qualquer justificativa para se retardar a introdução dos alimentos sólidos após o sexto mês de vida, sob o risco de aumento da sensibilização a antígenos alimentares e possíveis manifestações de alergias, principalmente a dermatite atópica.
Há níveis de intolerância?
A quantidade de lactose necessária para desencadear os sintomas varia de indivíduo para indivíduo, dependendo da porção de lactose ingerida, do grau de deficiência de lactase e do tipo de alimento com o qual a lactose foi ingerida.
Há tratamento? Ou é para a vida toda?
A intolerância a lactose secundária e a do prematuro são transitórias, o indivíduo volta a tolerar após um período de dieta sem o carboidrato. As demais são para toda a vida.
Há algum número de quantas pessoas no Brasil possuem intolerância a lactose?
Não há dados quanto ao número exato de indivíduos com intolerância a lactose.
Fonte: Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP)
Imagino que você também pode gostar de ler:
por Escola Prisma | 26 set, 2018 | Família |
Por que a família é tão importante para o desenvolvimento e a formação de crianças e adolescentes?
Que a família é a base da sociedade, nós já sabemos. Que ela é alicerce e primeira escola na vida de qualquer ser humano, também. Mas por que a família é tão importante para o desenvolvimento e a formação de crianças e adolescentes?
Preocupar-se com os filhos é algo natural no seio familiar. Pais sonham com as conquistas que eles terão quando adultos, almejam um futuro brilhante e desejam as mais belas vitórias para suas crianças. Criam uma rotina tão ou mais agitada quanto a de grandes executivos, com aulas de idiomas, esportes, artes e outras, para que estejam preparados no futuro para o mercado de trabalho.
Mas será só esse o papel da família? Certamente, não. Ela é a principal responsável pela educação de suas crianças; é o porto seguro que, de forma consciente e inconsciente, transmite valores e crenças que, ao longo do tempo, são absorvidos de acordo com os exemplos de atitudes e comportamentos dos adultos ao seu redor.
Acompanhe a leitura e saiba por que a família exerce papel tão importante na criação dos filhos e quais são os pontos essenciais para promover seu desenvolvimento.
Habilidades essenciais para o futuro
Quais habilidades socioemocionais precisam ser desenvolvidas desde cedo? São as habilidades mais complexas da inteligência, tais como: pensar antes de agir e reagir, colocar-se no lugar do outro (empatia), ser capaz de superar perdas e frustrações e interpretar comportamentos e sentimentos (os próprios e os dos outros).
É muito importante também promover: autoconfiança, autoestima, autocrítica, postura empreendedora, entre outras. Todas essas funções e habilidades são capazes de levar as crianças a desenvolverem relações intra e interpessoais saudáveis, embasadas na ética e na honestidade — sem esperar demais a contrapartida.
Dessa forma, a criança cresce sabendo respeitar as diferentes perspectivas, debater e não impor ideias, resolver conflitos, trabalhar em equipe e tantos outros ensinamentos que contribuirão para que sejam líderes de si mesmas. A seguir, veja alguns dos pontos de atuação mais importantes.
Desenvolvimento cognitivo
É dentro do ambiente familiar que as crianças começam a desenvolver suas habilidades. Por isso, é imprescindível que sejam estimuladas, logo nos primeiros passos, a fortalecer também as funções mais nobres de sua inteligência.
Aspectos como linguagem, raciocínio, capacidade de abstração e de resolução de problemas são fomentados no ambiente familiar. É sabido que, desde o nascimento, o bebê começa a aprender e que essa prática só termina ao fim da vida. O ser humano é curioso, investigativo e apto a absorver informações, mas os primeiros anos de vida são essenciais para impulsionar o desenvolvimento da inteligência.
Inteligência emocional
O melhor caminho para formarmos filhos mais inteligentes emocionalmente é ensiná-los a educar suas emoções quando ainda pequenos, mas nunca é tarde para essa iniciativa. Da mesma forma que nos preocupamos com o bem-estar físico de nossas crianças, é preciso pensar em seu bem-estar emocional, na forma como elas protegem suas emoções e em como se relacionam com o mundo ao seu redor.
É fundamental que as famílias invistam na saúde emocional de seus filhos, contribuindo para a prevenção de depressão, estresse, ansiedade, fobias, agressividade, entre outros transtornos psicológicos.
Para isso, é importante compreender que as crianças precisam vivenciar a sua infância. Elas têm necessidade de inventar, correr riscos, frustrar-se, ter tempo para brincar e se encantar com a vida.
O envolvimento da família no desenvolvimento dos filhos é essencial, pois ela é parte insubstituível na vida de qualquer indivíduo. Isso significa poder dedicar mais tempo às nossas crianças: brincar mais com elas, levá-las para um passeio, sair da rotina de modo simples, mas significativo, com o objetivo de demonstrar amor e carinho.
Ou seja, a família precisa estar atenta e disponível para favorecer o desenvolvimento físico, intelectual e emocional de seus filhos.
Sociabilização
É comum que a família busque proteger seus filhos de todos e quaisquer riscos; tentem poupar suas crianças de todas as frustrações e as presenteiem em excesso como forma de recompensar momentos de ausência, por exemplo. Sem perceber, os adultos muitas vezes criam um mundo artificial para seus filhos, sem se dar conta de que dessa forma estão impedindo que eles aprendam, verdadeiramente, como é o mundo real.
As famílias têm intenções excelentes para com seus filhos, mas não enxergam que não é preciso idealizar as situações para conseguir educá-los. O processo inclui a educação das emoções a fim de atender a única necessidade realmente importante: formar futuros adultos conscientes, felizes e capazes de conquistar o próprio sucesso.
Desempenho escolar
A família que participa ativamente do processo de aprendizagem das crianças, desde a Educação Infantil, está colaborando para o crescimento e o desenvolvimento escolar, ângulo de fundamental importância na sua formação.
A parceria entre família e educadores resulta em um melhor aproveitamento e desenvolvimento do intelecto infantil. Ao agir de forma contrária — ignorar ou negligenciar a participação na aprendizagem da criança —, a família causa transtornos equivalentes ao abandono moral.
Escolha da carreira
Um importante viés no qual a família exerce muita influência é na escolha da profissão. O momento de escolher o curso superior é decisivo para o sucesso do indivíduo, tanto na sua busca pessoal por felicidade e realização quanto pelo desejo que o jovem tem de contribuir para a melhoria do mundo e da vida em sociedade.
O jovem vê-se, muitas vezes, perdido entre o desejo dos pais de que ele siga a mesma carreira de alguém da família ou a expectativa da sociedade em valorizar determinadas profissões em detrimento de outras.
Por isso, educar os filhos para exercerem determinadas profissões pode ser bastante frustrante para a família ou para o próprio jovem. Isso porque a escolha, embora possa ser orientada por familiares e até amigos ou profissionais, é absolutamente pessoal. Ser filho de advogado, por exemplo, não é condição que obrigue a cursar Direito.
O jovem necessita contar com o apoio da família nesse momento tão decisivo em sua vida. Sem esse apoio, a escolha torna-se um momento de sofrimento e exaustão emocional.
A família é o ambiente em que a criança conhece regras de convivência e se prepara emocionalmente para as adversidades do mundo exterior. Nesse longo processo de aprendizado, há todo um esforço em cuidar, amparar, acolher os filhos para que se sintam seguros quando chegar a hora de deixar o “ninho”.
Resta, portanto, enfatizar que o tempo e o espaço dedicados à criação e à formação das crianças pela família exigem atenção, cuidado e dedicação. Crescendo em um ambiente sadio e estimulante, habilidades essenciais para a autonomia, felicidade e sucesso são desenvolvidas na criança.
Fonte: Escola da Inteligencia por Augusto Cury
Gostou deste artigo? Deixe seu comentário abaixo e vamos fortalecer a discussão!
por Escola Prisma | 26 set, 2018 | Dicas da Escola Prisma, Educação, Educação Montessori, Família |
Preocupar-se com os filhos é algo natural na vida da família. Pais sonham com as conquistas que seus filhos terão no futuro, almejam um futuro brilhante e desejam as mais belas vitórias para suas crianças. Criam uma rotina tão ou mais agitada quanto a de grandes executivos, com aulas de línguas, esportes, artes e outras, para que estejam preparados para o mercado de trabalho.
Buscam proteger seus filhos de todos e quaisquer riscos, tentam poupar suas crianças de todas as frustrações, presenteiam, e sem perceber, muitas vezes buscam criar um mundo artificial para seus filhos viverem, mas não percebem que dessa forma estão deixando que seus filhos aprendam, verdadeiramente, como é o mundo real.
As famílias têm intenções excelentes para com seus filhos, mas não enxergam que não é preciso idealizar para conseguir educa-los para atender a única necessidade que realmente é importante que é formar futuros adultos conscientes, felizes e capazes de conquistar o próprio sucesso, a educação de suas emoções.
A família é a principal responsável pela educação de suas crianças, ela é o porto seguro que de forma consciente e inconsciente transmite valores, crenças que naturalmente são absorvidas de acordo com os exemplos de suas atitudes e comportamentos dos adultos ao seu redor.
É dentro desse ambiente que as crianças começam a desenvolver as suas habilidades e por isso é imprescindível que sejam estimuladas, logo nos primeiros passos, a desenvolverem também as funções mais nobres de sua inteligência.
O melhor caminho para formarmos filhos mais inteligentes emocionalmente é começar a educa-los emocionalmente quando ainda pequenos, mas nunca é tarde para esse ato.
Preparar nossos filhos emocionalmente e desenvolver suas habilidades sociemocionais é essencialmente importante diante de uma sociedade que está mergulhada no comportamento imediatista, da superficialidade das relações, do consumismo, do egoísmo e tantos outros comportamentos que se distanciam muitas vezes do que podemos relacionar com uma vida saudável.
Da mesma forma que nos preocupamos com o bem-estar físico de nossos filhos, é preciso preocuparmos com seu bem-estar emocional, com a forma como elas protegem suas emoções e como se relacionam com o mundo ao seu redor.
Mas quais são essas habilidades sociemocionais? São as habilidades mais complexas da inteligência, porem não emaranhas, tais como pensar antes de agir e reagir, colocar-se no lugar do outro, capacidade de superar perdas e frustrações, a interpretação de comportamentos e sentimentos (os próprios e os dos outros), a emoção e olhar contemplativo, autoconfiança, autoestima, autocrítica, postura empreendedora entre outras.
Todas essas funções/ habilidades são capazes de levar as crianças a desenvolverem relações intra e interpessoais saudáveis, embasadas na ética, honestidade, sem esperar demais a contrapartida, que respeite as diferentes perspectivas, o debater e não impor ideias, a resolução de conflitos, o trabalho em equipe e tantas outra que contribuirão para que os filhos sejam líderes de si mesmo, que atendam às necessidades do mercado de trabalho, não apenas as técnicas como as sociais e que enfrentem de forma saudável os desafios da vida.
É fundamental que as famílias invistam na saúde emocional de seus filhos, contribuindo para a prevenção de depressão, estresse, ansiedade, fobias, agressividade entre outros transtornos psicológicos.
Para isso, é importante que compreenda que as crianças precisam vivenciar a sua infância, necessitam inventar, correr riscos, frustrar-se, ter tempo para brincar e se encantar com a vida. O envolvimento da família no desenvolvimento de seus filhos é essencial, pois ela é parte insubstituível na vida de seu filho
Fonte: Escola da Inteligencia por Augusto Cury
por Escola Prisma | 26 set, 2018 | Educação Montessori, Família |
Quais laços formam uma família? Quais relações são construídas no seio familiar?
Uma família é formada não apenas pela relação de sangue que os membros têm, mas sim pelos laços de amor, carinho que se estabelece entre eles.
As relações que são construídas pelas pessoas nesse ambiente devem ser pautadas na confiança, mais do que isso, devem ser estabelecidas por meio da conversa, do toque, do abraço, das demonstrações de afeto, da troca de experiências e da aprendizagem que se dá entre essas ligações.
É na família que surgem os primeiros aprendizados e é dela que recebemos os exemplos para nosso comportamento e atitudes.
Ela promove a educação das gerações mais novas, das suas tradições, cultura e valores, transmite posicionamentos, opiniões e reflexões sobre o mundo e a sociedade em que vive.
A personalidade de cada indivíduo recebe forte influência da sua família. Todos somos parte de uma família, e todos carregamos em nós não apenas o DNA dela, mas um pouco do que ela é.
A relação pais e filhos
Desenvolver relações saudáveis entre pais e filhos é essencial dentro do ambiente familiar.
A preocupação maior dos pais deve ser desenvolver relações de amizade com seus filhos, de tornarem-se amigos e com isso despertar a admiração entre ambos.
Pais que despertam encantamento em seus filhos conseguem estabelecer relação de respeito e deixar marca eterna em seu ser.
A família é como uma planta, necessita ser regada, nutrida constantemente. Invista em tempo diário para o convívio familiar.
A presença nos momentos importantes, o acompanhamento no cotidiano escolar, o auxílio nas lições de casa, o passeio no parque, as brincadeiras nos tempos livres são atitudes que nutrem a família e que são parte das tarefas diárias de pais ídolos de seus filhos.
Os erros e as experiências de vida são outros aspectos a serem compartilhados entre os membros da família. Pais não devem sentir-se envergonhados ao pedir desculpas pelos seus erros, ou mesmo assumi-los frente aos seus filhos.
Compartilhar as próprias experiências e incentivar que seus filhos façam o mesmo contribuem para o fortalecimento das crianças frente aos desafios que surgirão ao longo da vida.
A importância do legado familiar
O legado que pais devem deixar para seus filhos está longe das questões financeiras, de posses, valores, bens, mas próximo da educação que deixarão com eles.
Ensine seus filhos a desenvolver habilidades socioemocionais, a desenvolver as funções nobres da mente, a falar sobre seus medos e não viver na escuridão de si mesmo, a expor suas ideias e conviver em harmonia com o outro, a ser empático e carismático em suas relações, a pensar antes de agir, a enfrentar os desafios de forma inteligente e aprender com seus próprios erros.
A família é o berço do amor, da compreensão, do afeto, é o lugar onde as pessoas devem encontrar apoio, lições e aprendizados, mas que acima de tudo, as relações sejam saudáveis e de convivência harmônica.
Os filhos não precisam de pais gigantes, mas de seres humanos que falem a sua linguagem e sejam capazes de penetrar-lhes o coração.
Fonte: Escola da Inteligencia por Augusto Cury
por Escola Prisma | 23 abr, 2018 | Blog da Prisma, Educação, Educação Montessori, Família, Método Montessori, Pedagogia Montessoriana |
No título deste texto, usei aspas em Família Montessoriana, e ao longo do texto usarei itálico. Farei isso para repetidamente deixar claro: famílias montessorianas não existem. Assim como não existe método Montessori e não existem princípios montessorianos.
A lembrança importa
Chamamos de método Montessori um determinado conjunto de princípios filosóficos, psicológicos e pedagógicos, que tiveram seu início ao longo da primeira metade do século XX por ação direta de Maria Montessori.
Ela mesma, porém, não tomou para si o método que desenvolveu e nem o batizou com seu nome. Até o fim de sua vida, quando se referia ao método pelo seu nome, dizia algo como “aquilo que chamam de método Montessori”.
Pedagogia Científica
O nome preferido por Montessori para a ciência da infância à qual deu o passo inicial foi Pedagogia Científica.
A lembrança do nome original e da forma de pensar de Maria Montessori evita que nos confundamos e nós digamos montessorianos quando, de fato, admiramos Montessori e sua criação, mas não levamos à prática os postulados científicos que propôs.
A ideia deste texto é ajudar famílias que descobriram Montessori há pouco tempo em seus passos iniciais, e dar suporte às famílias que já buscam utilizar Montessori em casa tanto quanto possível. Além disso, esse texto tem a estrutura de uma lista, então você pode ler aos poucos.
1. Famílias Montessorianas preparam o ambiente das crianças
Um dos pilares da pedagogia desenvolvida por Maria Montessori é a preparação do ambiente da criança. Preparar um ambiente significa olhar para ele do ponto de vista dos pequenos e realizar as modificações necessárias para que as crianças possam ter liberdade e independência.
Com base nessa ideia, utilizamos uma cama que fica muito próxima do chão, para que a criança não precise escalar a cama na hora de dormir.
A partir disso, também, instalamos uma barra no quarto das crianças que estão aprendendo a andar, para que elas possam se tornar independentes de nós nessa ajuda e possam se exercitar sempre que quiserem com segurança. Colocamos um espelho, para que a criança se conheça.
Em outros cômodos também tornamos a vida da criança mais próxima de uma vida total e feliz: comida, água e bebidas apropriadas podem ficar ao seu alcance em pequenas quantidades, o banheiro pode ter um banquinho e um penico, para que a criança alcance a pia e possa utilizar o banheiro sem precisar do equilíbrio do encaixe no vaso sanitário e com o mesmo conforto que um adulto tem quando se senta para suas necessidades.
A sala pode ter um cantinho da criança e, pensando no exercício de sua liberdade e de sua independência, precisa permitir o movimento. Por isso, é importante ensinar a criança a segurar da forma certa tudo o que quebra ou, enquanto ela é nova demais, modificar a localização de alguns pertences, para que corramos todos menos riscos.
A ideia não é restringir a vida do adulto, como muito se coloca. Mas possibilitar a vida da criança, como faríamos, talvez, com um adulto que não enxergasse ou não pudesse caminhar. A criança é um habitante da casa, e deve ser respeitada.
Quando defendemos a preparação do ambiente da criança, não falamos de adaptação. Permita que repitamos: não falamos de adaptação. O ambiente da criança conforme a orientação de Montessori é o mais próximo possível do ambiente natural.
Ambientes naturais são, por natureza, essencialmente baixinhos. Há água disponível na altura do chão, arbustos com frutas, raízes comestíveis, abrigo, tudo. Há toda uma vida que não chega à cintura de um adulto. Então, quando preparamos o ambiente para a criança, nós não adaptamos.
Nós preparamos ou, no máximo, retornamos a aquilo que é natural para o desenvolvimento da criança pequena, e com o que convivemos por quase dez mil anos de civilização, sem contar os milhões de anos de evolução.
2. Famílias Montessorianas escutam, vêem e observam as crianças
Todos nós escutamos, vemos e observamos crianças, pode-se argumentar. E então, podemos pensar na frase de Saramago: Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara.
A ideia de escutar, ver e observar a criança não é a de conviver com ela, com o celular, com a refeição em preparo, com as tabelas numéricas e com as obrigações diversas ao mesmo tempo.
A ideia é, pelo menos durante alguns momentos (quem sabe, de forma otimista, períodos) do dia realmente viver junto, escutar com atenção, ver com amor, observar com cuidado.
Para termos clara ideia de quanto devemos escutar, ver e observar nossas crianças, podemos pensar em quanto escutamos, vemos e observamos aqueles a quem escolhemos amar, no início do relacionamento.
Uma infinidade de conflitos pode ser prevenida simplesmente por ouvirmos nossos pequenos e tentarmos compreender o que os está chateando. Às vezes, são mesmo coisas que não podemos remediar. Mas às vezes podemos e, nesses casos, vale a pena tentar – e só podemos tentar, se pudermos ouvir. Precisamos fazer isso entre adultos também, na verdade.
Precisamos ver nossas crianças. Prestar atenção nelas. Precisamos ver como estão seus olhos, por exemplo. Precisamos checar se brilham. Os olhos das crianças devem brilhar. De interesse, de alegria, de curiosidade, de criatividade, de suspense, de atenção, de concentração, de esforço, de contentamento, de tranquilidade, de afeto, de segurança, de amor.
Os olhos deles têm motivo para brilhar o tempo todo. Se não estiverem bem brilhantes (e como professor e palestrante, convivendo com muitas crianças de cada vez, eu infelizmente posso dizer com certeza que não são todas as crianças que têm olhos brilhantes), se não brilharem por tudo o que há na vida, então há algo muito errado.
Pode ser a televisão, que apaga a luz dos olhos na medida em que emite luz da tela. Pode ser a falta de independência, que pedra por pedra des-edifica o interesse da criança pelo mundo.
Pode ser o autoritarismo, que deixa tão pouco espaço para ação que não vale mais a pena achar graça na vida. Pode ser a escola, que age de forma a violentar a natureza da criança, e a violência apaga mesmo o brilho dos olhos.
Precisamos fazer de tudo para manter o brilho nos olhos de nossos filhos e alunos. E precisamos fazer de tudo para reavivá-los, se começam a esmorecer. Sobretudo, precisamos observar as crianças pequenas.
Precisamos ver o que querem fazer agora. Precisamos observar que tipo de independência estão tentando adquirir e tentar entender como podemos ajudar indiretamente – sem substituir a criança em seus esforços.
Precisamos registrar nossas observações de algum jeito, para que possamos compreender nossas crianças melhor, e ajudá-las com mais certeza, e mais cuidado. Observar, e registrar observações, é uma forma de garantir que estamos dando atenção às nossas crianças – o perigo de nos tornarmos famílias burocratas é tão pouco presente que não vale tratar dele.
O registro da observação precisa vir sempre depois da necessidade de atenção e amor, é claro. Mas é bom que exista.
3. Famílias Montessorianas amam, conhecem e exploram o universo com as crianças
Maria Montessori disse que não era suficiente amar a criança. “Antes, é necessário amar e conhecer o universo”.
Se desejamos que nossas crianças possam satisfazer o interesse que têm naturalmente pelo mundo, se esperamos que sua curiosidade seja a maior motivação para seu aprendizado, e se queremos que no presente e no futuro elas possam cumprir de forma exemplar seu papel no mundo, precisamos ter verdadeira paixão por esse mundo. Fascínio mesmo. E enxergar nele belezas quase indescritíveis.
É preciso, por exemplo, olhar para uma árvore e enxergá-la com uma incrível elo em uma sequência infindável de vida que faz o universo – pelo menos o Planeta Terra – funcionar em equilíbrio.
É preciso ver na lagarta que caminha pela casca um ser vivo cumprindo sua tarefa cósmica e próximo a se tornar uma borboleta, que irá polinizar flores e permitir que a Natureza se mantenha, assim.
É preciso ver beleza onde há vida, e onde não há. Perceber a imensidão da Terra sob nossos pés e a da atmosfera acima de nossas cabeças. É preciso reconhecer essa beleza que deixou há muito de ser óbvia, desde que nos desligamos da natureza e dos rituais que a celebravam. O caminho de retorno a esse encanto, hoje, para a maior parte de nós, acontece por meio da ciência.
O mundo humano, também, cheio de encantos, é tema de maior interesse para as crianças mais velhas. De seis ou sete anos em diante.
As culturas, os costumes, as línguas, as formas de viver, as festas, as religiões, as diferentes versões da(s) História(s) e as várias formas de retrato do humano, nas artes plásticas, na poesia, na música – e também na agricultura, no comércio, na construção de cidades.
Assim como os limites da compreensão e da exploração humana, à Lua, ao Everest, ao fundo do mar, às selvas mais escondidas. Da mesma forma que os testes máximos do humano, contra a fome, a sede, a luta pela sobrevivência e todo tipo de máximo e mínimo atingido pelo humano, tudo interessa, tudo deve nos interessar.
De tudo o que lermos, assistirmos, escutarmos podemos tirar pedacinhos de conhecimento que formarão verdadeiros universos em nossas conversas com nossas crianças, e nos permitirão ajudar os pequenos a desbravar a humanidade e o planeta que habita.
4. Famílias Montessorianas compreendem as necessidades do desenvolvimento
Não acima de tudo, mas sem dúvidas em posição de grande importância, se encontra o conhecer o desenvolvimento. Não é necessário ser um especialista em cada osso, órgão, nervo e estágio psicológico das crianças.
Mas é necessário conhecer um pouco do desenvolvimento motor, especialmente até os três anos, e encontrar uma linha com a qual você concorde, e que faça algum sentido cientificamente, no caso de Montessori, para explicar o desenvolvimento mental das crianças.
No caso de Montessori, o livro Mente Absorvente e o livro A Criança são os dois melhores locais para se encontrar esse tipo de informação. O primeiro explica o desenvolvimento das capacidades mentais da criança e os motivos psicológicos pelos quais nós podemos e devemos deixar a criança em liberdade, além de explicar o desenvolvimento da fala e o das mãos.
Já o segundo traz importantes observações sobre a saúde mental da criança pequena e o que chamamos de períodos sensíveis – intervalos ao longo do desenvolvimento durante os quais a criança está mais apta a determinados aprendizados ou à aquisição de determinadas habilidades.
Para isso é mesmo necessário estudar um pouco. Mas em pouco tempo você aprende o básico necessário para compreender melhor sua criança. Compreendendo-a, você será capaz de proporcionar a ela liberdade, experiências e objetos muito mais adequados ao estágio de desenvolvimento em que se encontra, e esse tripé tornará a vida de vocês muito mais tranquila e muito mais feliz.
5. Famílias Montessorianas vivem uma revolução
Esse tópico foi, na verdade, o que me motivou a escrever o texto inteiro. Utilizar os princípios descobertos por Montessori para auxiliar a vida da criança não é comum. Não é o que se faz em larga escala hoje. Não é o que se espera que seja feito.
Não é o que as prateleiras de livrarias sobre vida em família sugerem que se faça, e não é o que os programas de televisão sobre disciplina infantil pregam. Viver de acordo com as necessidades da criança, permitindo sua liberdade e favorecendo sua independência é um imenso serviço de compaixão, intenso e profundo, que modifica a forma como enxergamos a vida e como a vivemos.
Montessori disse, em Mente Absorvente, que o que nos trazia era uma revolução pacífica, que não deixaria intocado nada do que existe no mundo, e que se levada até o final, seria a última de todas as revoluções.
As famílias que hoje carregam Montessori para suas crianças, e as escolas que compreendem essas famílias, compreendem essas crianças, e levam Montessori verdadeiramente à sua prática também, são a linha de frente da revolução mais fundamental da humanidade. Aquela que terminará com o problema social mais universal que temos: a opressão da infância.
Se você pesquisou, leu, compreendeu e começa a aplicar Montessori agora, seja bem vindo. Se você já o faz há algum tempo, vamos juntos. Nossa revolução é universal, e ao mesmo tempo é muito, muito pequena.
É uma revolução de detalhes: uma jarra que caiba nas mãos de nossas crianças, uma cama alguns centímetros mais baixa e um sabonete que seja pequeno o suficiente para não escorregar das mãos de nossos filhos e alunos. Nossa revolução é bem pequena.
Mas tem a força do sorriso de seu filho. E o brilho de seus olhos. Nessa revolução, conte com amigos, colegas, pessoas que possam apoiar você em sua caminhada, e possam ajudar você sempre que necessário.
Você não deve e não precisa ser sozinho na aplicação de Montessori para ajudar a vida de sua criança. Nós todos queremos um mundo de paz. Nós todos queremos ajudar a vida.
Fonte: Lar Montessori por Gabriel Salomão