Robotização

Robotização

Robotização é o nome dado para o processo que envolve a automação de tarefas outrora executadas por humanos, de forma que tais atividades passem a ser executadas por meio de robôs.

A tecnologia envolvendo a robotização é altamente sofisticada e requer elevado grau de desenvolvimento técnico-científico. Dentre as áreas mais comumente robotizadas, temos os setores industriais, computacional e médico.

 

Robotização no comércio

Contudo, diversas outras áreas podem ser robotizadas, como o caso do comércio, onde máquinas robotizadas conhecidas por vending machines fazem a comercialização de produtos como café, refrigerantes, chocolates, lanches, cigarros, preservativos, ingressos para eventos, entre inúmeros outros itens.

 

Histórico

Como o próprio nome indica, a robotização corresponde à adoção de robôs para execução de atividades anteriormente empreendidas com intervenção manual. A palavra robô deriva do termo eslavo robota , que significa trabalho forçado ou escravo.

A globalização é responsável por diversas modificações no mundo. Um desses fatores fortemente influenciados pelo processo de globalização foi o surgimento da robotização nos processos industriais. A robotização nas fábricas, começou nas últimas décadas do século XX com o uso de computadores e robôs para a fabricação de vários produtos.

 

Robôs executam tarefas

Com o avanço dos conhecimentos em robótica, os robôs passaram a executar um grande número de tarefas, reduzindo a possibilidade de falhas humanas. Eles também substituiram os operários em atividades que representam condições perigosas e cansativas, como soldagem de peças, pintura de veículos, operação de alto-forno em siderúrgicas, manipulação de produtos petroquímicos.

 

Aumento da produtividade

O processo produtivo envolvido relaciona-se fundamentalmente aos avanços técnicos que favorecem o aumento da produtividade, tanto de forma quantitativa quanto qualitativa. Desde que a produção industrial começou a ser feita na base de tarefas simples e repetitivas, essas se tornaram alvos de estudos visando a sua automação, ou seja: substituição de trabalho humano por máquinas.

Esse processo evoluiu até culminar na criação do processo de robotização industrial. Uma vez que que a produção envolve grandes montantes financeiros e os custos relacionados à quantidade de pessoas empregadas é cada vez maior, a robotização implica economia a longo prazo.

 

Características do processo

A cada ano, aproximadamente 85 mil novos robôs são introduzidos nas indústrias do planeta, segundo dados divulgados pela Organização das Nações Unidas (ONU). Estima-se que existam mais de 800 mil robôs atuando, gerando força de trabalho suficiente para substituir cerca de dois milhões de pessoas.

Esse processo tem diversos objetivos, sendo que um dos principais deles é a maximização da produção: a utilização de robôs é capaz de quadruplicar a produção em determinados segmentos industriais.

 

Aumento da produção na Indústria

As indústrias estão, cada vez mais automatizadas. Essas máquinas são especificamente desenvolvidas e programadas para executar movimentos rápidos, padronizados e extremamente eficazes, aumentando significativamente a produção e, consequentemente, maximizando os lucros. Porém, as consequências podem ser drásticas para os trabalhadores, pois esse fenômeno pode agravar o problema do desemprego.

Notadamente, o setor industrial que mais investe em robôs é o ramo automotivo. De todos os robôs utilizados nas industrias, estima-se que 68% deles pertençam à indústria automobilística.

 

Robotização nos ambientes domésticos

A robotização também ocorre nos ambientes domésticos, de modo que é cada vez mais comum a existência de equipamentos autônomos que realizam atividades cotidianas.

Robôs aspiradores de pó, limpadores de piscinas robotizados, alimentadores automáticos de animais e assistentes digitais como o Google Assistant e o Amazon Alexa são exemplos de como o processo de robotização avança de forma praticamente irreversível, alterando a rotina doméstica das pessoas.

 

Impactos sociais

Após passarem por processos de robotização, muitas empresas relatam queda nos custos de operação e aumento da produtividade.[4] Contudo, há preocupação constante de entidades civis quanto ao desemprego que pode ocorrer em função dessa mudança de paradigmas.

 

Críticas negativas

Dentre as críticas frequentemente executadas contra o processo de robotização destacam se as seguintes:

  • Com o passar dos tempos, a robotização se intensificou e substituiu pessoas, causando desemprego em alguns setores da indústria, afetando a economia, sobretudo em setores mais vulneráveis da sociedade.
  • O elevado custo dos equipamentos pode ser fator impeditivo de sua adoção por pequenas empresas.
  • Os robôs são incapazes de pensar por conta própria, não podendo tomar decisões de elevado grau de complexidade.
  • Há preocupações quanto à privacidade dos usuários dessas máquinas, pois muitos robôs são conectados à internet e podem coletar dados sobre sua utilização, repassando tais informações ao fabricante do equipamento.

 

Vantagens

Dentre as vantagens frequentemente relacionadas ao processo de robotização, destacam se as seguintes:

  • Para os detentores dos meios de produção, a utilização de máquinas é mais vantajosa, visto que, além da produção ocorrer de forma mais rápida, os custos da folha salarial são diminuídos.
  • Os robôs são benéficos para as empresas, pois raramente param suas atividades.
  • As novas tecnologias forçam os trabalhadores a procurarem por especialização, visto que é necessário a formação de técnicos aptos a operar os equipamentos das empresas que optam por adotar operação robotizada.
  • Há redução nos níveis de insalubridade no trabalho, visto que as tarefas mais perigosas podem ser desenvolvidas por robôs.
  • A redução no custo de produção proporcionada pela robotização pode se refletir em produtos mais baratos para o consumidor final.

Fonte: Wikipedia

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Robótica

Robótica

Robótica é um ramo educacional e tecnológico que engloba toda a historia educacional e tecnológico que engloba computadores, robôs e computação, que trata de sistemas compostos por partes mecânicas automáticas e controladas por circuitos integrados, tornando sistemas mecânicos motorizados, controlados manualmente ou automaticamente por circuitos eléctricos.

 

Cada vez mais pessoas utilizam os robôs para suas tarefas

Esta tecnologia, hoje adaptada por muitas fábricas e indústrias, tem obtido, de modo geral, êxito em questões como redução de custos, aumento de produtividade e vários problemas trabalhistas com funcionários. Contudo, apesar das vantagens, os robôs acabam trazendo outros problemas específicos, como a demissão de vários funcionários humanos.

 

Etimologia e história do termo

O termo robô foi pela primeira vez usado pelo checo Karel Capek (1890-1938) na peça de teatro R.U.R. (Rossum’s Universal Robots, cujo livro foi lançado no Brasil pela editora Hedra com o título A Fábrica de Robôs), estreada em janeiro de 1921 em Praga.

Inicialmente Capek estava decidido a chamar as criaturas automatas da sua peça de labori, em clara referência ao latin labor, “trabalho”, mas acatou a sugestão de seu irmão e os chamou de roboti (plural).

A palavra robô, derivada de robot/roboti (singular/plural) tem como raiz a palavra checa robota, a qual significa “trabalho forçado, servidão” e tem como uma de suas derivações a palavra rabu, que significa “escravo”.

 

Leis da robótica

O termo robótica foi popularizado pelo escritor de ficção cientifica Isaac Asimov, no seu livro I, Robot, de 1950. Neste livro, Asimov criou as Leis da robótica, que, segundo ele, regeriam os robôs no futuro:

  • Um robô não pode ferir um ser humano ou, por ócio, permitir que um ser humano sofra algum mal..
  • Um robô deve obedecer às ordens que lhe sejam dadas por seres humanos, exceto nos casos em que tais ordens contrariem a Primeira Lei.
  • Um robô deve proteger sua própria existência, desde que tal proteção não entre em conflito com a Primeira e Segunda Leis.

 

George Devol o pai da robótica industrial

A ideia de se construir robôs começou a tomar força no início do século XX com a necessidade de aumentar a produtividade e melhorar a qualidade dos produtos. É nesta época que o robô industrial encontrou suas primeiras aplicações, o pai da robótica industrial foi George Devol.

 

Robôs inteligentes

Devido aos inúmeros recursos que os sistemas de microcomputadores nos oferece, a robótica atravessa uma época de contínuo crescimento que permitirá, em um curto espaço de tempo, o desenvolvimento de robôs inteligentes fazendo assim a ficção do homem antigo se tornar a realidade do homem atual.

 

Aplicações

A robótica tem possibilitado às empresas redução de custos com o operariado e um significativo aumento na produção. O país que mais tem investido na robotização das atividades industriais é o Japão, um exemplo disso observa-se na Toyota.

 

Ponto negativo

Porém há um ponto negativo nisso tudo. Ao mesmo tempo que a robótica beneficia as empresas diminuindo gastos e agilizando processos, ela cria o desemprego estrutural, que é aquele que não gerado por crises econômicas, mas pela substituição do trabalho humano por máquinas.

 

Impacto social positivo

Ressalta-se entretanto que há alguns ramos da robótica que geram impacto social positivo. Quando um robô é na realidade uma ferramenta para preservar o ser humano, como robôs bombeiros (em português), submarinos, cirurgiões, entre outros tipos.

 

Robótica preserva vidas

O robô pode auxiliar a reintegrar algum profissional que teve parte de suas capacidades motoras reduzidas devido a doença ou acidente e, a partir utilização da ferramenta robótica ser reintegrado ao mercado. Além disto, estas ferramentas permitem que seja preservada a vida do operador.

 

Robótica na Nanotecnologia

A robótica é usada em várias áreas, como na nanotecnologia (para a construção de nanorrobôs, a fim de realizar operações em seres humanos sem necessidade de anestesias), na produção industrial (para a produção e desenvolvimento de mercadorias) e na produção de dummys (para testes de colisões de carros).

 

Robótica coletiva

A robótica de enxame trabalha com robôs pequenos e simples onde o objetivo é a otimização da realização de tarefas coletivas complexas.

 

O fenômeno da robotização

Robotização é o nome dado ao processo que envolve a implementação de ferramentas tecnológicas que possibilitem a automação de tarefas outrora executadas por humanos, de forma que tais atividades passem a ser executadas por meio de robôs.

 

Elevado grau de conhecimento

A tecnologia envolvendo a robotização das indústrias é altamente sofisticada e requer elevado grau de conhecimento e altos níveis de desenvolvimento técnico-científico. Dentre as áreas mais comumente robotizadas, temos a indústria automobilística, o setor computacional e as atividades médico-hospitalares.

Fonte: Wikipedia

 

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A importância da atuação da família no desenvolvimento de habilidades socioemocionais nas crianças

A importância da atuação da família no desenvolvimento de habilidades socioemocionais nas crianças

Preocupar-se com os filhos é algo natural na vida da família. Pais sonham com as conquistas que seus filhos terão no futuro, almejam um futuro brilhante e desejam as mais belas vitórias para suas crianças. Criam uma rotina tão ou mais agitada quanto a de grandes executivos, com aulas de línguas, esportes, artes e outras, para que estejam preparados para o mercado de trabalho.

Buscam proteger seus filhos de todos e quaisquer riscos, tentam poupar suas crianças de todas as frustrações, presenteiam, e sem perceber, muitas vezes buscam criar um mundo artificial para seus filhos viverem, mas não percebem que dessa forma estão deixando que seus filhos aprendam, verdadeiramente, como é o mundo real.

As famílias têm intenções excelentes para com seus filhos, mas não enxergam que não é preciso idealizar para conseguir educa-los para atender a única necessidade que realmente é importante que é formar futuros adultos conscientes, felizes e capazes de conquistar o próprio sucesso, a educação de suas emoções.

 

A família é a principal responsável pela educação de suas crianças, ela é o porto seguro que de forma consciente e inconsciente transmite valores, crenças que naturalmente são absorvidas de acordo com os exemplos de suas atitudes e comportamentos dos adultos ao seu redor.

É dentro desse ambiente que as crianças começam a desenvolver as suas habilidades e por isso é imprescindível que sejam estimuladas, logo nos primeiros passos, a desenvolverem também as funções mais nobres de sua inteligência.

 

O melhor caminho para formarmos filhos mais inteligentes emocionalmente é começar a educa-los emocionalmente quando ainda pequenos, mas nunca é tarde para esse ato.

Preparar nossos filhos emocionalmente e desenvolver suas habilidades sociemocionais é essencialmente importante diante de uma sociedade que está mergulhada no comportamento imediatista, da superficialidade das relações, do consumismo, do egoísmo e tantos outros comportamentos que se distanciam muitas vezes do que podemos relacionar com uma vida saudável.

Da mesma forma que nos preocupamos com o bem-estar físico de nossos filhos, é preciso preocuparmos com seu bem-estar emocional, com a forma como elas protegem suas emoções e como se relacionam com o mundo ao seu redor.

 

Mas quais são essas habilidades sociemocionais? São as habilidades mais complexas da inteligência, porem não emaranhas, tais como pensar antes de agir e reagir, colocar-se no lugar do outro, capacidade de superar perdas e frustrações, a interpretação de comportamentos e sentimentos (os próprios e os dos outros), a emoção e olhar contemplativo, autoconfiança, autoestima, autocrítica, postura empreendedora entre outras.

Todas essas funções/ habilidades são capazes de levar as crianças a desenvolverem relações intra e interpessoais saudáveis, embasadas na ética, honestidade, sem esperar demais a contrapartida, que respeite as diferentes perspectivas, o debater e não impor ideias, a resolução de conflitos, o trabalho em equipe e tantas outra que contribuirão para que os filhos sejam líderes de si mesmo, que atendam às necessidades do mercado de trabalho, não apenas as técnicas como as sociais e que enfrentem de forma saudável os desafios da vida.

 

É fundamental que as famílias invistam na saúde emocional de seus filhos, contribuindo para a prevenção de depressão, estresse, ansiedade, fobias, agressividade entre outros transtornos psicológicos.

Para isso, é importante que compreenda que as crianças precisam vivenciar a sua infância, necessitam inventar, correr riscos, frustrar-se, ter tempo para brincar e se encantar com a vida. O envolvimento da família no desenvolvimento de seus filhos é essencial, pois ela é parte insubstituível na vida de seu filho

Fonte: Escola da Inteligencia por Augusto Cury

Em que Maria Montessori pode contribuir na Educação brasileira de hoje?

Em que Maria Montessori pode contribuir na Educação brasileira de hoje?

Maria Montessori foi uma importantíssima educadora do século XX que, com toda certeza, deu o melhor de si para a educação das crianças. Tendo sido a primeira mulher a se formar em medicina na Itália, Montessori usou seu conhecimento científico no campo da educação.

Como uma médica se tornou uma das figuras mais ilustres da educação? Na realidade, ela começou a trabalhar com crianças com problemas mentais; e após criar um ambiente saudável para essas crianças especiais, notou-se uma melhora em seu comportamento e desenvolvimento.

As crianças deficientes mentais educadas/estudadas por Montessori participaram de uma espécie de concurso junto com crianças normais, porém sem que ninguém soubesse que eram crianças com deficiência mental; e, para espanto da própria Montessori, as suas crianças deficientes se saíram melhores que as crianças normais.

Obviamente ficou feliz pelo desenvolvimento de suas crianças, mas, por outro lado, ela ficou a se questionar o motivo de crianças normais terem rendimento menor do que crianças deficientes. Aquilo atormentou a doutora, que então passou a trabalhar com crianças normais.

 

Em suma, o que Montessori fez com aquelas crianças deficientes foi preparar um ambiente sadio e, a partir disso, educa-las a partir das suas necessidades próprias.

Quando foi trabalhar com crianças normais, ela pôde perceber com mais clareza que as crianças normais não eram educadas de acordo com suas necessidades, mas sim num ambiente de repressão e dor, que acabava por inibir o seu desenvolvimento pleno (moral, da personalidade, e não apenas intelectual).

Preciso confessar que tenho um questionamento semelhante ao de Montessori: por que crianças normais estão tendo desempenho tão ruins no Brasil? Por que o índice de analfabetismo funcional aumenta? Por que mesmo tendo mais escolas do que havia há cinquenta anos atrás, o Brasil ainda aparenta estar tão atrasado?

Talvez a educação de 20 ou 30 anos atrás era de nível elevadíssimo em comparação com o nível atual. O que podemos fazer? Afinal, a maioria das nossas crianças e jovens são absolutamente normais. O que está acontecendo no processo educacional brasileiro?

Bom, acredito que nós podemos responder há alguns destes questionamentos se estudarmos o próprio método Montessori, assim como também as novas pesquisas de neurociência que vem nos ajudar a entender o funcionamento do cérebro e a forma que aprendemos.

Mas de maneira especial, acredito que Maria Montessori, mesmo tendo falecido na metade do século XX, tem muito a nos ensinar no século XXI. Obviamente, boa parte dos seus escritos se referem a educação infantil, ou seja, pré escola (ou, especificamente, de crianças de 0 à 6 anos de idade).

 

Se focarmos na questão CRIANÇA PEQUENA, o método em questão é fascinante! Quando li no livro A formação do homem Montessori afirmando que havia crianças de 4 anos de idade sendo alfabetizada, fiquei extremamente encantado e desejoso de conhecer o método.

Quem quiser compreender o método Montessori de maneira ampla, e os exercícios sensoriais para auxiliar a criança na alfabetização espontânea, pode ler o livro Pedagogia Científica. Com certeza este livro auxiliará bastante quem deseja realmente fazer uma mudança positiva na educação brasileira.

O construtivismo distorcido e mal aplicado aqui no Brasil faz com que professores protelem o tempo de alfabetização das crianças, afirmando que “quando ela se sentir pronta, ela aprende”, e, não poucas vezes, a criança chega no Fundamental II com uma enorme deficiência na leitura e escrita.

E com a idade de 9-10 anos é bem mais maçante para a criança aprender. Mas, já com 4-6 anos de idade, segundo Montessori, a criança está no tempo da Mente absorvente, ou seja, ela tem uma energia interior que a faz aprender com grande facilidade e espontaneidade.

Portanto, os professores estão perdendo o tempo certo da alfabetização, deixando para depois, que, pelo funcionamento do cérebro da criança, será mais difícil fixar na mente.

 

Mas mesmo para o Ensino Fundamental II e Médio os ensinamentos de Montessori são úteis. Obviamente, por ter se dedicado quase que exclusivamente as crianças, a contribuição do método dela para crianças e adolescentes devem ser uma adaptação do método.

Falo isso justamente para evitar confusões; afinal, alguém poderia dizer que o aluno vai aprender só sem o auxílio dos professores, enquanto, na verdade, Montessori fala coisas semelhantes para crianças nos exercícios sensoriais, e não para adolescentes em aula de química.

Existem três princípios do Método Montessori que, adaptados de maneira correta nas demais etapas da educação, poderá contribuir significativamente para uma melhora na educação brasileira. No livro A Criança ela, usando a figura de um embrião vertebrado, faz a seguinte comparação:

  • […] poder-se-ia distinguir um todo dividido em três partes: cabeça, região torácica e região abdominal. E, depois, muitos pontos especiais que se vão definindo ordenadamente, pouco a pouco, terminando por solidificar-se: as vértebras.

    Assim, no primeiro esboço de um método educativo existe um todo, uma linha básica, onde se destacam três fatores principais: o ambiente, o professor e o material; além disso, muitas particularidades que se vão definindo, justamente com as vértebras. (Montessori, M. A Criança. 1936. Grifo meu)

 

Esta é, portanto, a vértebra do Método Montessori: o ambiente, o professor e o material. Se queremos transformar a educação no Brasil, devemos, a exemplo de Montessori, trabalhar nestes três pontos. O ambiente escolar, o professor e o material devem ser a vértebra do sistema educacional brasileiro.

No decorrer de A Criança ela explica muito bem como se faz isso na educação infantil, porém, estes princípios podem ser adaptados para os outros níveis. Façamos uma breve análise de como podemos construir essa vértebra educacional no Brasil.

 

Ambiente

Qual o ambiente escolar hoje? Bom, podemos encontrar de tudo nas escolas brasileiras. Tudo mesmo: cadernos, lápis, bola, pino de cocaína, maconha…

Mas o problema não fica somente na questão da criminalidade; o ambiente “normal” que as escolas têm não promove o aprendizado dos alunos.

Na educação infantil, Montessori criou um espaço preparado de acordo com as necessidades que a criança tem naturalmente. Falando de crianças maiores, 10 anos, ou mesmo adolescentes no ensino médio, como o ambiente pode influenciar no aprendizado? Nós não temos na maioria das escolas um ambiente que leve o estudante a… estudar!

Em suma, nós não temos muitos locais apropriados para a leitura, nem mesmo um real incentivo a leitura. Se um aluno não conseguir estudar em casa por x motivos, ele poderá estudar na escola após a aula? Dificilmente, nossas escolas são tão barulhentas quanto as ruas.

Talvez você diga que é natural de crianças e jovens serem barulhentos. Então, caríssimo, aí é que eu recomendo que você conheça o Método Montessori e descubra como ela colocava turmas lotadas de crianças fazerem silencia de maneira espontânea. A criança gosta de silêncio – e os jovens também; o problema é que nós não os exercitamos no silencio nem lhes preparamos um ambiente propício.

Muito se fala da polêmica da quase retirada da Educação Física das disciplinas obrigatórias do Ensino Médio. Mas, cara para nós: o ambiente para as atividades físicas não é o adequado na maioria das escolas – principalmente para quem estuda a tarde em regiões quentes. Quadras descobertas, falta de material adequado, etc.

Além do mais, a Ed. Física resume-se em duas ou três aulas por semana, onde uma parte é em sala, outra na quadra; muito pouco para fazer alguém ficar em forma. Ela torna-se, na verdade, uma espécie de confraternização dos jovens.

Resultado: saem da Ed. Física cansados, suados, agitados, e não conseguem prestar atenção na aula de Química, Física, Matemática ou qualquer outra disciplina. Afinal, estão agitados…Portanto, nosso “ambiente escolar” é todo bagunçado e não propicia um aprendizado eficaz nos jovens.

 

Professor

Várias pesquisas mostram que a quantidade de professores sem nível superior é enorme. É bem verdade que nem sempre um diploma resolve as coisas, afinal, ter nível superior não é o mesmo que ter didática. Há muitos mestres e doutores que  não conseguem transmitir com eficácia 10% do que ensinam. Porém, é preciso reconhecer que o professor é muito mal formado no Brasil.

Eu sou estudante de Pedagogia, e posso constatar isso. É incrível como nos direcionam para sermos construtivistas, embora citando algumas outras abordagens, porém, sempre somos bombardeados com os pensamentos de Paulo Freire.

Porém, se formos analisar os ensinamentos do próprio Piaget (um dos principais teóricos do construtivismo), podemos contatar que o Construtivismo piagetiano original é bem diferente do que nos ensinam na faculdade. O resultado disso é que formamos milhares de professores todos os anos despreparados, doutrinados sob uma verdadeira ideologia, que tem afetado negativamente várias crianças.

Outro dia mesmo encontrei um colega que cursava Letras, e fiquei surpreso ao saber que ele havia trancado. Um dos motivos relatados por ele, é que não levava jeito para essa coisa de professor, afinal, o que ele aprendia na faculdade, quando ia dar aula nos estágios, não funcionava nada. Eis o problema: a formação do professor é ruim, porque se reza a cartilha de Paulo Freire, enquanto educadores sérios – e a própria neurociência é deixada de lado.

Mas Maria Montessori fala algo importantíssimo sobre o professor em sua obra que fiquei impactado. Segundo a educação montessoriana, o professor não deve buscar corrigir a criança, mas sim os seus próprios defeitos.

Afinal, a criança age por imitação. Qual é o adulto que ela está imitando? Na própria escola – falando em educação infantil -, quando se vai alfabetizar a criança, ela irá escrever como escuta. Se eu não corrijo a maneira que eu falo, a criança vai falar e escrever errado. Eu preciso me corrigir.

Este princípio de corrigir os próprios defeitos, de buscar a própria perfeição, de buscar ser o melhor que pode – não para se exaltar, mas para ser o melhor para os outros, deve estar marcado com fogo no coração do professor. O professor é mal remunerado, mal reconhecido, mas é movido pelo amor.

E porque amamos as crianças e jovens, porque amamos esta VOCAÇÃO que DEUS nos deu, nós, mesmo sem os recursos que queríamos ter, devemos buscar ser os melhores professores que nossos alunos podem ter. Não é questão de remuneração, mas sim de que se nós não nos qualificarmos para contribuir na educação plena das crianças e jovens, teremos um futuro danificado pela ignorância.

  • O professor precisa entender essa sua vocação singular na sociedade atual. É preciso buscar a sadia perfeição por amor as crianças e jovens.

Mas, se queremos mudar o sistema, devemos clamar a Deus que realize o milagre de o Estado se importar com a educação. Aliás, não só no Estado, mas também nas próprias universidades que só sugam as mensalidades, mas nem sempre devolvem um ensino de qualidade.

É preciso que se dê formações sólidas, principalmente na área da neurociência (isso é importante, até porque Maria Montessori dizia que sua educação era científica, ou seja, usando que a ciência lhe dava na época. Hoje a ciência tem muito mais a contribuir, mas, no entanto, passamos mais tempo estudando Paulo Freire do que pesquisas da psicologia infantil, neurociência, etc).

É de suma importância que o Estado e a iniciativa privada invista em pesquisa científica, afinal, a universidade é um local de pesquisas (ou deveria ser).

Por fim, caríssimos, entendamos que o professor é uma peça fundamental para vencermos o jogo da educação no Brasil. Sem professores de qualidade, estaremos destruídos. Afinal, quem ensinará a verdade as crianças?

Um meio para salvar as crianças é o homeschooling, também conhecido como educação familiar. Mas os próprios pais precisam lutar contra seus próprios defeitos, e buscar dar duro para ensinar com eficácia aos filhos e/ou aprender junto com eles.

 

Material

Você já leu os livros didáticos dos teus filhos? Pois é, muitas vezes nós temos um material escolar que imbeciliza o aluno (principalmente em história, filosofia e sociologia). Além do bombardeamento da ideologia de gênero, muitas vezes o material em si traz o problemas de ser fraco mesmo.

Porém, fazendo uma adaptação do método montessoriano para crianças maiores e adolescentes, poderemos ganhar bastante. Montessori usava o sentido das crianças para ensiná-las (ou deixa-las aprender “sozinhas”). Só para servir de exemplo, a alfabetização se dava assim (de maneira bem resumida): a criança está na época de formar enriquecer a linguagem, tudo fixa muito rápido.

Como as línguas latinas são vocais, ou seja, cada letra representa um som, Montessori usava letras soltas onde as crianças podiam tocá-las, sentir o formato, as curvas, enquanto a metra dizia o som da letra, e uma palavra que começava com aquela letra.

Enfim, este alfabeto solto era um material sensorial, que, para esta idade, facilitava o aprendizado espontâneo da criança. Falando em ensino fundamental II e ensino médio, que materiais podemos utilizar?

O que precisamos entender é que passado o período da mente absorvente (por volta dos 6 anos), a criança precisará de um maior esforço para aprender as coisas. Portanto, ela precisará ouvir explicações e ter seu próprio esforço pessoal para fixar determinado conteúdo na mente.

Como bem explicava o Professor Pier, após a aula, o estudante precisa escrever no seu caderno, pois, lendo e escrevendo os pontos principais da aula, usará uma parte maior do seu cérebro e aprenderá com maior eficácia.

Portanto, embora a tecnologia tenha avançado bastante, livro, caderno e lápis ou caneta continuam sendo materiais essenciais para o estudante.

Quando se fala de materiais para auxiliar no ensino-aprendizagem, as pessoas logo vem com a ideia de tablets, computadores, aplicativos, etc. Mas isso não quer dizer eficácia no aprendizado. Tablets não podem substituir caderno e lápis nas escolas – e o professor Pier explica muito bem o porquê (usando a neurociência) (Clique aqui e assista a palestra).

Quando eu penso em materiais para auxiliar no ensino-aprendizagem do Fundamental II e Ensino Médio, me vem à mente, por exemplo, laboratórios de ciências. Qual escola pública tem laboratórios? Raríssimas! Os únicos laboratórios em que os alunos têm algum acesso é o de informática.

Além de não ter eficácia comprovada, parece que os computadores servem apenas para prender os alunos naquela sala com ar condicionado. Não, não gastemos dinheiro à toa. Precisamos gastar conscientemente. Precisamos equipar nas escolas verdadeiros laboratórios, onde o aluno não fique na teoria, mas, auxiliados pelo professor, possam ver na prática.

Isso sem contar a necessidade de se ter boas bibliotecas. Mas infelizmente onde se tem, pouco é usada. É necessário trabalhar inteligentemente nisso para fazer o aluno se interessar pela leitura.

 

Conclusão

No mais, caríssimos, a principal contribuição que Montessori nos dá é o exemplo de dedicação para educar as crianças. Ela deu o melhor de si em prol das crianças. Ela sabia perfeitamente que das crianças depende o futuro da humanidade.

Se as crianças eram educadas em ambientes que deformavam sua personalidade, teríamos (como temos) adultos cheios de transtornos, neuroses, doentes. Se queres salvar o mundo, salve as crianças. E se seu método educativo buscava a verdade e elevar todos à verdade, busquemos também isso.

Montessori foi inspiradíssima por Deus ao pegar os ensinamentos da medicina e aplicar a educação. Obteve grande êxito. Nós estamos na segunda década do século XXI, temos uma gama de pesquisas científicas nos mostrando como as crianças e jovens aprendem melhor e mais eficazmente. Que tal fazermos da nossa educação também uma Educação científica. Garanto que obteremos resultados positivos e pararemos de passar vergonha no PISA e demais avaliações internacionais.

 

círios de nazare e maria montessori

Fonte: Círios de Nazaré

 

 

 

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Qual é a influência do método Montessori na atualidade?

Qual é a influência do método Montessori na atualidade?

O método Montessori na atualidade fomentaria o desenvolvimento natural das habilidades das crianças com base na exploração, na colaboração com outros colegas de turma, na curiosidade, no jogo e na comunicação. Saiba mais a seguir.

Maria Montessori é a criadora de um método educacional que foi uma revolução. Tal foi o alcance de suas propostas que seu nome transcendeu sua área de especialização. O método que ela propôs colocava uma ênfase especial na brincadeira, apontando-a como o meio perfeito para o desenvolvimento de várias habilidades e aptidões em crianças.

Um exemplo de aplicação pode ser encontrado em muitas escolas infantis. Falamos de uma formação não obrigatória que se concentra no jogo, na diversão e na flexibilidade, buscando que as crianças sejam espontâneas e tenham iniciativa.

Em última análise, o método de Maria Montessori favorece a independência dos pequenos, ao mesmo tempo em que eles adquirem valores básicos de convivência e cooperação, começando pelo respeito pelos seus colegas.

 

Os princípios básicos do método Montessori

Atualmente, podemos analisar o método Montessori com base nos princípios básicos que o regem. Embora sua implementação possa levar a diferentes adaptações dependendo das preferências dos educadores, na essência, podemos encontrar o seguinte.

Para começar, o método Montessori incentiva a aprendizagem com base nas descobertas. Descobertas que, por outro lado, ocorrem graças à curiosidade inata que todos nós temos. É só pensar que sempre aprendemos melhor quando algo nos causa curiosidade e quando queremos perguntar para “saber mais”.

Precisamente, este método busca aproveitar essa inclinação natural que as crianças têm de fazer perguntas e encontrar respostas.

Além disso, esse método não esquece que o ambiente precisa atender às necessidades de cada criança de acordo com suas características (idade, cultura, existência de algum diagnóstico: hiperatividade, autismo, etc.).

Para isso, devemos adicionar a opção de adaptar o método ao material natural com o qual cada criança pode interagir e tocar. Nos referimos à madeira, terra e outros materiais que não sejam artificiais.

A ideia é que todos os jogos propostos tenham um componente colaborativo e que sejam sempre supervisionados, direcionados e coordenados pelo professor. Ele deverá intervir o mínimo possível no processo de aprendizagem das crianças: tentará ser apenas um guia.

 


O método Montessori na atualidade transformaria a educação tradicional, transformando as aulas em atividades que são muito mais dinâmicas e divertidas. Por esse motivo, as aulas geralmente são realizadas por 3 horas seguidas, sem qualquer interrupção.


 

Para terminar com os princípios que regem este método, é necessário ressaltar que o método Montessori busca formar salas de aula grandes e por grupos de faixas etárias diferentes (com uma diferença máxima de 3 anos de idade).

Ou seja, crianças entre 6 e 9 anos, por exemplo, juntas em uma sala de aula para que possam interagir não apenas com colegas da sua própria idade. Isso pode ser muito benéfico como estímulo.

 

Influência do método Montessori na atualidade

Felizmente, o método Montessori sobreviveu à passagem do tempo e hoje o seu espírito faz parte da estratégia educacional de diferentes escolas. Um tipo de formação onde se trabalha muito com o jogo, favorece a independência e a autonomia da criança e sua interação com diversos elementos que despertam sua curiosidade.

Em suma, o método aproveita a inclinação natural para o jogo e a diversão que ocorre nesta etapa para transformá-lo no principal motor educacional.

No entanto, à medida que nos submergimos na educação primária, o panorama muda. As crianças passam horas sentados olhando para o professor, recebendo reforço por ficarem quietos (ou punição por não fazê-lo), não podendo falar e tendo que prestar atenção por longos períodos.

Aulas que se seguem uma após a outra, com uma dinâmica especializada em acabar com qualquer tipo de motivação intrínseca para a aprendizagem.

Existem várias escolas que escolheram o método Montessori na atualidade, mas, apesar de tudo isso, é possível que surja uma dúvida. O método Montessori está destinado apenas para crianças entre 0 e 6 anos? Embora a maioria das escolas atualmente ofereça este método apenas para esta faixa etária, o fato é que Maria Montessori o projetou para que pudesse ser usado até os 12 anos de idade.

No entanto, o método Montessori na atualidade também poderia ser aplicado na etapa do ensino médio. Maria Montessori, embora não tenha tido tempo para projetá-lo e desenvolvê-lo completamente para esta etapa, deixou algumas diretrizes estabelecidas sobre os passos a serem realizados com crianças mais velhas.

 


A educação atual se concentra muito nas notas, por isso são enviadas muitas tarefas aos alunos, cujo sucesso em sua realização garante uma nota favorável na prova final. O método Montessori procura o contrário, não há provas nem tarefas de casa, porque o objetivo principal é aprender, não obter a melhor nota.


 

Os dados nos dizem que a educação que ocorre após o ensino primário aborrece o aluno. Longe de motivá-lo, faz com que ele pense que ir à escola ou ao colégio é inútil. Esta situação deve ser um incentivo para repensar a maneira como estamos ensinando.

Uma maneira em que se promove a competitividade e onde uma nota nos rotula como fracassados ou inteligentes, ao mesmo tempo em que permanece cega ao objetivo prioritário: que o aluno se sinta motivado, além da avaliação, para entender o mundo que o rodeia.

Fonte: A mente é Maravilhosa

 

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Corrija o Ambiente, Não a Criança

Corrija o Ambiente, Não a Criança

A criança tem uma relação com seu ambiente que é diferente da nossa… a criança o absorve. As coisas que ela vê não são só lembradas, elas formam parte de sua alma. Ela encarna, em si, tudo aquilo que seus olhos vêem e seus ouvidos escutam no ambiente. (Maria Montessori, Mente Absorvente)

Observo crianças e adultos há anos. Quase toda a comunicação entre adultos e crianças é baseada em ordens e negações. Falamos com as crianças mandando ou impedindo que façam alguma coisa. Montessori mostrou que existe uma forma de corrigir situações complicadas sem corrigir a criança, e de mudar comportamentos sem diminuir nossa comunicação inteira a uma constante tirania.

A criança se constrói a partir dos elementos disponíveis no seu ambiente. Por isso, modificando o ambiente, ajudamos a criança a se construir diferente e agir melhor.

O que significa, exatamente, modificar o ambiente? Quer dizer que observando a interação de nossos filhos com o ambiente, não corrigimos nossos filhos, mas o espaço onde eles estão, e a transformação ocorre por isso.

Pense, por exemplo, em uma criança que quebra copos de vidro o tempo todo. Você sabe que em Montessori sugerimos o uso do vidro com as crianças, e por isso não quer passar a usar plástico. Mas também não quer todos os seus copos quebrados.

Observando o ambiente, percebe que os copos ficam numa prateleira um pouco baixa demais, e que por isso seu filho pega os copos por cima, e não pela lateral, como deveria. Então, segura os copos de forma frágil e por isso os quebra com frequência.

Mudando a altura da prateleira, sem dizer nada à criança, você resolve o problema. Corrigiu o ambiente, não corrigiu a criança, e modificou a situação complicada.

O primeiro passo para corrigir o ambiente é ter um problema.

Isso parece fácil, porque achamos que temos muitos problemas. Mas nem sempre enxergamos os problemas com clareza, e isso nos impede de resolver. Se, em vez de pensar que seu filho quebra muitos copos, pensar que ele é desastrado, estará olhando para o problema errado, e aí é difícil resolver. Ele quebra copos. Isso pode ser resolvido. Encontre um problema que possa ser definido com clareza.

O segundo passo para corrigir o ambiente é saber o que há de bom na criança.

É frequente  que crianças mais velhas, de cinco ou seis anos, sigam menos rotinas rígidas – coisa que as de dois anos adoram – e prefiram criar novidades com frequência. Porque elas argumentam muito bem, é às vezes difícil direcioná-las para a rotina necessária. E é bem fácil perder a calma, e corrigir a criança. Em vez disso, nós podemos seguir um dos princípios de Montessori para o adulto, que diz:

Concentre-se em fortalecer e ajudar o desenvolvimento daquilo que é bom na criança, para que sua presença deixe cada vez menos espaço para o que é ruim.

Uma criança de cinco ou seis anos tem uma capacidade intelectual invejável. Elas gostam de pensar. Se puderem pensar e organizar seus pensamentos, tudo em sua vida fica mais fácil. Sabendo disso, você pode fazer uma tabela para a rotina do seu filho.

Se ele puder participar dessa confecção, e a tabela ficar presa à parede em uma altura que ele possa enxergar, você não precisará disputar com argumentos a obediência à rotina. Bastará se referir à tabela e pedir que a criança mesma encontre o próximo passo do dia. Se nós soubermos em que a criança é boa fica muito mais fácil achar soluções sem correção.

Um passo permanente para corrigir o ambiente é observar a criança

O ambiente montessorianos nunca fica pronto. Montessori nos dizia para tomar cuidado constante e ser meticulosos com ele. O ambiente, como o adulto, segue a criança. Porque a criança é viva, e está em constante transformação, o ambiente é vivo e se transforma também.

Para manter o ambiente adequado à criança, e para conseguir que, através do ambiente, os erros da criança se corrijam sozinhos, é indispensável observar a criança continuamente.

Observar a criança significa parar e olhar profundamente. Para isso, é necessário tirar um tempo exclusivo para a observação. Respirar duas, três vezes, ter um bloquinho e uma caneta, anotar o que parecer interessante. Perceber o que está dando certo e o que não parece bem.

Enxergar em que nossas crianças têm sucesso e quais desafios ainda é necessário superar. A partir da observação, que deve acontecer com a maior frequência possível, é possível entender a criança, e da compreensão vem a transformação.

Erro, grande amigo

Nós partimos sempre do princípio de que o erro é ruim, e porque é ruim deve ser eliminado. Não é verdade. O erro é um companheiro de jornada, e deve ser superado porque nos tornamos mais perfeitos. Não é um inimigo, mas um inseparável colega daquele que busca melhorar a cada dia.

A correção da criança transforma o erro em uma ameaça e uma humilhação. A correção do ambiente transforma o erro em uma etapa do aprendizado e do desenvolvimento. Sem o medo do erro, o aprendizado fica muito mais próximo, e pelo reconhecimento do erro como companheiro de jornada, caminhamos em paz.

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